quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um milagre para Magda


Um carrinho de latão com duas rodas, levava a cada manhã, Magda para recolher os papelões, latinhas e garrafas que achava na rua.
Seu irmão, que era mais novo, a acompanhava para cuidar do carrinho enquanto Magda entrava nas lojas para pedir esmolas e caixas de papelão.
Os supermercados eram os seus favoritos, porque quando chegava perto da saída aproveitava a oportunidade e roubava alguma guloseima das prateleiras próximas da porta.
Na rua Magda aprendeu muitas coisas: a fumar as bitucas que encontrava jogadas no chão, a brigar com os outros, que assim como ela, juntavam papelões e garrafas. Também aprendeu a correr, fugindo dos cachorros que a perseguiam para atacá-la.
Ainda que morasse com seu pai e a sua mãe, ela convivia pouco com eles. Eles quase não paravam em casa. E quando se encontravam ninguém se preocupava com o outro. Nem sempre havia comida para todos e por muitas vezes eles iam para a cama dormir somente com uma xícara de chá no estômago.

Na escola, Magda era uma visitante, já que faltava mais do que assistia as aulas. Tampouco gostava de ir, pois as outras crianças a rejeitavam porque Magda era briguenta e batia em todos. Também porque quando ela gostava de algo que os seus colegas tinham, logo roubava.
A vida de Magda se passava entre a ignorância e a rejeição das pessoas próximas.
Um sábado pela manhã, como tantos outros, tomou o seu carrinho e junto ao seu irmão saíram para catar papelões e garrafas.  Depois de atravessar a avenida, andaram mais dois quarteirões e na pracinha do bairro viram um grupo de crianças brincando, dirigidas por uma Catequista. Lentamente se aproximaram, quase escondidos, para não serem vistos.
Mas uma das Catequista os viu e convidou-os para participar.
Um “NÃO” cheio de medo saiu da boca de Magda. E um “SIM!” entusiasmado saiu da boca do irmãozinho. Mas como Magda era a mais velha, se fazia o que ela ordenava. Então os dois ficaram num canto olhando.
Depois das brincadeiras todos se assentaram em círculo e começaram a cantar. De longe os irmãozinhos ouviam as letras ainda que não entendiam bem do que se tratava.
Quando a música parou a Catequista tirou umas ilustrações e começou a explicar algo para as crianças. De onde estavam, os irmãos não conseguiam ouvir nada, então Magda deu um forte tapa nas costas do mano e disse:
-“Vamos perto das crianças que não dá pra ouvir nada!”
Magda, seu irmão e o carrinho foram se aproximando lentamente e em silencio para não chamar a atenção.
Outra Catequista veio, deu um beijo neles, os convidou para sentarem junto aos outros e disse: Bem vindos! Não se preocupem, eu cuido do carrinho!
Magda estava surpresa, havia muito tempo que ninguém a cumprimentava com tanto carinho e muito menos com um beijo.
Um livro grande com páginas coloridas prendeu a sua atenção.

