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sábado, 28 de janeiro de 2012

Nossa Senhora Aparecida


Amiguinhos vou contar uma história para vocês, como tudo começou…
 João, Felipe e Domingos eram pescadores, quando, em outubro de 1717, o Governador de Minas e São Paulo, Dom Pedro de Almeida Portugal, o Conde de Assumar, veio visitar a cidade de Guaratinguetá.
Então foi pedido aos três pescadores que conseguissem muitos peixes para serem servidos, no jantar, ao Conde de Assumar e seus amigos. Mas, era uma época muito ruim para pescar.
Os três pescadores desceram no Rio Paraíba, acompanhando a correnteza. Jogaram a rede muitas vezes, mas nada conseguiam pescar.
 Chegando ao Porto Itaguaçu, lançaram novamente a rede e sentiram que havia pescado alguma coisa. Surpresos viram que era o corpo da Imagem da Senhora da Conceição.
Lançando a rede mais abaixo, uma surpresa! Uma cabeça de uma Imagem e que se encaixava direitinho no corpo da imagem achado primeiramente.
Embrulharam as duas partes da Imagem em um pano e guardaram, com muito cuidado, no fundo da conoa.
Em silêncio jogaram novamente a rede, quando…MILAGRE!  Parecia que todos os peixes do rio queriam subir na canoa! Foi assim que a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, econtrada nas águas do rio, passou a ser chamada de Aparecida.
Assim, os três humildes pescadores guardaram e velaram a imagem numa capela, rezando para Nossa Senhora. A partir daí aconteceram vários milagres, atraindo cada vez mais pessoas para as orações aos pés da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Com o crescimento do números de devotos, em 1834, iniciou-se a construção da primeira Basílica e, em 1955 começou a ser construída a Grande Casa da Mãe Aparecida, o Santuário Nacional, que hoje recebe 10,5 milhões de devotos todos os anos.
Isso tudo é fruto da generosidade de muitos devotos que contribuem para a construção e acabamento da Casa da Mãe Aparecida que protege, acolhe e ampara seus fiéis.




quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A catequese do Papa - Natal, uma festa que continua fascinando


A Catequese do Papa.

NATAL, UMA FESTA QUE CONTINUA FASCINANDO.

05.01.2011: Cidade do Vaticano, - Bento XVI acolheu na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos.
 

