quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Catequese de Bento XVI - Dia de finados 02/11/2011


CATEQUESE
Sala Paulo VIVaticano
Quarta-feira, 02 de novembro de 2011
Dia dos fiéis defuntos 


Caros irmãos e irmãs!

Depois de ter celebrado a solenidade de todos os santos, a Igreja nos convida hoje a comemorar todos os fiéis defuntos, a voltar o nosso olhar a tantos rostos que nos precederam e que concluiram o caminho terreno. Na audiência deste dia, então, gostaria de propor-vos alguns simples pensamentos sobre a realidade da morte, que para nós cristãos é iluminada pela ressurreição de Cristo e para renovar a nossa fé na vida eterna.

Como eu já dizia ontem no Angelus, nestes dias, nos dirigimos ao cemitério para rezar pelas pessoas caras que nos deixaram, as  visitamos para exprimir a elas, mais uma vez, o nosso afeto, para senti-las ainda próximas, recordando também, deste modo, uma parte do Credo: na comunhão dos santos existe uma estreita ligação entre nós que caminhamos ainda nesta terra e tantos irmãos e irmãs que já atingiram a eternidade.

Desde sempre o homem se preocupou dos seus mortos e procurou dar-lhes uma espécie de segunda vida através da atenção, do cuidado e do afeto. Em um certo modo existe um desejo de conservar o que deixaram como experiencia de vida e, paradoxalmente, como esses viveram, o que amaram, o que tiveram, o que esperaram e que coisa detestaram, algo que descobrimos olhando as tumbas, diante das quais se multiplicam as recordações, que são quase um espelho do mundo deles.

Por que é assim? Porque, apesar da morte ser um tema quase proibido na nossa sociedade, e exista a tentativa contínua de tirar da nossa mente nem que seja somente o pensamento da morte, essa está relacionada com cada um de nós, relacionada com o homem de cada tempo e de cada espaço. E diante deste mistério, todos, também inconscientemente, procuramos algo que nos convide a esperar, um sinal que nos dê consolação, que nos abra algum horizonte, que nos ofereça ainda um futuro. A estrada da morte, na realidade, é uma vida de esperança e, percorrer os nossos cemitérios, como também ler aquilo que está escrito sobre as tumbas é cumprir um caminho marcado pela esperança da eternidade.

Mas nos perguntamos: por que temos tanto medo diante da morte? Por que a humanidade, em grande parte, nunca se mostrou em acreditar que além da morte não existe simplesmente o nada? Diria que as respostas são múltiplas: temos medo diante da morte porque temos medo do nada, deste medo de partir em direção a algo que não conhecemos, que nos é desconhecido. E então existe em nós um sentido de rejeição porque não podemos aceitar que tudo aquilo de belo e de grande que foi realizado durante uma existencia inteira, venha de repente apagado, caia no abismo do nada. Sobretudo, nós sentimos que o amor chama e pede eternidade e não é possível aceitar que isto venha destruído pela morte em um só momento.

Ainda, temos medo diante da morte porque, quando nos encontramos rumo ao fim da existência, existe a percepção que exista um juízo sobre as nossas ações, sobre como conduzimos a nossa vida, sobretudo sobre este pontos de sombra, que, com habilidade, sabemos remover e tentamos remover da nossa consciência. Diria que exatamente a questão do juízo é geralmente subtendida no cuidado do homem de todos os tempos pelos defuntos, na atenção em relação as pessoas que foram significativas para ele e que não estão mais ao lado no caminho da vida terrena. Em um certo sentido, os gestos de afeto, de amor que circundam o defunto, são um modo para protegê-lo na convicção que esses não estejam sem afeto no juízo. Isto podemos colher na maior parte das culturas que caracterizam a história do homem.

Hoje o mundo se tornou, ao menos aparentemente, muito mais racional, ou melhor, se difundiu a tendência de pensar que todas as realidades devam ser afrontadas com os critérios da ciencia experimental, e que à grande questão da morte se deva responder não tanto com a fé, mas partindo dos conhecimentos experimentais, empíricos. Deste modo, nem se dá conta que deste modo pode-se cair em formas de espiritismo, na tentativa de ter qualquer contato com o mundo além da morte, quase imaginando que exista uma realidade que, no fim, seria uma copia da presente.