A Catequista começou a dizer: A página amarela nos lembra do amor que Deus tem por cada um de nós. Ele nos deu de presente o sol, as plantas, os animais, e nos deu a vida, por isso ele nos ama do jeito que a gente é… sem importar a idade, a cor do cabelo e da pele, se somos altos ou baixinhos.
Magda pensava: Tenho certeza de que Ele não gosta de mim, porque eu brigo, fumo e roubo….
A Catequista continuou e mostrou a página preta. Esta parte do livro nos lembra as coisas más que fazemos. Deus as chama de PECADO e essas coisas nos separam d’Ele.
Mas Ele continua nos amando mesmo assim! Deus rejeita o pecado, mas ama ao pecador!
-Eu não acredito! É impossível que alguém me ame do jeito que eu sou! Pensava Magda.
…Jesus o Filho de Deus, que nunca cometeu um pecado, morreu na cruz em nosso lugar para pagar o preço do pecado que cometemos. Porque o salário de pecado é a morte. Por isso esta página vermelha nos lembra que Jesus morreu e derramou o seu sangue por amor a nós– continuava.
Magda já não conseguia dizer mais nada, ela estava curiosa para ver que segredo continham as próximas páginas.
A cor branca, continuou a Catequista, nos fala de uma vida nova e limpa, sem pecado, que Deus oferece a todas as pessoas que acreditam que Jesus morreu por elas. E as pessoas que se arrependem dos seus pecados, recebem Jesus como salvador das suas vidas. 
Eu faço um convite para vocês:
Todos os que querem ser amigos de Jesus rezem comigo.
Magda compreendeu que essa era uma oportunidade para ter uma vida nova com Jesus no coração e não quis desperdiçá-la, por isso se ajoelhou, abaixou a cabeça e rezou junto com as outras crianças.
“Deus, eu acredito que Jesus morreu por mim na cruz do calvário. Eu me arrependo de todos os pecados que cometi e te peço perdão por eles. Eu quero receber Jesus dentro do meu coração como o Salvador da minha vida e me tornar assim uma filha de Deus. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amem”.
A Catequista explicou para todos que agora eram filhos de Deus e que tinham recebido a vida eterna como presente de Deus. E que poderiam crescer em Deus, por isso a cor verde que faltava na lição falava de crescimento espiritual. Orar todos os dias, ir as missas, participar da catequese, ler a bíblia, participar de uma comunidade, nos ajudam a crescer igual uma planta bem regada e cuidada!
Quando terminou a pequena reunião, Magda voltou para o seu trabalho, juntou muitos papelões e garrafas. Mas quando passou pelas prateleiras dos doces do supermercado ela olhou, mas não roubou nada.
Já não queria mais roubar, nem brigar, nem fumar, nem fazer coisas que a distanciassem de Deus.
Tudo era diferente agora, Magda descobrira que era uma filha de Deus e queria viver uma vida de agora em diante que o agradasse.
Na segunda-feira foi na escola, e para surpresa de todos, não bateu em ninguém, e ainda ajudou a uma coleguinha a juntar os lápis que haviam caído ao chão e não roubou nada. Magda não era mais a mesma, Deus havia feito um milagre em sua vida, tornando-a diferente para sempre...


A Palavra de Deus na Vida - 15/09/2011


Evangelho (Lucas 2,33-35)

Quinta-Feira, 15 de Setembro de 2011
Nossa Senhora das Dores

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 33o pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
A presença de Maria junto ao seu Filho no momento do seu suplício mostra para nós a realização da profecia de Simeão: “E quanto a ti, uma espada de dor transpassará a tua alma”. Esta presença também nos mostra a necessidade da nossa presença e da nossa solidariedade junto a todos os que sofrem e que esta presença deve ser muito mais do que estar ao lado fazendo alguma coisa. Ela deve ser também a presença solidária de quem sofre junto, porque temos os mesmos valores, comungamos as mesmas idéias e lutamos pela realização plena dos mesmos projetos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 14/09/2011


Evangelho (João 3,13-17)

Quarta-Feira, 14 de Setembro de 2011
Exaltação da Santa Cruz

— O Senhor esteja convosco! 
— Ele está no meio de nós! 
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 13“Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 
16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
Todos os que crêem no Filho de Deus elevado entre o céu e a terra, suspenso na cruz, recebem dele a vida eterna. A cruz, instrumento de suplício e de maldição, torna-se, em Jesus Cristo, instrumento de salvação para todas as pessoas. Por isso, somos convidados a nos associar à cruz de Cristo. Quando falamos em união à cruz, logo pensamos em sofrimento, mas devemos pensar em algo que é mais importante que o sofrimento: Jesus, no alto da cruz, não era nada para si, mas todo para os outros, nos mostrando, assim, que cruz significa não viver para nós mesmos, mas fazer da nossa vida um serviço a Deus e aos irmãos e irmãs. A cruz só pode ser verdadeiramente compreendida sob o horizonte do amor maior.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 13/09/2011


Evangelho (Lucas 7,11-17)

Terça-Feira, 13 de Setembro de 2011
São João Crisóstomo

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava.13Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 
14Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
Os milagres que Jesus realiza não possuem uma finalidade em si, mas são a expressão de uma realidade maior. Quando vemos o caso do Evangelho de hoje, percebemos duas coisas: primeiro: o nosso Deus é o Deus da vida e da vida em abundância, e tem poder sobre a morte; segundo: o que motiva Jesus a agir é a compaixão com os que sofrem, e isso nos mostra um aspecto muito importante da sua missão, que é a solidariedade com os mais pobres e necessitados. E tudo isso nos revela que Deus veio visitar o seu povo, ser solidário com ele, e esta notícia precisa ser espalhada para todos os homens a fim de que todos possam perceber a presença amorosa de Deus em suas vidas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 12/09/2011


Evangelho (Lucas 7,1-10)

