quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)


Evangelho (Mateus 6,1-6.16-18)

Quarta-Feira, 22 de Fevereiro de 2012
Quarta-feira de Cinza


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.




Reflexão - Mt 6, 1-6.16-18
O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

Campanha da Fraternidade 2012 será lançada oficialmente pela CNBB

O lançamento Oficial da Campanha da Fraternidade 2012 será feito na sede da CNBB em Brasília, nesta quarta-feira, dia 22 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas), às 14h.

Esta 49ª edição destaca a saúde pública e suas variantes, com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38,8).

Segundo a CNBB, a CF de 2012 refletirá o cenário da saúde no Brasil, conscientizando o Governo da precariedade dos hospitais e mobilizando a sociedade civil para reivindicar melhorias.

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, agentes da pastoral da saúde e profissionais da saúde estarão presentes no lançamento que será feito pelo secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Na quarta-feira, será apresentado um vídeo breve sobre a Campanha e ainda a prestação de contas da Campanha da Fraternidade de 2011 mostrando onde foram aplicados os recursos recolhidos.

“Nós pedimos que os projetos fomentem ações transformadoras segundo o tema da Campanha. Neste ano, queremos dar voz ao povo que tem tido muita dificuldade no atendimento na saúde pública”, explica o secretário-executivo da CF, padre Luis Carlos Dias.

Além de um atendimento de saúde mais humanizado e melhor atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) a Campanha deste ano quer chamar a atenção da população para a adoção de hábitos de vida mais saudáveis e ainda valorizar os agentes das pastorais da saúde que com dedicação trabalham voluntariamente. 

“Esperamos que a Campanha fomente o espírito fraterno para com as pessoas doentes e idosos, pensando que o Brasil está num processo de transição demográfica onde a população está envelhecimento”, salienta o secretário.

Nas diversas dioceses do Brasil, o lançamento será feito a partir da quarta-feira até o domingo, dia 26 de fevereiro. O texto de apresentação da CF 2012 e outros materiais referentes à Campanha estão disponíveis no site da CNBB.



Fonte: Canção Nova Noticias

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dinamizando o grupo

  Quando falamos em grupos de jovens, logo pensamos em como eles se reconhecem, como se reúnem, o que fazem, o que desejam... Mas isso tudo só se descobre depois que descobrimos o grupo. E para isso precisamos conhecer as pessoas.

     Se nos utilizarmos das dimensões da formação integral do Processo de Educação na Fé dos(as) jovens da Pastoral da Juventude, encontraremos na travessia aspectos como conhecer-se; conhecer o outro; conhecer o lugar onde se está e como as pessoas ali vivem; que definição temos de mundo e de Deus; e como operacionalizamos tudo isso.

Finalidades das dinâmicas

     As dinâmicas ajudam a desenvolver o grupo, de maneira a expressar-se melhor e a garantir os espaços em que se deseja estar. As vivências, as atitudes, os contratos que o grupo firma se revelam nessas dinâmicas, assim como revelam o que só falamos da boca para fora. Então, a abertura e o compromisso com esse tipo de técnica são muito importantes para quem quer se manter unido através de algum ponto em comum.

     Certa vez, ouvi que as dinâmicas têm finalidades, que são mais ou menos assim:

a) Elas ajudam a nos colocarmos junto dos demais. Retiram barreiras que impedem a comunicação; eliminam desconfianças e preconceitos; superam desenganos e amarguras;

b) Solidariedade: ajudam-nos a vencer o egoísmo, o individualismo, muitas vezes trazido de nossa formação ou por influência do ambiente e organizações em que vivemos;

c) Ajuda mútua: exercitamos a colaboração e a ajuda. Acabamos detectando resistências, indiferenças, agressividades, desejos de dominar e utilizar os outros;

d) Conhecer-se e assumir-se: aí ficamos sabendo de nossas limitações e deficiências, qualidades e dons pessoais;

e) Descobre-se a maturidade do grupo: as dinâmicas, quando bem feitas, provocam abertura, sinceridade, confiança, colaboração e compromisso;

f) Dinamizam o grupo. Auxiliam no trabalho em equipe, no crescimento das pessoas e na transformação do ambiente social.

     É de extrema importância que a pessoa que conduz a dinâmica saiba aonde chegará com ela. É importante, também, que essa dinâmica esteja ligada ao tema/assunto que o grupo está partilhando, vivendo.

     Em alguns grupos que acompanhamos, temos percebido que as dinâmicas são utilizadas como brincadeiras. Mas é bom salientar que todas as dinâmicas e técnicas realizadas no grupo têm algum propósito: de alegrar ou aquietar o grupo, sensibilizar para a temática a ser conversada, comprometer para a transformação do ambiente... Elas não devem estar desconectadas do encontro que se está propondo realizar.