Queridos irmãos e irmãs!
Estou contente por acolher-vos nesta primeira Audiência geral do novo ano e de todo o coração ofereço às vossas famílias meus fervorosos melhores votos. O Senhor do tempo e da história guie os nossos passos no caminho do bem e conceda a cada um abundância de graça e prosperidade. Ainda circundados pela luz do Santo Natal, que nos convida à alegria pela vinda do Salvador, estamos hoje na vigília da Epifania, em que celebramos a manifestação do Senhor a todos os povos.
A festa de Natal continua a fascinar-nos ainda hoje, mais que qualquer outra das grandes festas da Igreja; fascina porque todos, de algum modo, intuem que o nascimento de Jesus tem a ver com as aspirações e esperanças mais profundas do homem. O consumismo pode diminuir essa nostalgia interior, mas, se no coração há o desejo de acolher aquele Menino que traz a novidade de Deus, que veio para nos dar a vida em plenitude, as luzes das decorações natalinas podem tornar-se, acima de tudo, um reflexo da Luz que se acendeu com a encarnação de Deus.
Nas celebrações litúrgicas destes dias santos, vivemos de modo misterioso, mas real, o ingresso do Filho de Deus no mundo e fomos iluminados mais uma vez pela luz de seu fulgor.Toda a celebração é presença atual do mistério de Cristo e nessa se prolonga a história da salvação. A propósito do Natal, o Papa São Leão Magno afirma: "Apesar de a sucessão das ações corpóreas ter passado, como foi ordenado antecipadamente pelo projeto eterno [...], todavia nós adoramos continuamente o mesmo parto da Virgem que produz a nossa salvação" (Sermone sul Natale del Signore 29,2), e precisa: “porque aquele dia não passou de tal modo que também tenha passado o poder que então foi revelado" (Sermone sull’Epifania 36,1).
Celebrar os eventos da encarnação do Filho de Deus não é simples recordação de fatos do passado, mas tornar presentes os mistérios portadores de salvação. Na Liturgia, na celebração dos Sacramentos, os mistérios fazem-se atuais e tornam-se eficazes para nós, hoje. Ainda São Leão Magno afirma: “Tudo aquilo que o Filho de Deus fez e ensinou para reconciliar o mundo, não o conhecemos através de narrações feitas no passado, mas estamos sob o efeito do dinamismo de tais ações presentes” (Sermone 52,1).
Na Constituição sobre a Sagrada Liturgia, o Concílio Vaticano II sublinha como a obra da salvação realizada por Cristo continua na Igreja mediante a celebração dos santos mistérios, graças à ação do Espírito Santo. Já no Antigo testamento, no caminho rumo à plenitude da fé, temos testemunhos de como a presença de Deus foi mediada através de sinais, por exemplo,aquele do fogo (cf. Es 3,2ss; 19,18). Mas, a partir da Encarnação, acontece algo de desconcertante: o regime de contato salvífico com Deus transforma-se radicalmente e a carne torna-se o instrumento da salvação: “Verbum caro factum est”, “o Verbo se fez carne”, escreve o Evangelista João, e um autor cristão do século III, Tertulliano, afirma: “Caro salutis est cardo”, “a carne é o princípio essencial da salvação” (De carnis resurrectione, 8,3: PL 2,806).
O Natal é já a primícia do “sacramentum-mysterium paschale”, é, ou seja, o início do mistério central da salvação que culmina na paixão, morte e ressurreição, porque Jesus começa a oferta de si mesmo por amor desde o primeiro instante da sua existência humana no ventre da Virgem Maria. A noite de Natal está, portanto, profundamente ligada à grande vigília da Páscoa, quando a redenção se completa no sacrifício glorioso do Senhor morto e ressuscitado. O próprio presépio, como imagem da encarnação do Verbo, à luz do relato evangélico, alude já à Páscoa e é interessante ver como em alguns ícones da natividade na tradição oriental, Jesus Menino é representado envolto em faixas e deposto em uma manjedoura que tem a forma de um sepulcro; uma alusão ao momento em que Ele será deposto da cruz, envolto em um pano e colocado no sepulcro cavado na rocha (cf. Lc 2,7; 23,53).
Encarnação e Páscoa não estão uma ao lado da outra, mas são os dois pontos chave inseparáveis da única fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus Encarnado e Redentor. Cruz e Ressurreição pressupõem a Encarnação. Só porque verdadeiramente o Filho, e n'Ele Deus mesmo, "desceu" e "se fez carne", morte e ressurreição de Jesus são eventos que se tornam nosso contemporâneos e dizem respeito a nós, livram-nos da morte e abrem-nos um futuro em que esta "carne", a existência terrena e transitória, entrará na eternidade de Deus. Nessa perspectiva unitária do Mistério de Cristo, a visita ao presépio orienta à visita à Eucaristia, onde encontramos presente, de modo real, o Cristo crucificado e ressuscitado, o Cristo vivo.
A celebração litúrgica do Natal, portanto, não é somente recordação, mas sobretudo mistério; não é somente memória, mas também presença. Para colher o sentido desses dois aspectos inseparáveis, é preciso viver intensamente todo o Tempo natalício como a Igreja o apresenta. Se o consideramos em sentido lato, isso se estende por quarenta dias, do 25 de dezembro ao 2 de fevereiro, da celebração da Noite de Natal, à Maternidade de Maria, à Epifania, ao Batismo de Jesus, às núpcias de Caná, à Apresentação no Templo, exatamente em analogia com o Tempo pascal, que forma uma unidade de cinquenta dias, até Pentecostes.
A manifestação de Deus na carne é o acontecimento que revelou a Verdade na história. Com efeito, a data de 25 de dezembro, ligada à ideia da manifestação solar – Deus que aparece como luz sem ocaso no horizonte da história –, recorda-nos que não se trata somente de uma ideia, aquela de que Deus é a plenitude da luz, mas de uma realidade para nós homens já realizada e sempre atual: hoje, como naquele tempo, Deus revela-se na carne, isto é, no "corpo vivo" da Igreja peregrina no tempo, e nos Sacramentos doa-nos hoje a salvação.
Os símbolos das celebrações natalinas, recordados pelas Leituras e pelas orações, dão à liturgia deste Tempo um sentido profundo de "epifania" de Deus no seu Cristo-Verbo encarnado, isto é, de “manifestação” que possui também um significado escatológico, ou seja, orienta ao fim dos tempos. Já no Advento, as duas vindas, aquela histórica e aquela no fim da história, estavam diretamente ligadas; mas é em particular na Epifania e no Batismo de Jesus que a manifestação messiânica celebra-se na perspectiva das expectativas escatológicas: a consagração messiânica de Jesus, Verbo encarnado, mediante a efusão do Espírito Santo de forma visível, leva ao cumprimento do tempo das promessas e inaugura os últimos tempos.
É preciso dirimir este Tempo natalício de um revestimento somente moralista e sentimental. A celebração do Natal não nos propõe somente exemplos a imitar, como aqueles da humildade e pobreza do Senhor, a sua bondade e amor pelos homens; mas é, mais que tudo, o convite a deixarmo-nos transformar totalmente por Aquele que entrou na nossa carne. São Leão Magno exclama: "o Filho de Deus [...] veio a nós e levou-nos para si de tal modo que o rebaixamento de Deus à condição humana se tornasse uma elevação do homem às alturas de Deus" (Sermone sul Natale del Signore 27,2).
A manifestação de Deus é destinada à nossa participação na vida divina, à realização em nós do mistério da sua encarnação. Tal mistério é o cumprimento da vocação do homem. Ainda São Leão Magno explica a importância concreta e sempre atual para a vida cristã do mistério do Natal: “as palavras do Evangelho e dos Profetas [...] inflamam o nosso espírito e nos ensinam a compreender a natividade do Senhor, esse mistério do Verbo feito carne, não tanto como uma recordação de um acontecimento passado, mas como um fato que se desenrola sob os nossos olhos [...] é como se tivéssemos ainda proclamado na solenidade de hoje: 'Vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor'" (Sermone sul Natale del Signore 29,1). E acrescenta:“Reconhece, cristão, a tua dignidade, e, feito participante da natureza divina, cuida para não cair, com uma conduta indigna, de tal grandeza à primitiva baixeza" (Sermone 1 sul Natale del Signore, 3).
Queridos amigos, vivamos este Tempo natalício com intensidade: após termos adorado o Filho de Deus feito homem e depositado na manjedoura, somos chamados a ir ao altar do Sacrifício, onde Cristo, o Pão vivo descido do céu, se oferece a nós como verdadeiro alimento para a vida eterna. E isso que vimos com os nossos olhos, na mesa da Palavra e do pão da Vida, isso que contemplamos, isso que nossas mãos tocaram, ou seja, o Verbo feito carne, anunciamo-lo com alegria ao mundo generosamente com toda a nossa vida.Renovo, de coração, a todos vós e aos vossos queridos saudações para o Novo Ano e desejo-vos uma boa festividade da Epifania.
Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Comunicado sobre a nota com indicações para o Ano da Fé