Caros amigos, a solenidade de todos os santos e a comemoração de todos os fiéis defuntos nos dizem que somente quem pode reconhecer uma grande esperança na morte, pode também viver uma vida a partir da esperança. Se nós reduzimos o homem exclusivamente à sua dimensão horizontal, a isto que se pode perceber empiricamente, a mesma vida perde o seu sentido profundo. O homem tem necessidade de eternidade e toda outra esperança para ele é muito breve, muito limitada. O homem é explicável somente se existe um amor que supere todo isolamento, tamném aquele da morte, em uma totalidade que transcenda também o espaço e o tempoO homem é explicável, encontra seu sentido mais profundo, somente se existe Deus. E nós sabemos que Deus saiu da sua distancia e se fez próximo, entrou na nossa vida e nos diz: "Eu sou a ressurreição e a vida, quem cre em mim, também se morrer viverá, aquele que vive e crê em mim não morrerá eternamente.

Pensemos um momento na cena do Calvário e reescutemos as palavras que Jesus, do alto da Cruz, dirige ao homem que está à sua direita: "Em verdade eu te digo: Hoje mesmo estarás comigo no paraíso". Pensemos aos dois discípulos na estrada de Emaús, quando, depois de ter percorrido uma parte da estrada com Jesus ressucitado, o reconhecem e partem para Jerusalém para anunciar a Ressurreição do Senhor. À mente retornam com renovada clareza as palavras do Mestra: "Não se perturbe o vosso coração. Tenhais fé em Deus e tenhais fé também em mim. Na casa do Pai existem muitas moradas. Se não, jamais vos teria dito: "Vou a preparar-vos um lugar"?.

Deus se mostrou verdadeiramente, se tornou acessível, tanto amou o mundo ao ponto de dar seu filho único, a fim que aquele que crer nEle não se perca, mas tenha a vida eterna e, no supremo ato de amor da Cruz, imergindo-se no abismo da morte, a venceu, é ressucitado e abriu também a nós as portas da eternidade. Cristo nos sustenta através a noite da morte que Ele mesmo atravessou. É o Bom pastor, cuja direção se pode confiar sem nenhum medo, porque Ele conhece bem a estrada, também aquela que passa pela escuridão.

Cada domingo, recitando o Credo, nós reafirmamos esta verdade. E ao nos dirigirmos aos cemitérios para rezar com afeto e com amor pelos nossos defuntos, somos convidados, mais uma vez, a renovar com coragem e com força a nossa fé na vida eterna, e mais, viver com esta grande esperança e testemunhá-la ao mundo: atrás do presente não existe o nada. E exatamente a fé na vida eterna dá ao cristão a coragem de amar mais intensamente esta nossa terra e de trabalhar para construir um futuro, para dar-lhe uma verdadeira e segura esperança.
Obrigado!
 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

"Qualquer estado de vida oferece vias de santificação", diz Papa

Bento XVI fala sobre Solenidade de todos os santos e dia de
 finados durante o Angêlus
O Papa Bento XVI fez na manhã desta terça-feira, 1º, a oração mariana do Angelus por ocasião da Solenidade de todos os Santos. 

Durante o discurso que antecede a oração, o Santo Padre explicou tanto o significado da celebração de todos os santos, como a importância do dia de Finados que, nesta quarta-feira, 2, levará todos os fiéis a oferecerem intenções pelos mortos. Falando sobre a santidade, o Pontífice explicou que ela está ao alcance de todos.

"Todos os estados de vida, de fato, podem tornar-se, com a ação da graça e com o empenho e a perseverança de cada um, vias de santificação", afirmou.

Detendo-se sobre a vivência da santidade na comunidade eclesial, o Santo Padre explicou ainda sobre o caráter santificador da Igreja e o significado do Corpo de Cristo, que faz cada pessoa viver nesta 'comunhão dos santos'.
"Somos, portanto, convidados a olhar a Igreja no seu aspecto temporal e humano, marcado pela fragilidade, mas como Cristo a quis, isto é, na comunhão dos santos. No Credo professamos "santa", na medida em que é Corpo de Cristo, é instrumento de participação dos santos Mistérios, em primeiro lugar a Eucaristia e família dos Santos, a qual proteção somos confiados no dia do batismo", disse o Papa.

