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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)


Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)

Quarta-Feira, 22 de Fevereiro de 2012
Quarta-feira de Cinza


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.




Reflexão - Mt 6, 1-6.16-18
O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Evangelho (Marcos 6,53-56)


Segunda-Feira, 6 de Fevereiro de 2012
São Paulo Miki e Comps.

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 53tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava.
56E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário:
Após a partilha dos pães, Jesus envia os discípulos para Betsaida. Devido ao "vento contrário", ou ao temor dos discípulos, a barca aportou em Genesaré. É uma região plana, ao sul de Cafarnaum, onde a influência do judaísmo é insignificante. Temos um novo sumário de Marcos. Jesus percorre toda a região: povoados, cidades e áreas rurais.
Durante a travessia do mar os discípulos não reconheceram Jesus ao se aproximar deles. Agora, os moradores reconhecem Jesus e vêm a ele. Trazem a Jesus apenas doentes, não havendo casos de possessos por espíritos impuros, isto é, os submissos à ideologia do poder religioso de Israel. Os que tocavam Jesus ficavam libertos de seus males. A continuidade da partilha do pão é a partilha da vida. O acento da narrativa é o toque em Jesus, o que lembra o gesto da hemorroíssa. O "toque" significa a comunicação viva com o homem Jesus presente entre o povo. Após a materialidade do pão partilhado, Marcos apresenta-nos a materialidade e a importância da presença física, concreta, amorosa, de Jesus entre o povo. Hoje é a presença de Jesus no próximo, nos pobres, nos excluídos, nos famintos, nos nus, nos doentes, nos presos. 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Evangelho (Marcos 6,30-34)


Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
4ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 30os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Com este texto Marcos prepara a primeira narrativa da partilha dos pães. Encontramos aqui um relato básico, com vários temas que se repetem ao longo dos evangelhos: a) os discípulos já estão em missão e mantêm contato com Jesus; b) Jesus preocupa-se com o seu resguardo e o dos discípulos, em lugar deserto, para repouso e tempo "para comer", ou seja, para alimentarem-se da palavra e da oração; c) eles estão continuamente sendo assediados pelas multidões; d) a multidão é insistente e Jesus tem compaixão por eles; e) Jesus ensina muitas coisas. São estas as situações fundamentais na missão: a) manter-nos em contato com Jesus, em comunidade, no recolhimento e na oração; b) acolhermos a todos que vêm a nós, particularmente os mais excluídos, sem rejeições; c) estarmos preparados para o "ensino", não como algo intelectual, mas como descoberta e revelação da presença de Jesus na vida das pessoas. A compaixão é a característica maior que nos move à prática libertadora. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Evangelho (Marcos 6,14-29)


Sexta-Feira, 3 de Fevereiro de 2012
São Brás

— O Senhor esteja convosco. 
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 
18João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 
21Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
As consequências da profecia
Nesta narrativa de Marcos podemos ver a importância de João Batista na tradição das primeiras comunidades. Percebe-se uma ironia sobre o ridículo das motivações de Herodes e os grupos de poder que o cercam.
Em forte contraste, um banquete de aniversário para comemorar a vida termina com a morte: uma cabeça degolada servida em um prato. Marcos faz também um contraste entre este banquete de Herodes com os poderosos e a partilha do pão de Jesus com o povo, que vem narrada a seguir. Pode-se ver aqui, também, uma prefiguração do julgamento e da execução de Jesus.
O poder resiste e mata aqueles que se levantam, comunicando liberdade e vida. 

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Evangelho (Lucas 2,22-40)




Quinta-Feira, 2 de Fevereiro de 2012
Apresentação do Senhor

— 
O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor.23Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”.
24Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele.34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição.35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Llibertar os pequenos e humildes
Conforme a Lei, a consagração dos primogênitos era feita no ato da circuncisão, no sexto dia do nascimento (Ex 22,28s; Lv 12,3). A purificação da mãe era feita trinta e três dias depois da circuncisão (Lv 12,4.6s). Notam-se em Lucas pequenas falhas de conhecimento dos costumes judaicos.
No Templo de Jerusalém, por ocasião da purificação de Maria, o justo Simeão profetiza sobre o menino Jesus, que será sinal de contradição. Uma das características marcantes de Jesus em seu ministério foi o conflito com as tradições da Lei e com os chefes religiosos. O empenho em libertar os pequenos e humildes oprimidos sob o jugo da Lei levou Jesus à morte de cruz, momento culminante em que uma espada traspassa a alma de sua mãe. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Evangelho (Marcos 6,1-6)