Com a Carta Apostólica Porta fidei de 11 de outubro de 2011, Bento XVI instituiu o Ano da Fé. Esse terá início em 11 de outubro de 2012, 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Com a promulgação de tal Ano, o Santo Padre tem a intenção de colocar ao centro das atenções eclesiais aquilo que desde o início de seu Pontificado, lhe está mais ao coração: o encontro com Jesus Cristo e a beleza da fé Nele. Por outro lado, a Igreja está bem ciente dos problemas que hoje a fé deve enfrentar e sente quanto é atual a pergunta que Jesus mesmo fez: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18, 8).
 Por isso, “se a fé não retomar a vitalidade, tornando uma profunda convicção e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, todas as outras formas permaneceram ineficazes” (Discurso para a apresentação das felicitações natalinas à Cúria Romana, 22 de dezembro de 2011).
 Em nome de Bento XVI, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma Nota com indicações pastorais para o Ano da fé. Tal Nota foi elaborada em acordo com alguns Dicastérios da Santa Sé e com a contribuição do Comitê para a preparação do Ano da Fé.  O Comitê, constituído junto à Congregação para a Doutrina da Fé, a mandato do Santo Padre, tem entre seus membros: os Cardeais William Levada, Francis Arinze, Angelo Bagnasco, Ivan Dias, Francis E. George, Zenon Grocholewski, Marc Ouellet, Mauro Piacenza, Jean-Pierre Ricard, Stanisław Ryłko e Christoph Schönborn; os Arcebispos Salvatore Fisichella e Luis F. Ladaria; os Bispos Mario Del Valle Moronta Rodríguez, Gerhard Ludwig Müller e Raffaello Martinelli.
 A Nota, datada em 6 de janeiro de 2012, Solenidade da Epifania, e que será publicada no dia seguinte, 7 de janeiro, é composta por uma introdução e algumas indicações pastorais.
A introdução confirma que “o Ano da fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, a fim que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado, capazes de indicar a tantas pessoas que buscam a porta da fé”.
 O início do Ano da Fé coincide com a grata memória de dois grandes eventos que delinearam o rosto da Igreja aos nossos dias: o 50° aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, desejado pelo beato João XXIII (11 de outubro de 1962), e o 20° aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, oferecido à Igreja pelo beato João Paulo II (11 de outubro de 1992).