Dia de finados 
Sobre o dia de finados, o Papa falou sobre a esperança que este dia deve gerar no coração de todos aqueles que perderam seus entes queridos. Ele destacou ainda a necessidade de rezar pelo mortos a fim de que eles alcancem a plenitude da vida.

"A nossa oração pelos mortos é, portanto, não somente útil,mas necessária, enquanto que essa não somente os pode ajudar, mas torna durante o tempo, eficaz a intercessão deles em nosso favor", salientou.

Fonte: Canção Nova Noticias

Angelus de Bento XVI - 01/01/2011



Ângelus
Solenidade de todos os santos
Palácio Apostólico, Vaticano 
Terça-feira, 01 de novembro de 2011


A Solenidade de todos os santos é a ocasião propícia para tirar o olhar das realidades terrenas e levá-lo à dimensão da de Deus, da eternidade e da santidade. Cristo, de fato, que com o Pai e o Espirito Santo é somente Santo, amou a Igreja como sua esposa e deu a si mesmo por ela a fim de santificá-la. Por esta razão, todos os membros do Povo de Deus são chamados a tornarem-se santos, segundo a afirmação do apóstolo Paulo: "Esta de fato, é a vontade de Deus, a vossa santificação". Somos, portanto, convidados a olhar a Igreja não no seu aspecto temporal e humano, marcado pela fragilidade, mas como Cristo a quis , isto é, na comunhão dos santos. No Credo professamos "santa", na medida em que é Corpo de Cristo, é instrumento de participação dos santos Mistérios, em primeiro lugar a Eucaristia e família dos Santos, a qual proteção somos confiados no dia do batismo.

Hoje veneramos exatamente esta inumerável comunidade de Todos os Santos, os quais, através dos mais diferentes percursos de vida, nos indicam diversas estradas de santidade,reunidas em um único denominador: seguir Jesus e configurar-se a Ele, até o ultimo momento da nossa trajetória humana. Todos os estados de vida, de fato, podem tornar-se, com a ação da graça e com o empenho e a perseverança de cada um, vias de santificação.A comemoração dos fiéis defuntos, a qual é dedicado o dia de amanhã, 2 de novembro, nos ajuda a recordar os nossos entes que nos deixaram, e todas as almas que estão em direção à plenitude da vida, exatamente no horizonte da Igreja celeste, à qual a Solenidade de hoje nos elevou. 



Desde os primeiros tempos da fé cristã, a Igreja terrena reconhecendo a comunhão de todos o corpo místico de Jesus Cristo, cultivou com grande piedade e memória dos defuntos e ofereceu por eles alguns sufrágios. A nossa oração pelos mortos é portanto, não somente útil, mas necessária, enquanto que essa não somente os pode ajudar, mas torna durante o tempo eficaz a intercessão deles em nosso favor


Também a visita aos cemitérios, enquanto guarda as ligações de afeto com quem nos amou nesta vida, nos recorda que todos passaremos para uma outra vida, além da morte. O choro, que provém da separação terrena, por isso, não prevalece sobre a certeza da ressurreição, a esperança de chegar às bem aventuranças da eternidade, momento repleto de calma, na qual a totalidade nos abraça e nós  abraçamos a totalidade. O objeto da nossa esperança, de fato, é nos alegrarmos diante da presença de Deus na eternidade. Jesus prometeu aos seus discípulos: "Vos verei de novo e o vosso coração se alegrará e ninguem poderá tirar-vos a vossa alegria".

À Virgem Maria, Rainha de todos os santos, confiamos a nossa peregrinação rumo à pátria celeste, enquanto invocamos para irmãos e irmãs defuntos a sua materna intercessão.

 

Aproveite o tempo, ele é precioso


Não existe outro tempo, a não ser o dia de hoje! Viva bem esse momento, porque ele não vai voltar. Sempre gosto de repetir pra mim mesmo a frase: ” Cada dia basta seu cuidado”.

Precisamos viver bem todas as coisas que nos é proposto. Tudo nesta vida passa, e somente as coisas boas  ficam na lembrança. Não sentimos saudades daquilo que deixou marcas negativas em nossas vidas.


Se possível deixe nas pessoas que passar por você hoje, um rastro de Deus. Seu sorriso, um bom dia, um “muito obrigado” faz a diferença.