Quarta-Feira, 1 de Fevereiro de 2012
4ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele.
4Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Jesus presente entre os pobres e pequeninos
No evangelho de Marcos, esta narrativa é a última em que Jesus, na sua própria terra, aparece no espaço simbólico da sinagoga, no sábado. Os que ouviam Jesus "maravilhavam-se" com o que ele dizia, mas o rejeitaram. E Jesus "espantava-se" com a incredulidade deles. "Não é ele o carpinteiro?...", diziam, com desprezo. Mateus, posteriormente, para evitar a incidência do avilte a Jesus, escreverá: "... o filho do carpinteiro?". Lucas o omitirá e dirá simplesmente: "... o filho de José?". O conteúdo teológico principal deste episódio é o rompimento de Jesus com as estruturas sociorreligiosas e de parentesco, características do judaísmo. Faltava-lhes a fé. Ele deixa de frequentar as sinagogas e passa a percorrer os povoados da região. A sociedade estruturada em torno do mercado e do lucro é carente da fé e da sensibilidade que permitem perceber e acolher Jesus presente entre os pobres e pequeninos.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Evangelho (Marcos 5,21-43)

31 de Janeiro de 2012 
4ª Semana do Tempo Comum 


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!”
24Jesus então o acompanhou. Numerosa multidão o seguia e comprimia. 25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?”
32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”.
35Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.
39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” — que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



Comentário
Jesus vem comunicar a vida
Nesta narrativa de Marcos, minuciosa em detalhes, participam Jairo e sua filha e uma mulher anônima. O número doze (doze tribos de Israel) está associado tanto à filha de Jairo, privilegiada, como à mulher na multidão, oprimida. Jairo e sua filha representam a sinagoga e seus fiéis, que estão nas últimas. A mulher anônima representa a multidão dos excluídos pelo sistema religioso elitista, que Jesus vem libertar. Jesus prioriza a mulher anônima, chama-a de "filha" e a liberta da exclusão decorrente de sua impureza legal. Em continuidade, também atende a "menina", levantando-a. Jesus vem comunicar a vida a todos que o buscam.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Evangelho de Marcos 5,1-20

30 de Janeiro de 2012
4ª Semana do Tempo Comum



Um homem possesso do espírito imundo [...]. Vendo Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, gritando em alta voz: “Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus, que não me atormentes”. É que Jesus lhe dizia: “Espírito imundo, sai deste homem!” [...]. Então, os espíritos imundos, tendo saído, entraram nos porcos; e a manada, de uns dois mil, precipitou-se no mar, afogando-se. Fugiram os pastores e narraram o fato na cidade e pelos arredores. Então, saíram a ver o que tinha acontecido [...]. O que tinha sido possesso foi-se e começou a publicar, na Decápole, tudo o que Jesus lhe havia feito. [...]

Comentário
Constatamos, a partir de nossa experiência existencial, a presença do mal dentro e fora de nós: orgulho, ganância, mediocridade, intolerância e muitos outros espíritos imundos. Lamentavelmente paramos em nossas estreitas e acomodadas constatações esquecendo que Jesus, além de ser compassivo, é mais forte que nossos pecados e erros e está sempre pronto para nos libertar por inteiro. É melhor passar uma vida anunciando tudo o que o Senhor tem feito por nós, do que reféns de nossos demônios!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ensina com autoridade