O Concilio Vaticano II, “a partir da luz de Cristo... quis aprofundar a íntima natureza da Igreja... e o seu relacionamento com o mundo contemporâneo”. “Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na recepção e aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a tradição, sob a orientação segura do Magistério”.
 “Para facilitar a execução adequada do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram várias vezes o Sínodo dos Bispos... propondo à Igreja orientações claras por meio de diversas Exortações apostólicas pós-sinodais. A próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.
 “Desde o início de seu Pontificado, o Papa Bento XVI se empenhou decisivamente para uma correta compreensão do Concílio, rejeitando como falso o chamado “hermenêutico da descontinuidade e da ruptura” e “promovendo aquela que ele mesmo denominou 'a hermenêutica da reforma', do renovamento e da continuidade”.
 O Catecismo da Igreja Católica, como “autentico fruto do Concílio Vaticano II” (Carta apostólica Porta fidei, n. 4), se coloca em tal linha do “renovamento da continuidade”. Isso compreende “coisas novas e coisas antigas” (Mt 13, 52). Por uma parte, reitera a antiga e tradicional ordem da catequese, articulando o seu conteúdo em quatro partes: oCredo, a liturgia, o agir cristão e a oração. Mas, ao mesmo tempo, exprime tudo aqui de modo novo para responder às interrogativas da nossa época.
 O Ano da fé será uma ocasião privilegiada para promover o conhecimento e a difusão dos conteúdos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica.
 As indicações pastorais da Nota têm a intenção de favorecer “seja o encontro com Cristo por meio de autênticos testemunhos de fé, seja o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos”. Mediante estas indicações pastorais - que não pretendem “excluir outras propostas que o Espírito Santo quiser suscitar entre os Pastores e fiéis nas várias partes do mundo” –, a Congregação para a Doutrina da Fé oferece sua ajuda, dato que suas específicas competências têm presente não só o compito de tutelar a sadia doutrina e corrigir erros, mas também, e principalmente, promover a verdade da fé (cf. Constituição apostólica Pastor Bonus, n. 48-51).
 A Nota articula suas propostas em quatro níveis: 1) Igreja universal, 2) Conferência Episcopal, 3) Dioceses e 4)Paróquias, Comunidades, Associações e Movimentos. Ela vem aqui esclarecer novamente algumas dessassugestões específicas.
Por exemplo, junto a uma solene celebração para o início do Ano da fé e a vários outros eventos aos quais participará o Santo Padre (Assembleia do Sínodo dos Bispos, JMJ 2013), são definidas iniciativas ecumênicas para “invocar e favorecer o restabelecimento da unidade entre todos os cristãos” e “haverá lugar uma solene celebração ecumênica para reafirmação da fé em Cristo por parte de todos os batizados”.
 A nível de Conferência Episcopal, vem encorajada a qualidade da formação catequética eclesial e “uma revisão dos catecismos locais e dos vários subsídios catequéticos em uno nas Igrejas particulares para assegurar a eles a plena conformidade com o Catecismo da Igreja Católica”, e  espera-se um amplo uso das linguagens da comunicação e da arte, “transmissão televisiva ou radiofônica, filmes e publicações, também a nível popular e acessível a um amplo público, sobre o tema da fé, dos seus princípios e conteúdos, e ainda sobre o significado eclesial do Concílio Vaticano II”.
 A nível diocesano, o Ano da fé vem considerado, entre outros, como “renovada ocasião de diálogo criativo entre fé e razão por meio de simpósios, convenções, jornadas de estudo, especialmente nas universidades católicas”, e como tempo favorável para “celebrações penitenciais nas quais se requer o perdão a Deus, também e especialmente pelos pecados contra a fé”.
A nível paroquial, a proposta central permanece a celebração da fé na liturgia, e em particular na Eucaristia, porque “na Eucaristia, mistério da fé e surgimento da nova evangelização, a fé da Igreja vem proclamada, celebrada e fortifica”. A tal iniciativa são chamados a nascer, crescer e difundir todas as outras propostas, entre elas haverá sem dúvida um destaque especial às iniciativas realizadas pelas numerosas Instituições, novas Comunidades e Movimentos Eclesiais.
 “Junto ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização será instituída uma especial Secretaria para o Ano da fé para coordenar as diversas iniciativas propostas pelos vários Dicastérios da Santa Sé ou qualquer evento de relevância para a Igreja universal”.  A Secretaria “poderá também sugerir propostas para o Ano da fé” e disporá de “um site especial a fim de oferecer cada informação útil” sob esse aspecto.
 As indicações oferecidas na Nota têm o objetivo de convidar todos os membros da Igreja a empenharem-se no Ano da fé para redescobrir e “dividir aquilo que o cristão tem de mais precioso: Cristo Jesus, Redentor do homem, Rei do Universo, ‘autor e consumador da fé’ (Heb. 12: 2)”.