Deus lhe abençoe!

Papa pede orações para Igrejas Católicas Orientais e pela África



Neste mês de novembro o Papa Bento XVI reza e pede a todos os fiéis que rezem com ele pelas Igrejas Católicas Orientais, para que a sua venerável tradição seja conhecida e estimada enquanto riqueza espiritual para toda a Igreja. 

Já na intenção missionária deste mês, o Papa pede para que o continente africano encontre em Cristo a força de realizar o caminho de reconciliação e justiça indicado pelo segundo Sínodo dos Bispos da África. 

O Santo Padre visitará a República do Benin, na África, entre os dias 18 e 20 de novembro deste ano. A visita se realiza a convite do presidente do Benin, Boni Yayi, e da Conferência Episcopal beninense.

Fonte: Canção Nova Noticias

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Encontros de Jesus: A Encarnação



E o Verbo se fez carne e habitou entre nós!” (Jo 1,14). Podemos fazer um exercício de imaginação. Imaginar Deus em seu Mistério, na sua Grandeza... Deus que habita os Céus e governa todo o Universo Cósmico. E em determinado momento da história as Três pessoas dialogando sobre a Criação e olhando para a Humanidade decidem que a segunda Pessoa da Trindade, o Filho, virá visitar a Terra e tornar-se um de nós.

É o Filho de Deus o escolhido que vem encontrar a sua Criação. Ele vem para o que era seu (Jo 1,11). Ele que já estava presente na Criação, pois “no princípio era o Verbo e o Verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito” (Jo 1,1-2).

O “Sim” de Maria é importante. Naquela jovem, todos nós, homens e mulheres de boa vontade, estamos representados. Quando ela disse: “Eu sou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38), ela o disse em nome próprio, mas também em nome de toda humanidade. Nós o acolhemos e lhe dissemos: “Seja bem-vindo!

Ele vem habitar conosco, morar no meio de nós, assumindo toda a nossa realidade, menos o pecado. Jesus não escolhe o melhor, mas o mais frágil. Um lugar pequeno, o ventre de uma mãe. Nasce em meio aos perigos da vida: fora de casa, na noite fria, numa pobre gruta, em meio aos animais, entre o povo pobre e recebe a visita de pastores e de magos que chegam de longe. Sofre o perigo do Rei Herodes que já o quer matar.

Se Deus quis vir ao encontro da sua Criação, isto significa que a Criação é boa, é lugar e o chão onde Deus quis pisar, deixar suas pegadas.

Quando andei pela Terra Santa, várias vezes olhei para o chão procurando os rastros de Deus, os sinais dos pés de Jesus e pensava: “Aqui Deus passou; por aqui Deus se fez Humano; igual a nós, por isso a Terra é santa, é sagrada, é bela!

Jesus cresceu numa vila chamada Nazaré. Nazaré em hebraico significa “broto novo”. Aquele lugar desprezado, do qual se dizia: “De Nazaré pode vir alguma coisa de bom?” (Jo 1,46), foi onde brotou e cresceu a Vida. Foi ali que ele viveu 30 anos no anonimato. O que Jesus fez nestes 30 anos? Conviveu com o que era seu. Admirou e contemplou o mundo. É só imaginar o encontro de Jesus com a sua Criação, com o sol que nascia, com a chuva que caía, com o vento que soprava, com as flores do campo, com os frutos das árvores, com a colheita dos campos, com os pássaros do céu... Jesus passou 30 anos contemplando, se preparando e amando o mundo. Viveu na casa de José e Maria, trabalhou na carpintaria, ensinando que o trabalho tem valor e edifica o ser humano, viveu e freqüentou a vila de Nazaré para dizer que a comunidade é o lugar da vida e da convivência.

É na contemplação com a criação e com a história do ser humano que Jesus, 30 anos depois, começa a anunciar o Reino de Deus, fazendo o bem e dizendo que a humanidade é o lugar da vida: “Seja feita a tua vontade assim na terra como céu!” (Mt 6,10) e quase que a gritar que “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância!” (Jo 10,10).