No Evangelho deste domingo, Jesus é descrito por Marcos com dois discursos incisivos: Jesus é o "mestre" que ensina; Jesus é o "libertador" que cura, porque a sua palavra é eficaz.
Jesus ensina com autoridade e ordena com eficácia, e lê, proclama e age, diz e faz, prega e cura. O profeta é aquele que fala "em nome de Deus." Jesus é o verdadeiro grande profeta. Ele ensina com autoridade, por meio de palavras e obras.
No sábado, entra e fala na sinagoga de Cafarnaum. Estão presentes muitas pessoas. Sua palavra provoca uma escuta excepcional. Todos estão de ouvidos bem abertos. Ele fala com autoridade. A sua é uma palavra que gera admiração, porque é novidade absoluta.
Lendo os Evangelhos, vemos que este é o seu estilo constante. Podemos realmente chamá-Lo de “o homem que encanta”. O "maligno" não é tomado de surpresa, mas pela raiva e pelo  ódio. Ele sabe que aquele homem de Nazaré veio para libertar a todos do seu domínio. Chegou a hora de prestar contas com "o Cristo de Deus".
Impõe até mesmo: "manter calado e sair". Esta página  do Evangelho nos põe de costas contra a parede e nos convida a fazer escolhas específicas, que têm o sabor de uma liberdade interior redescoberta, correndo o risco de parecer de outro mundo. Na verdade, nós, cristãos, estamos "no mundo, mas não somos do mundo". Diante de Jesus que ensina, qual é a nossa atitude? Diante de Jesus na sua luta contra o mal, quais os comportamentos que nos são exigidos? "O que tens a ver conosco, Jesus de Nazaré? Viestes para nos destruir?" A palavra de Deus sacode e corta a nossa “tranquilidade” e a "tranquilidade” daqueles que pregam e daqueles que a escutam.
Jesus veio para acender uma esperança no coração de cada homem e de cada mulher. E todos percebem imediatamente que a sua palavra não é aquela dos escribas.  A sua palavra nasce de sua comunhão com o Pai. Esta é a fonte de sua "autoridade". Um anúncio, no entanto, tão reconfortante não é suficiente. Uma boa notícia pode aquecer o coração, pode dar confiança para aqueles que já se resignaram. Mas vem o momento em que você precisa ver sinais concretos daquela mudança que foi anunciada. É exatamente o que Jesus faz "em dia de sábado na sinagoga de Cafarnaum”.
Marcos, no seu texto, é bastante sóbrio nos detalhes: apresenta-nos um homem, "possuído por um espírito imundo", que está ali, na Sinagoga. Ele coloca diante de nossos olhos a ação de Jesus que livra a pessoa do seu sofrimento, da sua dilaceração, de sua escravidão.
E considerando todas as coisas, percebe-se que a descrição daquele homem e da sua doença é genérica. É bom para que todos nós possamos ver Jesus em um gesto que é confiado propriamente a Ele. O gesto de libertação é uma ordem para que o espírito do mal saia daquela criatura; é uma palavra forte que se propõe a trazer libertação e esperança a uma vida ofuscada pela presença mortificante do mal. E naquele mal nos é permitido reconhecer todos os males de que sofrem nossos irmãos, todas as situações de negligência, de abandono, de sofrimento, de tormento, de desânimo.
Em Jesus nos é dado um sinal claro, sem qualquer ambiguidade: Deus não hesita em travar uma luta contra o que nos mantém na escravidão. Deus compromete-se até o fim para nossa felicidade. Por isso é que seu Filho se tornou homem. Por isso não hesitará em lutar contra o mal e contra todo o ódio e brutalidade, contra qualquer mentira. Até ser condenado à morte de cruz. Até derramar o seu sangue. História de um amor que se manifesta com gestos precisos, exigentes, audaciosos. A história de um amor que nos liberta e que nos impele a fazer os mesmos gestos, fazer as mesmas escolhas.

Evangelho de Marcos, 1,21-28

29 de Janeiro de 2012
4º Domingo do Tempo Comum



Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava  como quem tem autoridade e não como os escribas. Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou: “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!”. Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!”. O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!”. A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galileia.

LECTIO DIVINA

Leitura: “Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ele ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei”.

Meditação: A crítica mais contundente que Jesus fazia aos mestres da Lei era exatamente na linha da autoridade para ensinar. Jesus percebia claramente a dicotomia existente entre o ensino e a prática destes homens. Isto vale para todos nós, pais, professores, governantes, sacerdotes, religiosos, etc. 

Oração: Livra-me, Senhor, da pior das cegueiras, aquela de quem não quer ver nem tirar a “trave do próprio olho”. Livra-me, da hipocrisia!