Fonte: Canção Nova Noticias

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Catequese de Bento XVI sobre o Salmo 109 (110) - 16/11/2011


CATEQUESE
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 16 de novembro de 2011


Caros irmãos e irmãs,
Gostaria hoje de terminar as minhas catequeses sobre a oração do Saltério meditando um dos mais famosos "salmos reais", um Salmo que Jesus mesmo citou e que os autores do Novo testamento o usaram amplamente e o leram fazendo referência ao Messias, a Cristo. Se trata do Salmo 110 segundo a tradição hebraica, 109, segundo a tradição greco-latina; um Salmo muito amado pela Igreja antiga e pelos fiéis de todos os tempos. Esta oração estava talvez ligada à entronização de um rei davídico, todavia, o seu sentido vai além da específica contingência do fato histórico abrindo-se a dimensões mais amplas e tornando-se assim a celebração do Messias vitorioso, glorificado à direita de Deus.

O Salmos inicia com uma declaração solene:

Oráculo do Senhor ao meu Senhor: Sente-se à minha direita, afim que eu coloque os teus inimigos sob o escabelo dos seus pés"

O próprio Deus entroniza o rei na glória, fazendo-o sentar-se à sua direita, um sinal de grandíssima honra e de absoluto privilégio. O rei é admitido em tal modo que participa do senhorio divino, do qual é mediador junto ao povo. Tal senhorio do rei se concretiza também na vitória sobre os adversários, que vem colocados aos pés do próprio Deus, a vitória sobre os inimigos é do Senhor, mas o rei se fez participante e o seu triunfo se torna testemunho e sinal do poder divino.

A glorificação real, expressa no início do Salmo, foi elevada no novo testamento como profecia messiânica, por isto, o versículo é entre os mais usados pelos autores neotestamentários como citação explícita ou como alusão. Jesus mesmo mencionou este versículo a propósito do Messias, para mostrar que o Messias é mais que Davi, é o Senhor de Davi. E Pedro, o retoma no seu discurso em Pentecostes, anunciando que na ressurreição de Cristo se realiza esta entronização do rei.Cristo está à direita do pai, participa do senhorio de Deus no mundo. É o Cristo, de fato, o Senhor entronizado, o Filho do homem sentado à direita de Deus que vem sobre a nuvens do céu, como Jesus mesmo se define durante o processo diante do Sinédrio. É Ele o verdadeiro rei que com a ressurreição entrou na glória à direita de Deus, feito superior aos anjos, sentado nos céus acima de todas as potências e com todos os adversários sob seus pés, até que a última inimiga, a morte, seja por ele definitivamente derrotada. E se entende logo que este rei que está à direita de Deus participa do seu senhorio, não é um desses homens sucessores de Davi, mas o novo Davi, o Filho de Deus que venceu a morte e participa realmente da glória de Deus. É o nosso rei, que nos dá também a vida eterna.

Entre o rei celebrado pelo nosso salmo e Deus existe uma grande relação; os dois governam juntos um único governo, ao ponto que o Salmista pode afirmar que é Deus mesmo a estender o cetro do soberano dando-lhe a tarega de dominar sobre os seus adversários, como recita o versículo 2:

"O Senhor estenderá desde Sião teu cetro poderoso: "Dominarás, disse ele, até no meio dos teus inimigos".

O exercício do poder é um encargo que o rei recebe diretamente do Senhor, uma responsabilidade que deve viver na dependência e na obediência, tornando-se assim, sinal em meio ao povo, da presença potente e providente de Deus. O domínio sobre os inimigos, a glória e a vitória são dons recebidos, que fazem do soberano um mediador do triunfo divino sobre o mal. Ele domina sobre os inimigos transformando-os, os vence com seu amor.

Por isso, no versículo seguinte, se celebra a grandeza do rei. O versículo 3, na realidade, apresenta algumas dificuldades de interpretação. No texto original hebraico se faz referência à convocação do exército, a qual o povo responde generosamente colocando-se ao redor do seu soberano no dia da sua coroação. A tradução grega que é do III-II século a.C, ao invés disso, faz referência à filiação divina do rei, ao seu nascimento ou geração da parte do Senhor, e é esta a escolha interpretativa de toda a tradição da Igreja, para qual o versículo soa no seguinte modo.

