Conta a história que São Lourenço, como era seu costume, passava horas rezando. Um dia depois de ir visitar os pobres, colocou-se diante de Deus, e pediu:
- Senhor Deus, vi tantos pobres hoje e estão tão sozinhos, abandonados, em triste situação. Escute minha oração, meu Deus. Mande alguém para estar junto deles.
E sua oração foi tão forte e verdadeira que Deus ouviu seu clamor, respondendo ao santo:
- Escutei seu pedido, meu filho. Os pobres são meus filhos prediletos. Preciso de alguém que cuide deles. E vou delegar esta tarefa ao meu querido e fiel servo Lourenço...
Tarefa de Lourenço, tarefa de todos nós. É fácil pedir a Deus que resolva aquilo que nós podemos fazer. Muitas vezes o problema dos pobres pode ser resolvido, quando ajudamos que eles se organizem e busquem as soluções.
Ou como diz o ditado chinês: “Não basta dar o peixe, é preciso ensinar a pescar”. Mas, alguém acrescentou: hoje precisamos também garantir o acesso ao rio onde está o peixe.
Tarefa nossa estar junto ao povo trabalhador que é vítima do desemprego. Ajudá-los a buscar saídas, a se organizar, a exigir seus direitos.
Exodo 3,7-10 - 7.O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no
Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço
seus sofrimentos.8.E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo
subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e
mel, lá onde habitam os cananeus, os hiteus, os amorreus, os ferezeus, os
heveus e os jebuseus.9.Agora, eis que os clamores dos israelitas chegaram até
mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios.10.Vai, eu te envio ao faraó
para tirar do Egito os israelitas, meu povo”.
Fonte:
Ângela Rocha
http://www.facebook.com/CatequistaAmadora
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Compromisso
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
A Virgem de Guadalupe: desafio à ciência moderna
Uma pessoa não totalmente atéia, mas profundamente contaminada pelo pensamento moderno, dizia-me que aquilo que não é provado cientificamente não existe. Mas — típica contradição da alma humana — não queria falar do Santo Sudário de Turim, pois as descobertas científicas sobre ele a abalavam; e se fosse obrigada a olhar o assunto de frente, teria de negar o valor da ciência ou... converter-se.
Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência. Para eles, tudo aquilo que não se demonstra em laboratório entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc. Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certo tipo de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.(1)
Breve resumo da história
No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.
Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 475 anos, portanto nada deveria restar dele.
Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem. Comecemos pela pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos. “Erro do cientista” — poderia objetar algum cético. Difícil, respondemos nós, pois o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938.(2) Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.
No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.
Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.
Os olhos da imagem
Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:
• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.
Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI...
Tentativa de apagar o milagre
Assim como meu conhecido não desejava falar do Santo Sudário, outros não querem ouvir falar dessa imagem, que representa para eles problemas insolúveis. O anarquista espanhol Luciano Perez era um desses, e no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas... a imagem da Virgem não sofreu dano algum.
E ainda ela está hoje ali, no templo construído em sua honra, assim como uma vez esteve Nosso Senhor diante do Apóstolo São Tomé e lhe ordenou colocar sua mão no costado aberto pela lança. São Tomé colocou a mão e, verificada a realidade, honestamente acreditou na Ressurreição. Terão essa mesma honestidade intelectual os incrédulos de hoje? Não sei, porque assim como não há pior cego do que o que não quer ver, não há pior ateu do que o que não deseja acreditar. Mas, como católicos, devemos rezar também por esse tipo de pessoas, pedindo a Nossa Senhora de Guadalupe que lhes dê a graça de serem honestas consigo mesmas.
Fonte: Revista Catolicismo
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
São João Crisóstomo
Fisionomia hierática, impassível e sagrada
A gravura à esquerda é um famoso mosaico, em estilo bizantino, representando São João Crisóstomo na capela palatina em Palermo (Itália).
Esse é um dos maiores pregadores sacros do Oriente, mas da época em que a Igreja oriental era toda católica, antes do cisma de 1054, mediante o qual se constituiu a chamada igreja ortodoxa, na realidade, a igreja greco-cismática.
Ele pronunciava sermões tão esplêndidos, com tanta eloqüência que o denominaram Crisóstomo – isto é, Boca de ouro.
O modo de representar um Santo no Oriente era profundamente diferente das apresentações dos santos feitas pelos artistas do Ocidente.
No Ocidente tinha-se o mais possível a preocupação de expor a fisionomia do santo como ele foi. Uma preocupação artística que precedeu a existência da fotografia. Nas pinturas ocidentais havia esse anseio da fotografia, de captar a realidade e apresentá-la tal qual é.
Essa tendência está presente, mas apenas de algum modo, nas escolas artísticas do Oriente, onde a principal preocupação consiste em exibir a fisionomia e as atitudes do corpo do homem santo numa posição hierática, impassível e sagrada, de quem está mais voltado para as coisas do Céu do que para as da Terra. Numa imobilidade que já participa da eternidade. Tal atitude está bem presente no soberbo mosaico aqui reproduzido.
Sem dúvida alguma, a noção de santidade se depreende das representações artísticas dessa escola bizantina de um modo possante.
E a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, vê com bons olhos os dois estilos, conservando como obras de arte preciosas e obras de piedade insignes as manifestações de arte oriental que se encontram em seus templos do Ocidente. Infelizmente a igreja greco-cismática, depois de sua apostasia e seu afastamento da Igreja Católica, apossou-se das obras que se encontravam nas igrejas do Oriente.
Nota:
São João Crisóstomo, Bispo, Confessor e Doutor da Igreja. + Armênia, no ano de 407. Um dos quatro grandes Doutores da Igreja Oriental, foi Bispo de Constantinopla. Perseguido e desterrado pela Imperatriz Eudóxia - que era partidária da heresia ariana -, morreu a caminho do exílio. São Pio X declarou-o Patrono dos oradores católicos.