Material para o grupo

     Às vezes, os grupos têm dificuldade de encontrar materiais que tragam novidades nessa área e também na área dos conteúdos a serem utilizados nos encontros de grupo. Em julho de 2006, em Goiânia, realizou-se um encontro, com várias pessoas que trabalham com juventude, no qual se estudou e se aprofundou a realidade juvenil. Depois disso, a produção de novos subsídios para os grupos de jovens foi intensamente trabalhada. Esse material está publicado e pode ser encontrado junto aos Centros e Institutos de Juventude ou com as Pastorais de Juventude do Brasil.

     Para realizar as dinâmicas ou assuntos novos no grupo é bom ter conhecimento sobre ele e saber se a técnica escolhida dará conta de que todos(as) participem. Em relação aos materiais, eles existem para os grupos iniciantes e também para aqueles que já convivem há mais tempo.

     A dinâmica de grupos é um exercício libertador. Ajuda as pessoas a superarem seus bloqueios, suas barreiras e seus medos. Integra ativamente as pessoas ao grupo, de maneira consciente e crítica. Melhora as relações humanas nos grupos, questionando seus objetivos, seus ideais, seus métodos, suas convicções. Em suma, a dinâmica procura criar uma sociedade mais profética e mais transformadora.


Raquel Pulita,
da equipe da ONG Trilha Cidadã, assessora da Pastoral da Juventude, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: rpulita@terra.com.br
Artigo publicado na edição 375, abril de 2007, página 10.

Grupo de jovens, uma boa ideia

A falta de tempo para conviver em grupo, o trabalho que deixa o jovem cansado e ocupado, a escola que ensina a ser individualista, a televisão que diz para não se importar com a vida do outro, são desafios para a nucleação e organização de grupos de jovens da Pastoral da Juventude.

     Como responder positivamente a esta realidade? Como “ir contra a maré”, dizendo não à forma de viver que é imposta aos jovens pelo mundo dos adultos e suas instituições (a escola, a família, a televisão...)?

     É preciso resgatar o jeito jovem de ser: alegre, que enfrenta riscos, utópicos, esperançosos... Características que o mundo está roubando dos jovens, através da imposição de um jeito de ser triste, descrente, fechado, individualista e consumista.

     Como ser expressão desse novo jeito de ser? Como cultivar o carinho, o diálogo sincero, a amizade que ajude a amadurecer e ser feliz?

Quem sabe faz a hora...

     Os grupos de jovens estão aí. São muitos. Muito maior ainda é o número de jovens que não estão participando de nenhuma organização ou movimento, dentro ou fora da Igreja.

     Há jovens que se gastam no trabalho e sonham o sonho impossível, que os meios de comunicação e a propaganda colocam em suas cabeças para que acreditem - e se iludam - que o mundo pode ser feito de “charme, mordomias e luxo”.

     Outros, gozam os privilégios de quem tem dinheiro, saúde, acesso à educação e tempo, desligados do alto preço que custam à sociedade, aos trabalhadores.

     Há também aqueles que sabem que, “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Buscam a realização de um sonho possível ou impossível, de uma sociedade justa que se faz à medida que arregaçam as mangas e se pôem a lutar.

     Aí, talvez, reside o maior valor de um grupo de jovens. São jovens que não se conformam com as coisas do jeito que estão. “Desconfiam” que algo está errado e que é preciso juntar-se a outros jovens para mudar.

     Em todo bairro, escola, trabalho, comunidade, se encontram jovens desejosos de fazer algo. São jovens que acreditam na amizade e na solidariedade e, por isso, estão dispostos a partilhar seu trabalho, suas forças.

     São estes jovens que a Pastoral da Juventude procura descobrir, ajudando-os a se relacionarem de modo que, progresivamente, vão tendo consciência da necessidade do grupo de jovens.

O valor do grupo

     Os grupos de base são grupos que se reúnem frequentemente para a reflexão. Se comprometem na oração e ação. São grupos de vida, onde todos têm voz e vez. Cada grupo de jovens tem (e deve ter) sua própria maneira de ser. Não existe um modelo pronto, para ser copiado. O desenvolvimento das reuniões e encontros, por exemplo, possui características diversas em cada grupo, o que vai delineando a sua fisionomia.

     Existem, porém, alguns elementos importantes para que ocorra crescimento no grupo. São elementos indispensáveis a todos os grupos de base, e que dão valor a este modelo de organização:
- Um grupo de jovens é um grupo de amigos, unidos pela mesma fé.
- A amizade, o conhecimento interpessoal, a acolhida e a compreensão do outro só podem crescer em pequenos grupos.
- A consciência e a participação só nascem onde cada um é importante, pode falar, escutar e dar a sua opinião.
- As novas lideranças, capazes de intervir na Igreja e na sociedade, nascem e crescem nos grupos organizados, onde cada decisão e atividade é pensada e decidida coma opinião de todos.
- A formação integral do jovem tem, no grupo de jovens, um espaço privilegiado.
- No grupo, na comunidade, o jovem toma consciência de que a fé é mais do que apenas “ir à missa”. A espiritualidade do seguimento de Jesus, descobre, leva ao compromisso com os irmãos.
- A ação planejada, no grupo de base, facilita a participação de todos.