"No dia do teu nascimento, já possuis a realeza no explendor da santidade; semelhante ao orvalho, eu te gerei antes da aurora".

Com esta imagem sugestiva e enigmática termina a primeira estrofe do Salmo, o qual é seguido por um outro oráculo, que abre uma nova perspectiva, na linha de uma dimensão sacerdotal ligada à realeza. Recita o versículo 4:

O Senhor jurou e não se arrepende:
"Tu és sacerdote para sempre, segundo Melquisedeque".

Melquisedec era o sacerdote do rei de Salém e havia abençoado Abrãao e oferecido pão e vinho depois da vitoriosa campanha militar conduzida pelo patriarca para salvar o sobrinho Lot das mãos dos inimigos que o capturaram. Na figura de Melquisec, poder real e sacerdotal se encontram e agora vem proclamados pelo Senhor em uma declaração que promete eternidade: o rei celebrado pelo Salmo será sacerdote para sempre, mediador da presença divina em meio ao povo, através da benção que vem de Deus e que na ação litúrgica se encontra com a resposta abençoada do homem.

A carta aos hebreus faz uma referência explícita a este versículo e sobre esse centraliza todo o capítulo 7, elaborando a sua reflexão sobre o sacerdócio de Cristo Jesus, assim diz a carta aos hebreus à luz do Salmo 110 (109): 'Jesus é o verdadeiro e definitivo sacerdote, que leva ao cumprimento os tratados do sacerdócio de Melquisedeque tornando-os perfeitos'.

Melquisedeque, como diz a carta aos hebreus, não tinha pai, mãe e nem genealogia, é sacerdote, portanto, não segundo as regras da dinastia do sacerdócio levítico. Ele por isso, permanece 'sacerdote para sempre', prefiguração de Cristo, sumo sacerdote perfeito que não se tornou como tal segundo a lei prescrita pelo homens, mas pela potência de uma vida indestrutível. No Senhor Jesus ressucitado e elevado aos céus, que senta à direta de Deus, se atualiza a profecia do nosso Salmo e o sacerdócio de Melquisedeque é levado a cumprimento, porque sendo absoluto e eterno, se torna uma realidade que não conhece fim. E a oferta do pão e do vinho, realizada por Melquisedeque, encontra seu cumprimento no gesto eucarístico de jesus, que no pão e no vinho oferece a si mesmo e, vencida a morte, leva a vida a todos os fiéis. Sacerdote perene, santo, inocente, sem mancha, Ele, como diz ainda a carta aos hebreus, pode salvar prefeitamente aqueles que por meio dele se aproximaram de Deus; Ele, de fato, é sempre vivo para interceder a favor deles.

Depois deste oráculo divino do versículo 4, com seu solene juramento, a cena do Salmo muda e o poeta, voltando-se diretamente ao rei, proclama: "O Senhor está à tua direita". Se no versículo 1 era o rei a sentar-se à direita de Deus em sinal de sumo prestígio e de honra, agora é o Senhor a colocar-se à direita do soberano para protegê-lo como o escudo na batalha e salvá-lo de todo perigo. O rei está seguro, Deus é o senhor defensor e juntos combatem e vencem todo mal.
Se abrem assim, os versículos finais do Salmo com a visão do soberano triunfante que, apoiado pelo Senhor, tendo recebido DEle poder e glória, se opõe aos inimigos confundindo os adversários e julgando as nações. A cena é pintada com tintas fortes, para significar a dramaticidade do combate e a plenitude da vitória real. O soberano, protegido pelo Senhor, abate todos os obstáculos e procede seguro rumo à vitória. Nos diz: Sim, no mundo existe tanto mal, existe uma batalha permanente entre o bem e o mal, e parece que o mal é mais forte. Não, mais forte é o Senhor, o nosso verdadeiro rei e sacerdote Cristo, porque combate com toda a força de Deus e, apesar de todas as coisas que nos fazem duvidar do êxito positivo da história, vence Cristo e vence o bem, vence o amor e não o ódio.É aqui que se insere a sugestiva imagem com a qual se conclui o nosso Salmo, que também tem uma palavra enigmática:

"Beberá da corrente no caminho; por isso, erguerá a sua fronte"

Em meio à descrição da batalha, se mostra a figura do rei, que em um momento de trégua e de repoiuso, se coloca em uma torrente de água, encontrando nisso restauração e novo vigor, ao ponto de poder retomar o seu caminho triundante, com cabeça erguida, em sinal de definitiva vitória. É óbvio que esta palavra muito enigmática era um desafio para os padres da Igreja e para as diversas interpretações que se podiam dar. Assim, por exemplo, Santo agostinho diz: esta torrente é o ser humano, a humanidade, e Cristo bebeu desta fonte fazendo-se homem, e assim, entrando na humanidade do ser humano, elevou a sua cabeça e agora é o chefe do Corpo místico, é o nosso chefe, é o vencedor definitivo".