Ação: Antes de criticar as atitudes dos outros e apontar o dedo, procurarei prestar mais atenção nas minhas palavras e ações, elas podem estar, mais do que eu imagino, depondo contra mim mesmo e o Reino. 




sábado, 28 de janeiro de 2012

Evangelho de Marcos 4,35-41

28 de Janeiro de 2012
3ª Semana do Tempo Comum



À tarde daquele dia, disse-lhes: “Passemos para o outro lado”. Deixando o povo, levaram-no consigo na barca, assim como ele estava. Outras embarcações o escoltavam. Nisso, surgiu uma grande tormenta e lançava as ondas dentro da barca, de modo que ela já se enchia de água. Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro.
Eles acordaram-no e disseram- lhe: “Mestre, não te importa que pereçamos?”. E ele, despertando, repreendeu
o vento e disse ao mar: “Silêncio! Cala-te!”. E cessou o vento e seguiu-se grande bonança. Ele disse-lhes: “Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?”. Eles ficaram penetrados de grande temor e cochichavam entre si: “Quem é este,  a quem até o vento e o mar obedecem?”. 

Comentário
Quantas vezes em nossa vida clamamos como os discípulos no evangelho de hoje: “Mestre, não te importa que pereçamos?”. Quantas vezes temos a impressão de que Deus está dormindo ou se fazendo de surdo diante de nossos clamores e angústias? Essas perguntas e questionamentos até podem ser normais e naturais, afinal Deus sabe do que fomos feitos. Mas outro questionamento deve ser feito e respondido com sinceridade de coração: nossa fé está desperta ou adormecida? Será  que não somos nós que estamos dormindo?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Evangelho (Marcos 4,26-34)


Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2012

3ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 
28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 
30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 
33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Quando se trata de resultados, frequentemente somos impacientes e exigimos frutos visíveis. Tal atitude nos desgasta e ao processo natural das coisas. O evangelho de hoje nos fala da paciência de Deus e da força interior do Reino. Tal paciência é uma lição para nós e para todos aqueles que querem colaborar no anuncio do evangelho. A nós cabe o serviço de lançar a semente; brotar, crescer e estender ramos é dádiva e graça de Deus. Tudo tem seu tempo, e o Pai que está no céu olha por todos e por tudo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Evangelho (Lucas 10,1-9)


Quinta-Feira, 26 de Janeiro de 2012
São Timóteo – São Tito


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos.4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Evangelho - Mc 16,15-18

25 de Janeiro de 2012 
3ª Semana do Tempo Comum 



15.E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura.16.Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.17.Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, 18.manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.

Comentário
É comum ouvirmos pessoas rezarem pela conversão dos pecadores, mas é muito difícil vermos alguém rezar pela própria conversão. Isso acontece porque a maioria das pessoas acha que não precisa de conversão porque não comete aqueles pecados que possuem matéria mais grave e vive com certa constância uma religiosidade. Porém o Evangelho de hoje nos mostra que ser verdadeiramente cristão significa participar ativamente na obra evangelizadora da Igreja a partir do envio que foi feito pelo próprio Jesus. Portanto, só é verdadeiramente convertido quem participa da missão evangelizadora da Igreja.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Evangelho de Marcos 3,31-35

24 de Janeiro de 2012
3ª Semana do Tempo Comum



Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando do lado de fora, mandaram chamá-lo. Ora, a multidão estava sentada ao redor dele; e disseram-lhe: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram”. Ele respondeu-lhes: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?”. E, correndo o olhar sobre a multidão, que estava sentada ao redor dele, disse: “Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Comentário
Jesus nos apresenta o fundamento e a exigência para fazer parte de sua família: fazer a vontade do Pai. No mesmo evangelho, silenciosa e discreta, aparece aquela que viveu em plenitude a vontade do Pai, e que deve ser para cada um de nós exemplo a ser seguido: Maria. Mãe do Amor e da fidelidade, ensine-nos a ser fieis à vontade do Pai e esteja sempre ao nosso lado nas noites escuras da nossa fé.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Evangelho de Marcos 3, 22-30

23 de Janeiro de 2012
3ª Semana do Tempo Comum



Também os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: “Ele está possuído de Beelzebul: é pelo príncipe dos demônios que ele expele os demônios”. Mas, havendo-os convocado, dizia-lhes em parábolas: “Como pode Satanás expulsar a Satanás? Pois, se um reino estiver dividido contra si mesmo, não pode durar. E se uma casa está dividida contra si mesma, tal casa não pode permanecer. E se Satanás se levanta contra si mesmo, está dividido e não poderá continuar, mas desaparecerá. Ninguém pode entrar na casa do homem forte e roubar-lhe os bens, se antes não o prender; e então saqueará sua casa”. [...] 