     É bonito ver o jovem que faz uma caminhada com o grupo, crescendo na fé, no relacionamento com o outro e consigo mesmo, na consciência crítica e na ação prática. Neste último aspecto, no entanto, acredito que precisamos ser mais criativos e ousados. Faltam aos grupos de jovens, ações concretas. É preciso dar um passo a mais. Descobrir “bandeiras de luta” que sejam atraentes e mobilizem os jovens, nas diferentes realidades em que vivem. Mãos à obra, com criatividade e coragem.


QUESTÕES PARA DEBATE

1 - Quais são as principais pressões que fazem com que o jovem se acomode?
2 - Como o jovem reage aos apelos dos individualismo e consumismo da nossa sociedade?
3 - Quais são os principais elementos indispensáveis para manter um grupo de jovens?


Rui Antonio de Souza,
Artigo publicado na edição 257, novembro de 1994, página 3.

Grupo de Jovens - A Reunião

 A reunião é o momento importante da vida do grupo. É no processo de reunião que o grupo nasce, cresce e amadurece. É o lugar do encontro das pessoas para partilha da vida, para comungar a mística cristã, para assumir como sujeitos de aprendizagem no processo a ser vivido na dinâmica interna do grupo e atitudes e posturas frente à realidade, motivado pela mística cristã.

     Aqui apresentamos alguns pilares que ajudam a criar a dinâmica da formação sistemática para um rito semanal ou quinzenal da reunião. Os ritos são importantes para manter o grupo.

1. Acolhida - Dê atenção especial para a chegada das pessoas, os cumprimentos a cada um/a, ajudam a criar um clima de confiança e intimidade. A preparação do local com antecedência, de modo a comunicar o tema, é algo que ajuda o grupo a concentrar. Um canto, ligado ao tema, uma saudação alegre. A pessoa que anima diz algumas palavras que sintetizem o objetivo do encontro/reunião para que todos/as vão se apropriando do tema.

2. Relembrando o encontro anterior - É o lugar da memória do grupo. Lembrar os pontos mais importantes que foram tratados, lembrar as decisões tomadas e cobrar as atividades que foram distribuídas entre os membros do grupo.

3. Olhando a nossa realidade - Considerar que a reunião parte da vida concreta dos jovens, situar no ambiente onde vive (escola, bairro, zona rural, indígena, ribeirinha, universidade e as demais situações que vêm os jovens). É o momento de perceber, ou “tirar a trave do olho”.

a. Técnica/exercício - A tarefa deste momento e provocar um tema, um conteúdo a partir de uma dinâmica em que todos/as o(a)s participantes possam ser envolvidos.
b. Aprofundando o resultado da ténica/exercício - o primeiro momento é dedicado a escutar os sentimentos vividos e o segundo momento o que aprendemos com o exercício vivido? Importante anotar as descobertas feitas a partir do tema trabalhado.

4. Confronto com a vida de Jesus/Palavra de Deus 

a. É um momento de estudo e depois de confronto das atitudes de Jesus diante de um fato semelhante ao vivido pelo jovem. A iluminação bíblica ajuda para assumir em sua vida a mística cristã, os valores evangélicos.
b. Não é uma tarefa fácil. É preciso uma pesquisa anterior sobre o texto lido, ou algumas indicações que ajudem a aprofundar e a estudar o texto sugerido.

5. Assumindo o compromisso com a vida nova - Considerar o caminho percorrido dos/as participantes, propor atitudes a serem cultivadas no grupo e como grupo na semana. Tratar de ver a realidade, perceber nela os apelos de Jesus e do seu Reino para assumir uma atitude nova, cristã. Ir construindo seu Projeto de Vida pessoal em sintonia com o Projeto de Jesus.

a. É o momento de tomar postura frente à realidade como grupo. Considerar desde atitudes pessoais e ações grupais.

6. Celebrar a vida - oração - Celebrar o que foi descoberto, experimentado torna-se oração. É o momento de contemplação do Amor de Deus para com a humanidade. Este momento não pode ser um ato mecânico de rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria. Despertar o gosto pela oração. Não ser longa. Ser criativa.

7. Avaliar rever a renião - Perceber com o grupo se o objetivo foi alcançado, retomar como grupo as ações assumidas e não assumidas na vida das pessoas e perceber outros recursos para ajudar a tornar a reunião sempre mais agradável.