Caros amigos, seguindo a linha interpretativa do novo testamento, a tradição da Igreja levou em consideração este salmo como um dos mais significativos textos messiânicos. E, em modo eminente, os padres fizeram contínuas referências em chave cristológica: o rei cantado pelo salmista é, em definitiva, Cristo, o Messias que instaura o Reino de Deus e vence as potências do mundo, é o Verbo gerado pelo Pai, antes de toda criatura, antes da aurora, o Filho encarnado morto e ressuscitado que subiu aos céus, o sacerdote eterno, que, no mistério do pão e do vinho, doa a remissão dos pecados e a reconciliação com Deus, o rei que eleva a cabeça triunfando sobre a morte com a sua ressurreição. Bastaria recordar  mais uma vez o comentário de Santo Agostinho sobre esse salmo: "Era necessário conhecer o único Filho de Deus, que estava por vir entre os homens, para assumir o homem e para se tornar homem através a sua natureza, devia ser preanunciado, devia ser marcado como destinado a vir, para que, vindo de repente, não causasse espanto, mas fosse preanunciado, mais do que isso, aceito com fé, alegria e espera. No âmbito destas promessas se coloca este Salmo, o qual profetiza, em termos seguros e explícitos, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nós não podemos minimamente duvidar que nesse seja realmente anunciado o Cristo".

O evento pascal de Cristo se torna, assim, a realidade que nos convida a olhar o Salmo, olhar o Cristo para compreender o sentido da verdadeira realeza, para viver no serviço e no dom de si, em um caminho de obediência e de amor levado até o fim. Rezando este Salmo, pedimos, portanto ao Senhor de poder proceder também nós sobre suas vias, no seguimento de Cristo, o rei Messias, dispostos a subir com Ele o monte da cruz, para chegar com Ele na glória, e contempla-lo à direita de Deus, rei vitorioso e sacerdote misericordioso que doa perdão e salvação a todos os homens. E também nós feitos, por graça de Deus, estirpe eleita, sacerdócio real e nação santa, possamos atingir com alegria as fontes da salvação e proclamar a todo o mundo as maravilhas daquele que nos chamou das trevas à sua luz maravilhosa.

Caros amigos, nestas últimas catequeses quis apresentar-vos alguns Salmos, preciosas orações que encontramos na Bíblia e que refletem as varias situações da vida e os varios estados de ânimo que podemos ter na direção de Deus. Gostaria agora de renovar a todos o convite de rezar com os Salmos, talvez acostumando-se a utilizar a liturgia das horas da Igreja, as laudes da manhã, as vésperas do fim da tarde, as completas antes de dormir. Desta forma, o nosso relacionamento com Deus vai ser enriquecido no cotidiano caminho em direção à Ele e realizado com maior alegria e confiança. obrigado





Ao final da Catequese, o Papa dirigiu-se aos peregrinos de língua portuguesa:
Queridos peregrinos de língua portuguesa,

sede bem-vindos! Saúdo todos os fiéis brasileiros, particularmente, os grupos de São Paulo e Brasília. Ao concluir este ciclo de catequeses sobre a oração no Saltério, convido-vos a rezar sempre mais com os salmos, para assim enriquecerdes a vossa relação diária com Deus. E que as suas bênçãos desçam sobre vós e vossas famílias!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lei divina não é escravidão, mas dom de graça, afirma Papa

Papa lançou apelo em prol das vítimas de desastres naturais na América Central e Sudeste Asiático
O Papa Bento XVI falou sobre o Salmo 119 (118) na Catequese desta quarta-feira, 9.