Segunda-Feira, 12 de Setembro de 2011
Santíssimo Nome de Maria

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. 2Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. 3O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. 4Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece que lhe faças este favor, 5porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”. 
6Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado ‘Faze isto!’, e ele o faz’”.
9Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. 10Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTARIO
Uma coisa é a fé em si, e outra coisa é como ela se expressa. Para muitos, a fé em si nem sequer é percebida, de modo que existe uma necessidade muito grande de ritualismo e de formas exteriores de expressão da fé. Quem tem verdadeiramente fé em Jesus, acredita na autoridade do seu nome e na força da sua Palavra, e não necessita de manifestações exteriores para acreditar na eficácia da sua ação. Deste modo, todos nós somos convidados a reconhecer que a grandiosidade da fé do Centurião que acreditou plenamente no poder da Palavra de Jesus e não exigiu dele nenhum rito ou gesto exterior e, porque acreditou, foi atendido naquilo que desejava.

sábado, 10 de setembro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 10/09/2011


Evangelho (Lucas 6,43-49)

Sábado, 10 de Setembro de 2011
23ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43“Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas.
45O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46Por que me chamais: ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazeis o que eu digo? 
47Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída.
49Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
Podemos falar muitas coisas a respeito dos valores que devem nortear as nossas vidas e dos fundamentos mais profundos desses valores, porém o maior discurso que nós podemos fazer sobre o Reino de Deus e a Vida Nova em Cristo é o discurso da vida, uma vez que a nossa vida expressa o que de fato cremos e que valores de fato temos. Se temos uma vida marcada pelo amor e pela solidariedade, na busca da justiça e da fraternidade, é porque de fato a nossa fé é verdadeira, que possui o seu alicerce na verdadeira rocha, que é o próprio Jesus.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

É tempo de graça de Deus...


Setembro é o mês da Bíblia. É tempo de graça de Deus. Ainda que vivemos num tempo de caos e de crises. Nestas horas é bom recordar o que nos ensinou Jesus: “Não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4). Podemos fazer esta experiência cotidiana. Buscar um pequeno texto, uma frase, um versículo por dia. Meditar e atualizar em nossa vida. São estes os adoradores que o Senhor procura hoje (Jo 4,23). A Igreja do futuro será de cristãos que conhecem e vivem a palavra de Deus ou não será!
(Frei Ildo Perondi)

A Palavra de Deus na Vida - 09/09/2011


Evangelho (Lucas 6,39-42)

Sexta-Feira, 9 de Setembro de 2011
23ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. 
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 
42Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
A nossa vida espiritual deve ser marcada por um constante aprendizado, de modo que sejamos, ao mesmo tempo, evangelizadores e evangelizados, e o crescimento na fé realize-se principalmente na experiência da vida comunitária, na troca de experiência e na valorização de tudo o que os outros podem nos oferecer, sem ficar vendo apenas as dificuldades, os problemas e os erros das pessoas que estão ao nosso lado. Mas tudo isso deve ser iluminado por uma mística: devemos ser dóceis ao Espírito Santo, nos deixar ser conduzidos por ele, já que não somos os donos da verdade e ele é o Espírito da Verdade, que nos conduzirá à plena verdade. Somente agindo assim é que não seremos os cegos que guiam outros cegos, mas sim todos guiados pelo próprio Deus.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 08/09/2011


Evangelho (Mateus 1,18-23)

Quinta-Feira, 8 de Setembro de 2011
Natividade de Nossa Senhora

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

18A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. 20Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. 
22Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: 23“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
Jesus se insere na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado. Ao comemorarmos o nascimento da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois o seu nascimento está condicionado ao dela, uma vez que ele é seu descendente, já que ela é sua mãe. Com isso, podemos perceber o Senhor da história se inserindo e agindo na própria história da humanidade, para nela realizar o seu plano de amor e salvação.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nossa Senhora do Ó: invocação surpreendente... mas encantadora