8. Preparar o próximo encontro - É o momento de recordar o grupo o plano do grupo para o mês, distribuir as tarefas, informar sobre a vida da comunidade mais ampla e outras informações e despedidas.


Fonte: Adaptação do Roteiro de Como Iniciar um grupo de jovens, volume 1 CAJU.

Definindo conceitos no Grupo de Jovens

a) Participação

     “A pessoa faz história tomando parte na definição dos rumos e na construção de uma nova sociedade. Na perspetiva cristã, o indivíduo é chamado a orientar-se e a comprometer-se para ser mais humano. Assumir-se sujeito e participar e comprometer-se com as decisões e ações no processo histórico.

     “A participação do maior número no máximo de responsabilidade não é somente uma garantia de eficácia coletiva; ela é também uma condição de felicidade individual, uma tomada de poder cotidiano sobre o destino. Não se trata mais para o cidadão de delegar seus poderes, mas de exercer, em todos os níveis da vida social e em todas as etapas da vida” Faure.

     O planejamento participativo... “é um processo em que as pessoas realmente participam porque a elas são entregues não só as decisões específicas, mas os próprios rumos que se deve imprimir à escola. Os diversos saberes são valorizados, cada pessoa se sente costrutora - e realmente o é - de um todo que vai fazendo sentindo à medida em que a reflexão atinge a prática e esta vai esclarecendo a compreensão, e à medida em que os resultados práticos são alcançados em determinados rumos” Gandim.

b) O que é planejar?

     O planejamento relaciona-se com a vida diária do homem. Vive-se planejando. De uma forma ou de outra, de uma maneira empírica ou científica, o homem planeja. Sempre que se buscam determinados fins, relacionam-se alguns meios necessários para atingi-los. Isto, de certa froma, é planejamento.

a) planejar é transformar a realidade numa direção escolhida;
b) planejar é organizar a própria ação (de grupo, sobretudo);
c) planejar é implantar um processo de intervenção na realidade;
d) planejar é agir racionalmente;
e) planejar é dar clareza e precisão à própria ação (de grupo sobretudo);
f) planejar é explicitar os fundamentos da ação do grupo;
g) planejar é realizar um conjunto de ações, proposta para aproximar uma realidade um ideal;
h) planejar é pôr em ação um conjunto de técnicas para racionalizar a ação.

O que é um planejamento?
     Planejamento é um processo de tomada de decisões. Processo significa uma série de ações, de reuniões, discussões, reflexões e decisões envolvendo todos os participantes do grupo, setor ou serviço que planeja. É pensar ANTES, DURANTE e DEPOIS.

     Planejamento é o processo de tomada de decisões sobre o trabalho a ser feito. Não se faz numa reunião. Ele começa bem antes de se registrar qualquer coisa por escrito e não termina depois que elaboramos um plano de ação. Esse processo acompanha todo o trabalho e vai indicando caminhos o tempo inteiro.

O que é um plano
     Plano é o registro por escrito das motivações e tomadas de decisões para dar andamento ao trabalho. O plano pode ser modificado se, no decorrer do processo de planejamento, for percebido uma necessidade de correção das decisões anteriores.

O que é ação
     Ação é o ato de interferir na realidade. Este ato de interferir na realidade pode ser planejado ou não. No primeiro caso nós teremos uma açao que tem tudo para ser eficaz e que provocará transformações. No segundo caso teremos um simples ativismo, que certamente não vai levar a nada. Pelo contrário, vai deixar todo mundo iludido de ter feito uma coisa boa. O essencial é a ação refletida, executada e avaliada.

Planejamento
Pastoral/comunitário/acompanhamento

1. Descreva a situação do grupo que você acompanha.
a) Número de participantes;
b) Tempo de existência;
c) Como são os participantes (cidade, comportamento, compromisso, interesse);
d) Quem os acompanha no grupo;
e) Existe preparação das reuniões? como?

2. Olhando para a realidade do grupo descreva que resultados você espera alcançar daqui a um ano?

3. Diante desta realidade descreva as cinco maiores dificuldades.

4. Quais são as necessidades que estas dificuldades apontam?

5. Priorize uma necessidade para planejar.

6. Passos - O que? Como? Quando? Onde?

7. Como será divulgado e partilhado este projeto?

8. Como será o processo de planejamento?

Elaboração: Equipe da Casa da Juventude Pe. Burnier, Goiânia, GO.
(Adaptação do roteiro de como iniciar um grupo de jovens, volume 1, CAJU).

O Jovem cresce no grupo

Além de amor e da opção pelos jovens, expressos em documentos da Igreja latino-americana, é necessário saber como convocar, reunir e o que fazer para que o grupo de jovens caminhe. O que presupõe um jeito de trabalhar as várias etapas pelas quais passam os jovens e, que não podem ser queimadas. O ponto de partida são as necessidades sentidas no contato com a realidade.