"A Lei divina não é jugo pesado de escravidão, mas dom de graça que nos faz livres e leva à felicidade", salientou o Papa.
Este Salmo é um imponente e solene canto sobre a Torá do Senhor, isto é, sobre a sua Lei, termo que, na sua acepção mais ampla e completa, é compreendido como ensinamento, instrução, diretiva de vida. A Lei do Senhor, a sua Palavra, é o centro da vida do orante:

"A fidelidade do Salmista nasce da escuta da Palavra, do guardar no íntimo, meditando-a e amando-a, exatamente como Maria. [...] É ainda a Virgem Maria que leva ao cumprimento a perfeita figura do crente descrita pelo Salmista. É Ela, de fato, a verdadeira 'bem-aventurada'. [...] Certamente, Maria é bem-aventurada porque o seu ventre carregou o Salvador, mas, sobretudo, porque acolheu o anúncio de Deus, porque foi atenta e amorosa guardiã da sua Palavra", ressaltou.
Bento XVI explicou que este é um Salmo muito particular, único no seu gênero. "Antes de tudo, o é pela sua extensão: é composto, de fato, por 176 versículos divididos em 22 estrofes com oito versículos cada". Da mesma forma, o texto é permeado de amor pela Palavra de Deus, "que celebra a beleza, a força salvífica, a capacidade de dar alegria e vida".



"A lei divina, objeto do amor apaixonado do Salmista e de cada crente, é fonte de vida. O desejo de compreendê-la, observá-la, orientar a ela todo o próprio ser é a característica do homem justo e fiel ao Senhor", ensina o Papa.

A Lei de Deus, enquanto centro da existência, requer escuta do coração, feita de obediência não servil, mas filial, confiante, consciente.

"A escuta da palavra é encontro pessoal com o Senhor da vida, um encontro que deve traduzir-se em escolhas concretas e tornar-se caminho e seguimento. O cumprimento da Lei é seguir Jesus, andar sobre a estrada de Jesus, na companhia de Jesus".


O dom do Celibato
O Papa deteve-se de modo particular no versículo 57, que indica: "Minha parte, Senhor, eu o declaro, é guardar as vossas palavras".

O Bispo explica que o termo "parte" diz respeito ao evento da repartição da terra prometida entre as tribos de Israel, quando aos Levitas não é assinalada alguma porção de território, porque a sua "parte" era o Senhor mesmo. "Os sacerdotes, pertencentes à tribo de Levi, não podem  ser proprietários de terras no País que Deus dava por herança ao seu povo, levando a cumprimento a promessa feita por Abraão (cf. Gen 12, 1-7). [...] Os Levitas, mediadores do sagrado e da bênção divina, não podem possuir, como os outros judeus, esse sinal externo de bênção e essa fonte de subsistência. Inteiramente doados ao Senhor, devem viver d'Ele somente, abandonados ao seu amor providente e à generosidade dos irmãos, sem ter herança, porque Deus é a sua parte da herança, Deus é a sua terra, que lhes faz viver em plenitude".

No Salmo, o orante ressalta: "A minha parte é o Senhor". "O seu amor por Deus e pela Sua Palavra leva-o à escolha radical de ter o Senhor como único bem, e também de manter as suas palavras como dom precioso, mais precioso do que toda a herança e toda a posse de terra. [...] Esta é a felicidade do salmista: para ele, como os levitas, foi dado como parte da herança a Palavra de Deus".

"Queridos irmãos e irmãs, estes versículos são de grande importância também hoje para todos nós. Antes de tudo, para os sacerdotes, chamados a viver somente do Senhor e da sua Palavra, sem outras seguranças, tendo a Ele como único bem e única fonte de verdadeira vida. Nessa luz, compreende-se a livre escolha do celibato para o Reino dos céus, a ser redescoberto em sua beleza e força
", pediu.
A audiência

O encontro do Santo Padre com os cerca de 20 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, aconteceu às 10h30 (horário de Roma - 7h30 no horário de Brasília). A reflexão faz parte da "Escola de Oração", iniciada pelo Papa na Catequese de 4 de maio.


Ao final da audiência, o Papa lançou um apelo em prol das vítimas dos desastres naturais na América Central e Sudeste Asiático. Bento XVI também recebeu a cidadania honorária de 
Natz-Schabs/Naz-Sciaves, província autônoma de Bolzano (Itália).

"Na fração Raas/Rasa da localidade do Sul-Tirolo nasceram Elisabeth Maria Tauber (1832) e Maria Tauber-Peintner (1855), respectivamente, bisavó e avó maternas de Joseph Ratzinger. À cerimônia, participou uma delegação da Cidade, guiada pelo prefeito, Peter Gasser", indica o Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa salientou:

"
Com cordial afeto, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em especial os brasileiros da paróquia de Nossa Senhora da Glória. Que o Senhor vos encha o coração de um grande amor pela sua Palavra, para poderdes colocar a sua vontade no centro da vossa vida, como a Virgem Maria. Ela que acolheu e gerou a Palavra divina, seja o vosso guia e conforto, o astro luminoso que aponta o caminho da felicidade. Em penhor do muito bem que vos quero, dou-vos a minha Bênção Apostólica".



Fonte: Canção Nova Noticias