É como se todo dia fosse Natal e todo dia o Verbo estivesse se encarnando. Acolhamos Jesus que vem. Imitemos suas pegadas, seus gestos, vendo a Criação como algo belo e bom. Contemplemos a história nossa como boa, pois é a história do nosso Deus, apesar das imperfeições que são a marca do nosso pecado. Que cada manhã possa ser o momento da acolhida, como cantou Alceu Valença: “Tu vens, Tu vens... Eu já escuto os teus sinais!


Frei Ildo Perondi é  Franciscano Capuchinho; biblista, com Mestrado em Teologia Bíblica pela Universidade Urbaniana de Roma e doutorando em Teologia Bíblica na PUC Rio. Professor de Sagradas Escrituras na PUCPR (Câmpus Londrina). Recentemente colaborou com a CNBB com o livro de Subsídios para o mês da Bíblia 2011 “Travessia: passo a passo, o caminho se faz”.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Novena de Santa Edwiges


Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados. No Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio que urgentemente preciso...


(Fazer o pedido da graça que urgentemente precisa)


Santa Edwiges, protetora dos endividados, aumentai minha confiança na providência divina para que não falte o pão de cada dia, e que no final do mês não falte o necessário, que eu possa dar aos meus familiares saúde, educação e dignidade na moradia.


Santa Edwiges intercedei por mim, para que consiga o equilíbrio na vida financeira e o discernimento nos negócios. Ajudai-me a superar os problemas financeiros.


Alcançai-me também Santa Edwiges a suprema graça da salvação eterna.


Santa Edwiges, rogai por nós

Amém.

domingo, 9 de outubro de 2011

A misericórdia humana e a divina


“‘Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia’. É suave a palavra “misericórdia”, meus irmãos. E se a palavra assim é, o que não será a realidade?
Apesar de todos a desejarem, não agem de modo a merecer recebê-la; o que é não é bom. De fato, todos querem receber a misericórdia, mas poucos querem dá-la.
Ó homem, com que coragem queres pedir aquilo que finges dar! Deve, portanto, conceder misericórdia aqui na terra quem espera recebê-la no céu. Por isto, irmãos caríssimos, já que todos queremos misericórdia, tenhamo-la por padroeira neste mundo, para que nos liberte no futuro. Há no céu uma misericórdia a que se chega pelas misericórdias terrenas. A escritura assim diz: Senhor, no céu, tua misericórdia.
Qual é a misericórdia humana? Aquela, é claro, que te faz olhar para as misérias dos pobres. E a misericórdia celeste? Certamente a que concede o perdão dos pecados” (São Cesário de Arles, bispo).
Peçamos, hoje, ao Senhor, a graça de sermos misericordiosos, principalmente com os mais pobres e necessitados.
Jesus, eu confio em Vós!

A oração pode mudar todas as coisas


Em todos os momentos da nossa vida, em todas as circunstâncias, nós precisamos pedir a Jesus: Ensina-nos a rezar.
“Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1b).
É com Jesus que aprendemos a rezar; Ele é o nosso Mestre, mas para que aprendamos, precisamos andar na Sua companhia. Com Ele aprendemos a rezar verdadeiramente, a buscar o essencial, as coisas que não passam. Jesus, na oração do Pai Nosso, nos ensina a pedir o essencial, porque Ele nos dá aquilo que é essencial para o nosso corpo e para a nossa salvação.
Senhor, ensina-nos a pedir o essencial para a nossa salvação.
Jesus, eu confio em vós!

Evangelho (Mateus 22,1-14)

Domingo, 9 de Outubro de 2011
28º Domingo do Tempo Comum

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor!

Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: «O Reino dos Céus é como um rei que preparou a festa de casamento do seu filho. Mandou seus servos chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. Mandou então outros servos, com esta ordem: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa! ’

»Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para seu campo, outro para seus negócios, outros agarraram os servos, bateram neles e os mataram. O rei ficou irritado e mandou suas tropas matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles.

»Em seguida, disse aos servos: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Os servos saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados.

»Quando o rei entrou para ver os convidados, observou um homem que não estava em traje de festa e perguntou-lhe: ‘Meu caro, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem ficou sem responder. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos desse homem e lançai-o fora, nas trevas! Ali haverá choro e ranger de dentes’. Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos».