     O eixo da Pastoral da Juventude (PJ) são os pequenos grupos de base. Estes grupos que criam laços, confrontam a vida com o evangelho e formam lideranças jovens para o engajamento na Igreja e na sociedade.

     Esta foi a metodologia usada pelo próprio Jesus Cristo. Não deixando de trabalhar com a multidão, ele dedicou-se à formação dos discípulos, especialmente dos doze.

Pequenos grupos

     O grupo de base (oito a 20 participantes) proporciona uma melhor participação, amizade e partilha de vida, incentiva o trabalho de cada um e favorece a formação integral do jovem. A formação acontece através de todas as atividades: trabalho, namoro, festa, estudo. Tudo tem que andar junto, contribuindo para o jovem crescer e ser feliz.

     No grupo, há momentos em que os jovens gostam de falar de si, de sua família, do trabalho, da escola, do lazer. Depois já estão preocupados com a comunidade e seus problemas, no compromisso com a mudança da sociedade. Por isso, uma formação integral apresenta a necessidade de uma pedagogia que engloba a vida toda do jovem, que atenda:

- a dimensão afetiva, ajudando a ser pessoa;
- a dimensão social; integrando o jovem no grupo e na comunidade;
- a dimensão espiritual, ajudando a crescer na fé;
- a dimensão política, desenvolvendo o senso crítico e ajudando a tornar-se sujeito transformador da história;
- a dimensão técnica, capacitando para a liderança, planejamento e organização participativos.

Etapas a percorrer

     Para chegar a uma formação integral há que se percorrer etapas, dar passos numa caminhada que acontece no grupo e fora dele.

     A primeira etapa é a “infância do grupo”. É a descoberta da própria situação e das relações entre as pessoas.

     O grupo amadurece um pouco e chega à “adolescência”. Começa a olhar para fora e realiza a descoberta da comunidade, dos problemas sociais e da importância da organização.

     A “juventude” do grupo acontece quando, aprofundando sua ação e reflexão, o jovem realiza a descoberta da sociedade e da dimensão política e social da fé, comprometendo-se com a transformação da sociedade.

     A formação integral, educação na fé, é um processo que se desenvolve através da formação na ação. A própria ação deve criar a necessidade da busca de conteúdo.

     O desafio está em construir uma pastoral de pequenos grupos e, ao mesmo tempo, a necessidade de momentos/encontros de massa, importantes na motivação, animação dos jovens e nucleação de novos grupos. A PJ não tem a pretensão de atingir todo mundo, mas quer ser fundamento de uma proposta de vida e esperança para os jovens.

     É importante que os grupos de uma mesma paróquia, as paróquias de uma mesma área, as áreas de uma mesma diocese, as dioceses de um mesmo regional se encontrem para crescer juntos e construir uma Pastoral da Juventude organizada e ser testemunho de um novo jeito de viver e expressar a nossa fé.


QUESTÕES PARA DEBATE

1 - O que é preciso ser feito para começar bem um grupo de jovens?
2 - Quantos participantes deve ter um grupo para funcionar bem?
3 - Que pedagogia é adequada para quem trabalha com grupo de jovens? O que é precisa levar em conta?
4 - Para que servem os grupos de jovens? Os grupos são um espaço legal para os jovens?


Rui Antonio de Souza,
Artigo publicado na edição 250, abril de 1994, página 11.

A formação do grupo de jovens


     A educação na fé é um processo. Ter consciência do processo em suas diferentes dimensões e etapas, é uma necessidade para todos que desejam organizar grupos de jovens, para a evangelização das juventudes. O jovem que ingressa no grupo pode percorrer estas etapas:

Nucleação

     É ponto de partida do jovem no grupo. A conquista e o processo de cativar. O que o nucleado deseja? É alguém que deseja descobrir os valores e os dons que possui. Quer que quem o convida, o valoriza e que o grupo ao qual é convidado seja amigo, onde possa sentir-se livre e possa expressar seus anseios e desejos. Ele quer ser valorizado pelo nome e pela sua história. Assuntos importantes são a amizade e o namoro.

Técnicas possíveis nesta etapa:

- Organização das reuniões, não deixando de ajudar, marcando o local do encontro, envolvendo o pessoal na preparação.
- Valorização da vida pessoal e grupal, levando as pessoas a se desinibirem.
- Utilização de festas, passeios, compromisos fora das reuniões, refeições coletivas, trabalho de mensagens musicais, celebração de aniversários, serenatas, retiros.
- Apresentação de um Jesus amigo, que teve um grupo, valorizando símbolos e gestos nas orações, ajudando para que a vida da amizade se torne uma espécie de música.
- Visita a outros grupos.