Comentário
É um dado da experiência diária, que a nossa vida é dinamizada pelas escolhas que constantemente devemos fazer. É verdade também, o fato de que a divisão interior é a porta de entrada para toda vulnerabilidade, insatisfação e angústia. Nosso coração não suporta viver por muito tempo em estado de divisão. Jesus nos alerta através do seu evangelho: nenhuma casa ou reino dividido pode permanecer de pé! Como cristãos, já fizemos a nossa escolha fundamental, Jesus Cristo! Com Ele, por Ele e N’ele encontramos a unidade que o nosso coração tanto deseja. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Evangelho de Marcos 3, 20-21

21 de Janeiro de 2012
2ª Semana do Tempo Comum



Dirigiram-se em seguida a uma casa. Aí afluiu de novo tanta gente, que nem podiam tomar alimento. Quando os seus o souberam, saíram para o reter; pois diziam: “Ele está fora de si”.

Comentário

“Ele está fora de si.” Oxalá a sociedade pudesse dizer isto de todos os discípulos de Jesus! A loucura que nasce da vivência do Evangelho não gera debilidade emocional e muito menos delírios. A loucura da vivência do Evangelho nos tira de nós mesmos, nos desinstala, acaba como nosso egocentrismo, nos faz ultrapassar o limite do razoável, do comum, do suportável. Reflita: se os santos tivessem pensado em termos razoáveis teriam chegado ao topo da vivência e do testemunho do evangelho?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Evangelho de Marcos 3,13-19

20 de Janeiro de 2012
2ª Semana do Tempo Comum



Depois, subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram a ele. Designou doze dentre eles para ficar em sua companhia. Ele os enviaria a pregar, com o poder de expulsar os demônios. Escolheu estes doze: Simão, a quem 
pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, aos quais pôs o nome de Boanerges, que quer dizer Filhos do Trovão. Ele escolheu também André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu; Tadeu, Simão, o Zelador; e Judas Iscariotes, que o entregou.

Comentário
O evangelho de hoje nos desperta para a necessidade de estarmos sempre voltando às primeiras motivações, ao amor primeiro da grande aventura de seguir os passos de Jesus Cristo. Jesus continua partilhando conosco sua vida, anseios e missão. Nosso coração ainda arde e se empolga com a sua mensagem? Procuro no meu dia a dia anunciar com entusiasmo e convicção a Palavra de Jesus? Rezo pelo aumento e perseverança das vocações sacerdotais, religiosas e leigas? Faça no dia de hoje uma prece especial pelas vocações.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Evangelho de Marcos 7,3-12

19 de Janeiro de 2012
2ª Semana do Tempo Comum



Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão, vinda da Galileia. E da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do além-Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidônia veio a ele uma grande multidão, ao ouvir o que ele fazia. Ele ordenou a seus discípulos  que lhe aprontassem uma barca, para que a multidão não o comprimisse. Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrojavam a ele para o tocar. Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”. Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer.

Comentário
As multidões procuravam Jesus mais pelas coisas extraordinárias que ouviam falar dele, do que propriamente pela sua mensagem de conversão. É muito provável que aquelas pessoas não conseguissem abarcar e muito menos compreender o mistério mais profundo da pessoa de Jesus e que ao mesmo tempo era a razão última de cada milagre, de cada sinal. Este é o perigo que todos corremos quando buscamos em Deus apenas um taumaturgo, e um taumaturgo que podemos comprar. Devemos seguir Cristo por aquilo que Ele é e não por aquilo que Ele pode nos dar. Fujamos urgentemente desta armadilha do autoengano!