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO

Hoje, Jesus nos mostra o rei (o Pai), convidando —por meio de seus “servos” (os profetas), ao banquete da aliança de seu Filho com a humanidade (a salvação). O fez primeiro com Israel, «mas estes não quiseram vir» (Mt 22,3). Diante da negação, o Pai não deixa de insistir: «Já preparei o banquete, (...) e tudo está pronto. Vinde para a festa!» (v.4). Mas esse desdém, de escárnio e morte de seus servos, suscita o envio das tropas, a morte daqueles homicidas e a queima da “sua” cidade (cf. Mt 22,6-7): Jerusalém.

Assim, por outros “servos”, (apóstolos) —enviados a irem pelas «encruzilhadas dos caminhos» (Mt 22,9). «Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações e batizai-os...» dirá mais tarde o Senhor Jesus em Mt 28,19— é que fomos convidados, o resto da humanidade, quer dizer, «todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados» (Mt 22,10): A Igreja. Mesmo assim, a questão, não é somente estar na sala do casamento pelo convite, mas tem a ver também, e muito, com a dignidade que se tem («traje de festa» cf. v. 12). São Jerônimo comentou ao respeito: «Os trajes da festa são preceitos do Senhor e as obras cumpridas segundo a Lei e o Evangelho que são as vestiduras do homem novo». Ou seja, as obras da caridade devem ser acompanhadas pela fé.

Sabemos que a Mãe Tereza, todas as noites, saía às ruas de Calcutá a recolher moribundos para dar-lhes, com amor, uma boa morte: limpos, bem vestidos e, se era possível, batizados. Certa vez comentou: «Não tenho medo de morrer, porque quando esteja diante do Pai, haverá tantos pobres que lhe entreguei com os trajes de casamento que saberão defender-me» Bem aventurada ela! —Aprendamos, nós, a lição.

sábado, 8 de outubro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 08/10/2011


Evangelho (Lucas 11,27-28)

Sábado, 8 de Outubro de 2011
27ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”.
Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
A maternidade carnal de Maria é muito importante e, é claro, muito valorizada por Jesus, mas é apenas uma maternidade, algo que faz parte da natureza de todas as mulheres. No Evangelho de hoje, Jesus contrasta a maternidade carnal de sua mãe com a grandeza da fé e do seguimento dos valores do Reino, o que não faz parte da natureza humana, mas é fruto da atuação da graça divina em nós, e que fazia parte da vida de Maria. Mas Maria, quando se dispôs a fazer a vontade de Deus e disse Sim ao seu projeto de amor, foi muito além, pois sua maternidade não foi apenas carnal, foi divina.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Nota de Dom Osvaldo para o Dia do Nascituro


“Vida Humana no Planeta” foi o tema da Semana Nacional da Vida, que aconteceu entre os dias 1º e 7 de outubro. Dia 8 é o Dia do Nascituro. A iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem como finalidade principal a defesa da vida humana, desde a concepção, com o objetivo de evitar o aborto e a eutanásia, mas também promover o cuidado com o ser humano.
O nascituro precisa ser respeitado, simplesmente porque é um ser humano.
Fonte: Diocese de Marilia

Setor Juventude da diocese de Marília tem novo assessor


Na reunião da equipe de Coordenação Diocesana de Pastoral, realizada em Tupã no dia 21 de setembro, o Padre Marcos Roberto Cesário da Silva foi apresentado como o novo assessor do Setor Juventude.

O sacerdote, recentemente ordenado, já trabalhou com o Setor Juventude, representando a Região Pastoral III, e ocupará a função até então exercida pelo Padre Manoel Carlos Nery de Souza.
"Tenho conversado com o Padre Manoel e darei continuidade ao trabalho realizado. Pretendo marcar reunião com os líderes jovens das três Regiões, para saber como estão caminhando", observou.
O Padre Marcos Roberto lembrou que já tem contato com os jovens e que isso facilitará seu trabalho como assessor diocesano. "Não será uma mudança radical, pois já nos conhecemos", afirmou.
O trabalho com a juventude será intensificado nos próximos meses, pois o Brasil sediará, em 2013, a Jornada Mundial da Juventude, evento que reuniu, em agosto deste ano, uma multidão de dois milhões de jovens em Madri, na Espanha.