Iniciação

1º momento: a infância

     É o primeiro momento da vida de um grupo. O que o jovem deseja? Ele quer ser autovalorizado e aceito para melhor relacionar-se consigo mesmo, com os outros e assim engarjar-se no crescimento da fé. Deseja desenvolver-se e ser percebido como alguém que colabora na transformação da sociedade. Anseia ser acolhido com dignidade e na amizade, sonhando com um ambiente de diálogo, onde possa manter essa amizade com relacionamentos livres.

Técnicas possíveis neste momento:

- Levar o jovem a ler.
- Utilizar diversos meios que o levem a se desinibir e desenvolver formas de expressão (teatro, música, dança, mensagens...)
- Desenvolver atividades grupais e pequenas tarefas na comunidade.
- Fomentar celebrações movimentadas e vibrantes, com símbolos, expressão do corpo, aproveitando a natureza.

2º momento: adolescência

     Trata-se de um grupo que já tem vida há certo tempo. O que o jovem deseja?
Continua valento o que se falou da infância. Acrescenta-se, no entanto, o despertar da questão da afetividade e da sexualidade. Amadurece o senso de liberdade e a vontade de saber mais sobre liderança. Claro que a amizade e a solidariedade, como anseio, prosseguem. Assim como gosta de lazer, o jovem é curioso por exercícios de autoconhecimento e autocontrole. Agradam-lhe celebrações participativas, esporte, visitas para conhecer a realidade, executar e planejar tarefas.

Técnicas possíveis neste momento:

- Painéis, debates e palestras (análise da conjuntura, bíblia e história da PJ).
- Análise de programas e propagandas dos Meios de Comunicação Social.
- Celebrações envolventes, levando à experiência de Deus e ao conhecimento da proposta de Jesus Cristo.
- Dinâmicas de integração.
- Reuniões nas casas dos membros do grupo.
- Retiros, encenações, teatro, música, dança.

3º momento: Juventude

Imagina-se um grupo de iniciantes numa fase já mais avançada. O que o jovem deseja? O jovem, aqui, quer ser útil e ter uma ação concreta dentro do seu meio e na sociedade. Quer ser respeitado e exige respeito dos outros, principalmente dos mais pobres. Além de falar de si, quer descobrir-se e descobrir sua vocação. Está em busca, igualmente, de um amadurecimento político.

Técnicas possíveis neste momento:

- Amadurecer formas de o jovem, no grupo, procurar pistas planejadas de ação.
- Trata-se de investir na formação técnica a partir da própria organização deles. Fundamental o trabalho de planejamento e avaliação.
- Organizar momentos delebrativos fortes de sua fé como vigília, retiro, caminhadas.
- Realizar cursos e treinamentos de capacitação técnica e fazer com que o grupo viva a Revisão de Vida e de Prática.
- Formas de engajamento nos movimentos populares, sindicatos, movimento estudantil e ações concretas na comunidade eclesial.


QUESTÕES PARA DEBATE

1 - Quais os momentos da formação de um grupo de jovens?
2 - Que técnicas importantes devem ser observadas em cada momento?
3 - O que é importante para o jovem em cada momento do grupo?


Equipe do Instituto de Pastoral de Juventude (IPJ),
Site na internet: http://www.ipjdepoa.org.br
Artigo publicado na edição 259, abril de 1995, página 15.

Como fazer um grupo de jovens?

  “Eu não sou você. Você não é eu. Mas somos um grupo, enquanto somos capazes de, diferenciadamente, eu ser eu, vivendo com você e você ser você, vivendo comigo.”

     O que é grupo de jovens cristãos de Pastoral da Juventude? Relembrando a nossa experiência, a primeira idéia era de um lugar com muitos jovens animados, acolhedores, que falava do evangelho e animava as missas e a comunidade (gincanas, mutirões, festas, festivais, teatros).

     Foi isso que vimos e que nos deixou curiosos e desejosos de fazer parte. Mas quando entramos, descobrimos que tinha algo "a mais"! Era exigente, tinha tarefas, brigas, muita reza, treinamentos, estudo. Tempos depois fomos sentindo que sabíamos e aprendíamos coisas que não se falava na escola ou na família e isso era bom. Descobrimos então que era também lugar de crescimento.

Como iniciar um grupo?

     Tempos (anos) depois nos deparamos com esse desafio. A primeira coisa que fizemos foi ir ver por que queríamos um grupo? Para quem seria o grupo, o local que se encontraria, o horário de funcionamento, o que discutir, viver, experimentar. A animação era total, mas faltava o principal: "os jovens".

     Quem convidar, onde, como? A turma que ajudou a pensar todos esses passos citados logo teve algumas idéias. foi nesta hora que quase desistimos.
Veja algumas das sugestões: "vamos fazer convite na missa"; outro dizia: "Na crisma é um lugar legal também, lá tem muitos jovens". Um outro mais xereta veio logo dizendo: "Isso eu já fiz e veio um tiquim de gente, foi um desânimo só.