Curiosa devoção mariana com profundas raízes no Brasil
·         Valdis Grinsteins
Certos nomes ou invocações de Nossa Senhora, pelo fato de os termos ouvido sempre, desde a infância, não nos chamam a atenção. Mas, para quem nunca os ouviu, parecem um tanto estranhos.
Fato muitas vezes embaraçoso para quem reside ao lado de uma imagem que sempre invocou e nem sabe qual a origem do nome. Foi o que aconteceu a um amigo com a invocação de Nossa Senhora do Ó. Tantas vezes a  ouviu, e quando lhe perguntaram o significado dela, que perplexidade!
Ó Menino Jesus!
Após o pecado original, Deus prometeu a Adão que viria um Redentor. A humanidade ficou séculos esperando o nascimento dAquele que nos abriria as portas do Céu. Especialmente no povo eleito, havia os que aguardavam o nascimento desse Salvador, o Messias. E sobretudo esperava-O ardentemente uma donzela pertencente ao povo judeu: Maria Santíssima.
Para celebrar essa expectativa de Nossa Senhora, o anseio e a alegria com que Ela aguardava o nascimento de seu divino Filho, determinou a Igreja que a última semana antes do Natal fosse denominada “da expectação” ou “da esperança”. E que esses desejos estivessem refletidos nas antífonas do Ofício ou Breviário que devem rezar  sacerdotes e religiosos.
Por coincidência, nessa mesma semana elas começavam todas por Ó!. Assim eram lidas as antífonas Ó! Sabedoria, Ó! Emmanuel, Ó! Rex Gentium, Ó! Adonai, Ó! Radix Jesse, Ó! Clavis David etc. Antífonas que  terminavam todas com a invocação “Veni”, vinde.
Tais  súplicas ardentes para que viesse logo o Salvador do mundo, a Santa Igreja as extraiu das mais notáveis passagens da Sagrada Escritura, nas quais os Patriarcas e Profetas manifestam seus desejos de que nascesse o quanto antes o Redentor.
Se eles manifestavam assim tais desejos, quanto mais não os manifestaria Nossa Senhora, que sabia estar tão próximo o nascimento do Messias! E se eles diziam: Ó! Senhor, vinde logo, com quanta mais fé Nossa Senhora não diria o mesmo! Desse pensamento piedoso nasceu a devoção a Nossa Senhora do Ó.
Uma devoção que sobrevive à transformação da cidade de São Paulo
Altar-mor da paróquia de Nossa Senhora do Ó, em São Paulo
Na capital paulista, a paróquia da Freguesia do Ó, e o bairro nascido em torno dela, devem seu nome a essa invocação. Já em 1618, havia sido construída uma capela com tal nome numa aldeia de índios próxima a Piratininga pelo bandeirante Manuel Preto. Mas com o aumento da população foi necessário edificar novo templo, concluído em 1795. Essa  nova igreja incendiou-se no final do século XIX, tendo sido substituída pela atual, que data de 1901.
Se esse templo falasse, poderia narrar as incríveis transformações que viu se realizarem a seu redor... Em todo caso, é reconfortante ver ainda hoje a torre da igreja com seus anjos tocando trombeta para celebrar a alegria da Virgem que vai dar à luz.
Devoção antiga em três outros Estados brasileiros
Se bem não haja documentos que o comprovem, parece ter sido em Olinda que começou essa devoção no Brasil. Isto porque existe uma imagem que consta ter sido levada lá por ocasião da fundação da cidade. Talvez a tenha conduzido algum devoto português de Évora ou Torres Novas, locais onde tal devoção é muito difundida. Em todo caso, é certo que já em 1709 a imagem encontrava-se  no local.
No Rio de Janeiro, existiu uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora do Ó, na Várzea, junto ao morro de São Januário e da praia, que foi construída após a reconquista da cidade das mãos dos franceses calvinistas.
Na cidade de Sabará, em Minas Gerais, a devoção foi levada àquela região pela família do bandeirante Bartolomeu Bueno, a qual construiu no século XVIII uma igreja com a mesma invocação.
Portanto, em vários lugares do território nacional a devoção tem origem muito antiga.
E  se, infelizmente, em alguns locais a devoção desapareceu, em outros mantém-se até o presente.
Também na América hispânica a devoção se difundiu, o que não é de estranhar, uma vez que foi um espanhol do século VII, Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, na Espanha, quem pela primeira vez mandou festejar tal invocação.
E foi especialmente no Peru que a devoção vingou, graças ao empenho dos padres jesuítas. Estes fundaram em Lima, na igreja de San Pedro y San Pablo, uma confraria à qual pertenceu grande parte da classe alta da cidade, tendo vários Vice-reis ingressado nela. Esta confraria, que começou com apenas 12 pessoas e poucos recursos, foi crescendo até contar atualmente com centenas de associados e um capital considerável.
Uma particularidade de tal associação era mandar celebrar numerosas missas pelos confrades defuntos, as quais  chegaram a 27.000 no começo do século passado! Só por essa cifra podemos avaliar quanto estava difundida a devoção a Nossa Senhora do Ó no Peru.
Devoção ultrapassada ou muito atual?
Fachada da igreja de Nossa Senhora do Ó, na capital paulista, cuja construção data do início do século XX
Infelizmente, tanto no exterior quanto no Brasil a devoção foi decaindo, por motivos  vários. Dentre eles, convém assinalar o fato  de o homem moderno ter o coração fechado para as alegrias inocentes, como é a alegria do Natal, ou a alegria da mãe que espera o nascimento de seu filho. Quantos homens não sentem mais nenhuma alegria no Natal, quando antes o esperavam ansiosos na infância!
Concluímos com uma proposta: assim como Nossa Senhora, na expectativa do nascimento do Salvador, rogava Ó! Senhor, vinde logo! – também nós devemos, hoje mais do que nunca, suplicar: “Ó! Senhora, vinde logo! Antes havia a expectativa da vinda de Vosso divino Filho. Hoje, grande é a expectativa de que se cumpram as profecias que anunciastes em Fátima no ano de 1917. Não tardeis!”
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Bibliografia:
Ruben Vargas Ugarte, S.J. Historia del Culto de María en Iberoamérica y de sus Imágenes y Santuarios más celebrados, Madrid, 1956, Tomo II, 3a  edição.
Nilza Botelho Megale, Cento e doze invocações da Virgem Maria no Brasil, Ed. Vozes, 2a  edição, Petropolis, 1986.
Edésia Aducci, Maria e seus gloriosos títulos, Ed. Lar Católico, 1a  edição, 1958.