Além disso, neste próximo dia 16 de outubro, virá à diocese de Marília a Cruz Peregrina, entregue pelo Papa Bento XVI aos jovens brasileiros que participavam do evento na Europa.
"Quem entregou a cruz aos jovens pela primeira vez foi o Papa João Paulo II, que hoje é beato. Então, esse acontecimento tem todo um significado especial para nós. Significa o encontro da juventude com Cristo. E ir ao encontro desse Cristo foi um presente que João Paulo II entregou aos jovens. A Jornada Mundial será em 2013, mas para nós já começou", comentou o Padre Marcos Roberto, que deverá fazer a motivação das paróquias da diocese, para que participem da festa pela vinda da Cruz Peregrina.

A Palavra de Deus na Vida - 07/10/2011


Evangelho (Lucas 1,26-38)

Sexta-Feira, 7 de Outubro de 2011
Nossa Senhora do Rosário

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Naza­ré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?”35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus.36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade, conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 06/10/2011


Evangelho (Lucas 11,5-13)

Quinta-Feira, 6 de Outubro de 2011
27ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer’, 7e se o outro responder lá de dentro: ‘Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães’; 8eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10Pois quem pede recebe; quem procura encontra; e, para quem bate, se abrirá.
11Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!” 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO

A oração é uma busca constante de viver na presença de Deus e procurar estar em diálogo com ele para que ele nos ajude em nossas necessidades, mas devemos nos lembrar das palavras de são Tiago: pedis sim, mas pedis mal, pois não sabeis o que pedir. Muitas vezes pedimos, e pedimos muito, mas não pedimos o que deveríamos, nossos pedidos são mesquinhos, materialistas e visam simplesmente a satisfação de interesses pessoais e imediatos, não sabemos pedir os verdadeiros valores, que são eternos, não pedimos a salvação, o perdão dos pecados nossos e dos outros, não pedimos pela ação evangelizadora da Igreja, pela superação das injustiças que causam guerras e tantos sofrimentos, mas principalmente, não pedimos a ação do Espírito Santo em nossas vidas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

São João Crisóstomo

Fisionomia hierática, impassível e sagrada
A gravura à esquerda é um famoso mosaico, em estilo bizantino, representando São João Crisóstomo na capela palatina em Palermo (Itália).
Esse é um dos maiores pregadores sacros do Oriente, mas da época em que a Igreja oriental era toda católica, antes do cisma de 1054, mediante o qual se constituiu a chamada igreja ortodoxa, na realidade, a igreja greco-cismática. 

Ele pronunciava sermões tão esplêndidos, com tanta eloqüência que o denominaram  Crisóstomo – isto é, Boca de ouro.
O modo de representar um Santo no Oriente era profundamente diferente das apresentações dos santos feitas pelos artistas do Ocidente.
No Ocidente tinha-se o mais possível a preocupação de expor a fisionomia do santo como ele foi. Uma preocupação artística que precedeu a existência da fotografia. Nas pinturas ocidentais havia esse anseio da fotografia, de captar a realidade e apresentá-la tal qual é.                            
Essa tendência está presente, mas apenas de algum modo, nas escolas artísticas do Oriente, onde a principal preocupação consiste em exibir a fisionomia e as atitudes do corpo do homem santo numa posição hierática, impassível e sagrada, de quem está mais voltado para as coisas do Céu do que para as da Terra. Numa imobilidade que já participa da eternidade. Tal atitude está bem presente no soberbo mosaico aqui reproduzido.
Sem dúvida alguma, a noção de santidade se depreende das representações artísticas dessa escola bizantina de um modo possante.
E a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, vê com bons olhos os dois estilos, conservando como obras de arte preciosas e obras de piedade insignes as manifestações de arte oriental que se encontram em seus templos do Ocidente. Infelizmente a igreja greco-cismática, depois de sua apostasia e seu afastamento da Igreja Católica, apossou-se das obras que se encontravam nas igrejas do Oriente.
Nota:

São João Crisóstomo, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja. + Armênia, no ano de 407. Um dos quatro grandes Doutores da Igreja Oriental, foi Bispo de Constantinopla. Perseguido e desterrado pela Imperatriz Eudóxia - que era partidária da heresia ariana -, morreu a caminho do exílio. São Pio X declarou-o Patrono dos oradores católicos.

Fonte: Revista Catolicismo
Autor: Plinio Corrêa de Oliveira