     Algumas pessoas disseram que foi porque eu não dei muita graça na hora dos avisos finais". Por causa dessas faltas decidimos, durante três meses percorrer caminhos diferentes:

1. Realizar uma tarde de lazer onde todos os jovens pudessem participar;

2. Convidamos nas missas depois de fazer um lindo teatro sobre a vida dos jovens;

3. Colocamos cartazes e fizemos convites e os distribuímos em turmas e pessoalmente nas escolas, campo de futebol, sorveterias, praças. Foi um trabalho enorme, mas veio muita gente;

4. Convidamos depois todos os que vieram para voltar 15 dias depois para uma celebração jovem, e depois para outro dia de reflexão, festa junina. Percebemos que um grupo fixo de pessoas estava sempre presente. Foi aí que convidamos estes para formar um grupo de jovens.

     Mais uma vez outro xereta pergunta: "para que isso? Grupo de jovens serve para quê?" Tivemos então que buscar novamente as respostas:

- Serve para fazer várias coisas legais e que nos preenchem como jovens e como pessoas humanas.


- É um lugar jóia para fazer novas amizades, contar coisas da vida, partilhar os desejos e sonhos, encontrar amores, poder ajudar as pessoas necessitadas, animar a comunidade, dando um rosto jovem e alegre a ela.


- Viver em grupo é muito bom. É algo natural, faz parte da gente.
- Grupo geralmente é um espaço que nos ajuda na descoberta das outras pessoas e da gente mesmo.


- Grupo é lugar de exercitar a fala, a opinião, o silêncio, defender pontos de vista.
- Portanto, lugar de descobrir, de ter objetivos mútuos, de respeitar as diferenças, construir a identidade.

A construção do grupo

     Um grupo se constrói através da constância da presença de seus elementos na rotina e de suas atividades.

     Um grupo se constrói no espaço heterogêneo das diferenças entre cada participante:

- da timidez de um, do afobamento do outro; da serenidade de um, da explosão do outro; do pânico de um, da sensatez do outro; da seriedade desconfiada de um, da ousadia do risco do outro; da mudez de um, da tagarelice de outro; do riso fechado de um, da gargalhada debochada do outro; dos olhos miúdos de um, dos olhos esbugalhados do outro; da lividez de um, do encarnamento do rosto do outro. Um grupo se constrói construindo vínculo com a autoridade e entre iguais. Um grupo se constrói na cumplicidade do riso, da raiva, do choro, do medo, do ódio, da felicidade e do prazer.

     Vida de grupo dá muito trabalho e muito prazer porque eu não construo nada sozinho, tropeço a cada instante com os limites do outro e os meus próprios, na construção da vida, do conhecimento, da nossa história.

     Quem acompanha e coordena um grupo deve ter uma idéia do "processo de formação grupal" (caminho) que esse grupo vai fazer. Assim ele(a) garantirá que o grupo em um espaço de tempo seja não só convocado (chamado), mas também conheça a sua própria situação, descubra a comunidade, perceba como é a sociedade, a conjuntura maior que o cerca e como cada pessoa pode interferir e principalmente que essa militância contribua para definir, perceber sua vocação e seu projeto de vida.

     Assim o caminho será feito e todos(as) poderão cantar: "por isso vem, entra na roda com a gente, também você é muito importante, vem!"


Vanildes Gonçalves dos Santos e Lourival Rodrigues da Silva,
Artigo publicado na edição 294, março de 1999, página 5.

Para ser um bom Grupo de Jovens

  “O grupo de jovens é um espaço de crescimento do jovem na fé e na participação social. Para ser um bom grupo é preciso criar um ambiente acolhedor, onde os jovens possam fazer uma caminhada organizada até alcançar seus objetivos. As dinâmicas facilitam e tornam mais alegre este processo.

Apresentamos aqui 10 pistas para um bom grupo de jovens:

1. É bom que seja um grupo pequeno (10-15 jovens), para que todos possam se conhecer bem, ser amigos e participar de tudo.

2. Que todos vivam no mesmo bairro, participem da mesma comunidade ou, então, que vivam uma mesma situação e atuem no mesmo meio (colégio, roça etc.) ou interesse (teatro, movimento popular...)

3. Que seja um grupo fixo, de jovens que queiram fazer uma caminhada de crescimento em conjunto (evitando a entrada e saída de gente). Que seja um grupo acolhedor, alegre, unido, para que todos se sintam bem.

4. Que tenha uma organização míinima, com planejamento de sua caminhada, preparação das reuniões e outras atividades, divisão de tarefas entre todos, garantindo a participação democrática.

5. Que esteja disposto a refletir a vida à luz do Evangelho, aprofundando o conhecimento e vivência da fé, na Igreja, e a atuar de modo transformador na sua realidade.