Fonte: Revista Catolicismo

A Palavra de Deus na Vida - 07/09/2011


Evangelho (Lucas 6,20-26)

Quarta-Feira, 7 de Setembro de 2011
23ª Semana Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! 22Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem!
23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIO
O mundo nos prega valores que não são do Reino de Deus. Se formos viver de acordo com os valores do mundo, seremos egoístas e buscaremos unicamente a nossa própria satisfação. Porém, se quisermos viver de acordo com os valores do Reino de Deus, deveremos ser capazes de amar e, em nome do amor, buscar a felicidade, a satisfação e o bem estar de todos, e denunciar com coragem profética todos os que vivem e pregam os valores que não são do Reino de Deus. As conseqüências dessas posturas são que os que vivem de acordo com os valores do mundo, terão a consolação do mundo, e os que vivem de acordo com os valores do Reino, terão a consolação do Reino.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Zé e Jesus


 Um homem, quando ia trabalhar, passava todos os dias por uma igreja, onde deixava na sua porta a enxada. Depois entrava e colocava-se diante da imagem de Jesus na cruz, e olhava para Ele e dizia: Jesus é o Zé e ia-se embora.

Dias e dias passaram até que o padre daquela igreja resolveu um dia perguntar aquele homem simples, analfabeto o que ele fazia diante da imagem todos os dias, sendo que ele não sabia rezar. O homem respondeu ao padre: eu chego aqui olho para Ele, Ele olha para mim eu digo Jesus é o Zé e vou-me embora.

Certo dia este, simples homem, adoece-o e ficou internado por alguns dias num hospital. As enfermeiras perceberam que houve uma grande melhoria em todos os pacientes. E perguntam: porque é que vocês melhoraram tão rápido? Eles responderam que era por causa da visita que Zé recebia todos os dias. As enfermeiras ficaram admiradas, pois nunca viram ninguém visitar o Zé. Foram então ao quarto do Zé e perguntaram: quem te visita todos os dias sendo que nunca o vimos?! E o Zé respondeu: sabe aquela cadeira que esta ali, pois é Ele todo dia vem à mesma hora senta-se ali e fala Zé é Jesus e vai-se embora.

Moral da história: não precisamos ser doutores para podermos entrar em contacto com Deus, porque todos somos filhos de Deus.

(Autor desconhecido)

A Palavra de Deus na Vida - 06/09/2011


Evangelho (Lucas 6,12-19)

Terça-Feira, 6 de Setembro de 2011
23ª Semana Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e ser curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTARIO
Jesus não quis realizar sozinho a obra do Reino, mas chamou apóstolos e discípulos para serem seus colaboradores. Nós, ao contrário, muitas vezes queremos fazer tudo sozinhos e afirmamos que os outros mais atrapalham que ajudam. Com isso, negamos a principal característica da obra evangelizadora que é a sua dimensão comunitário-participativa, além de nos fazermos auto-suficientes, perfeccionistas e maquiavélicos, pois em nome do resultado do trabalho evangelizador, excluímos os próprios evangelizadores, fazendo com que os fins justifiquem os meios e vivendo a mentalidade do mundo moderno da política de resultados, isto porque muitas vezes não somos evangelizadores, mas adoradores de nós mesmos.