Fonte: Revista Catolicismo
Autor: Plinio Corrêa de Oliveira
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Nossa Senhora do Ó: invocação surpreendente... mas encantadora
Curiosa devoção mariana com profundas raízes no Brasil
· Valdis Grinsteins
Fato muitas vezes embaraçoso para quem reside ao lado de uma imagem que sempre invocou e nem sabe qual a origem do nome. Foi o que aconteceu a um amigo com a invocação de Nossa Senhora do Ó. Tantas vezes a ouviu, e quando lhe perguntaram o significado dela, que perplexidade!
Ó Menino Jesus!
Após o pecado original, Deus prometeu a Adão que viria um Redentor. A humanidade ficou séculos esperando o nascimento dAquele que nos abriria as portas do Céu. Especialmente no povo eleito, havia os que aguardavam o nascimento desse Salvador, o Messias. E sobretudo esperava-O ardentemente uma donzela pertencente ao povo judeu: Maria Santíssima.
Para celebrar essa expectativa de Nossa Senhora, o anseio e a alegria com que Ela aguardava o nascimento de seu divino Filho, determinou a Igreja que a última semana antes do Natal fosse denominada “da expectação” ou “da esperança”. E que esses desejos estivessem refletidos nas antífonas do Ofício ou Breviário que devem rezar sacerdotes e religiosos.
Por coincidência, nessa mesma semana elas começavam todas por Ó!. Assim eram lidas as antífonas Ó! Sabedoria, Ó! Emmanuel, Ó! Rex Gentium, Ó! Adonai, Ó! Radix Jesse, Ó! Clavis David etc. Antífonas que terminavam todas com a invocação “Veni”, vinde.
Tais súplicas ardentes para que viesse logo o Salvador do mundo, a Santa Igreja as extraiu das mais notáveis passagens da Sagrada Escritura, nas quais os Patriarcas e Profetas manifestam seus desejos de que nascesse o quanto antes o Redentor.
Se eles manifestavam assim tais desejos, quanto mais não os manifestaria Nossa Senhora, que sabia estar tão próximo o nascimento do Messias! E se eles diziam: Ó! Senhor, vinde logo, com quanta mais fé Nossa Senhora não diria o mesmo! Desse pensamento piedoso nasceu a devoção a Nossa Senhora do Ó.
Uma devoção que sobrevive à transformação da cidade de São Paulo
Se esse templo falasse, poderia narrar as incríveis transformações que viu se realizarem a seu redor... Em todo caso, é reconfortante ver ainda hoje a torre da igreja com seus anjos tocando trombeta para celebrar a alegria da Virgem que vai dar à luz.
Devoção antiga em três outros Estados brasileiros
Se bem não haja documentos que o comprovem, parece ter sido em Olinda que começou essa devoção no Brasil. Isto porque existe uma imagem que consta ter sido levada lá por ocasião da fundação da cidade. Talvez a tenha conduzido algum devoto português de Évora ou Torres Novas, locais onde tal devoção é muito difundida. Em todo caso, é certo que já em 1709 a imagem encontrava-se no local.
No Rio de Janeiro, existiu uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora do Ó, na Várzea, junto ao morro de São Januário e da praia, que foi construída após a reconquista da cidade das mãos dos franceses calvinistas.
Na cidade de Sabará, em Minas Gerais, a devoção foi levada àquela região pela família do bandeirante Bartolomeu Bueno, a qual construiu no século XVIII uma igreja com a mesma invocação.
Portanto, em vários lugares do território nacional a devoção tem origem muito antiga.
E se, infelizmente, em alguns locais a devoção desapareceu, em outros mantém-se até o presente.
Também na América hispânica a devoção se difundiu, o que não é de estranhar, uma vez que foi um espanhol do século VII, Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, na Espanha, quem pela primeira vez mandou festejar tal invocação.
E foi especialmente no Peru que a devoção vingou, graças ao empenho dos padres jesuítas. Estes fundaram em Lima, na igreja de San Pedro y San Pablo, uma confraria à qual pertenceu grande parte da classe alta da cidade, tendo vários Vice-reis ingressado nela. Esta confraria, que começou com apenas 12 pessoas e poucos recursos, foi crescendo até contar atualmente com centenas de associados e um capital considerável.
Uma particularidade de tal associação era mandar celebrar numerosas missas pelos confrades defuntos, as quais chegaram a 27.000 no começo do século passado! Só por essa cifra podemos avaliar quanto estava difundida a devoção a Nossa Senhora do Ó no Peru.
Devoção ultrapassada ou muito atual?
Concluímos com uma proposta: assim como Nossa Senhora, na expectativa do nascimento do Salvador, rogava Ó! Senhor, vinde logo! – também nós devemos, hoje mais do que nunca, suplicar: “Ó! Senhora, vinde logo! Antes havia a expectativa da vinda de Vosso divino Filho. Hoje, grande é a expectativa de que se cumpram as profecias que anunciastes em Fátima no ano de 1917. Não tardeis!”
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Bibliografia:
Ruben Vargas Ugarte, S.J. Historia del Culto de María en Iberoamérica y de sus Imágenes y Santuarios más celebrados, Madrid, 1956, Tomo II, 3a edição.
Nilza Botelho Megale, Cento e doze invocações da Virgem Maria no Brasil, Ed. Vozes, 2a edição, Petropolis, 1986.
Edésia Aducci, Maria e seus gloriosos títulos, Ed. Lar Católico, 1a edição, 1958.
Fonte: Revista Catolicismo
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