6. Que na sua vida de grupo e na sua caminhada de formação procure desenvolver de forma equilibrada todas as dimensões da formação integral do jovem: pessoal, social, política, espiritual e técnica. E que equilibre reflexão, ação, oração e lazer.

7. Que esteja ligado aos demais grupos e à organização de pastoral da juventude de sua paróquia e diocese, levando e recebendo informações e experiências, participando das atividades comuns...

8. Que acompanhe a caminhada da Pastoral da Juventude do Brasil, assinando o jornal "Juventude", adquirindo os subsídios para grupos e para o Dia Nacional da Juventude.

9. Que esteja bem plantado na sua realidade, descobrindo as necessidades e oportunidades de ação e atuando na sua comunidade ou ambiente, junto com outros.

10. Que esteja preocupado com a evangelização de outros jovens, sendo testemunho e fermento no meio deles, promovendo atividades que os desperte e motive para a vivência comunitária. E que esteja disposto a apoiar o nascimento de outros frupos (e não a trazer gente para o seu grupo.


QUESTÕES PARA DEBATE

1 - O que você acha dessas pistas para ser um bom grupo? Discorda de alguma? Por que? E que outras pistas você acrescentaria?
2 - À luz desse quadro, como você avalia o seu grupo? O que está faltando para ele ser um bom grupo? Como vocês podem preencher essa falta?


Dinâmica Caça ao Tesouro

Objetivo: ajudar as pessoas a memorizarem os nomes umas das outras, desinibir, facilitar a identificação entre pessoas parecidas.

Para quantas pessoas: cerca de 20 pessoas. Se for um grupo maior, é interessante aumentar o número de questões propostas.

Material necessário: uma folha com o questionário e um lápis ou caneta para cada um.

Descrição da dinâmica: o coordenador explica aos participantes que agora se inicia um momento em que todos terão a grande chance de se conhecerem. A partir da lista de descrições, cada um deve encontrar uma pessoa que se encaixe em cada item e pedir a ela que assine o nome na lacuna.

1. Alguém com a mesma cor de olhos que os seus;
2. Alguém que viva numa casa sem fumantes;
3. Alguém que já tenha morado em outra cidade;
4. Alguém cujo primeiro nome tenha mais de seis letras;
5. Alguém que use óculos;
6. Alguém que esteja com uma camiseta da mesma cor que a sua;
7. Alguém que goste de verde-abacate;
8. Alguém que tenha a mesma idade que você;
9. Alguém que esteja de meias azuis;
10. Alguém que tenha um animal de estimação (qual?).

     Pode-se aumentar a quantidade de questões ou reformular estas, dependendo do tipo e do tamanho do grupo.

Obs.: A dinâmica foi tirada do subsídio “Dinâmica em Fichas” - Centro de Capacitação da Juventude (CCJ) - São Paulo - F: (011) 917-1425.


Florisvaldo Orlando,
Artigo publicado na edição 276, março de 1997, página 18.

Grupo de jovens: um trabalho prático


 Muitos grupos de jovens não levam suas reflexões a uma ação prática. O grupo vai ficando só na teoria e acaba se esvaziando, perdendo o sentido. Mas, é possível fazer coisas conseqüentes, como mostra a experiência de um grupo de Cariacica, ES.

     Em 1992, a partir da Pastoral da Juventude da Comunidade de São Geraldo, alguns jovens formaram um grupo e começaram a estudar. Quando o Grupo de Estudos de São Geraldo nasceu, ele surgiu como uma ação concreta da Pastoral da Juventude da comunidade.

     O Grupo de Estudos era parte do Grupo de Jovens, que o coordenava através da Equipe de Orientação Para a Vida, cujo objetivo era orientar os jovens do grupo com relação a estudos, profissão, convivência social e política.

     Os jovens do grupo, percebendo as dificuldades com que os filhos dos trabalhadores da comunidade viviam e tendo vontade de possuir um curso superior, iniciou-se uma reflexão sobre o papel social do grupo de jovens baseado nos valores do cristianismo, tornou-se necessário fazer algo que fosse concreto.

     Mas que não fosse assistencialismo e sim conforme as palavras de Jesus: “ensine-os a pescar”. então surge de fato uma proposta que foi colocada em prática pelos jovens que já freqüentavam a Universidade, que se colocaram à disposição para um trabalho voluntário e gratuito para monitorar durante o período de julho a dezembro de segunda a sexta-feira, nas seguintes áreas: Português, Matemática, História, Geografia e Biologia, conforme o programa oferecido aos estudantes pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Vestibular

     O Grupo de Estudos nasceu da necessidade que os jovens tinham de estudar e se preparar para o vestibular, mas não tinham condições de pagar cursinho pré-vestibular e para que esses jovens pudessem disputar em melhores condições com a burguesia as poucas vagas oferecidas pela UFES. 

     Nasceu também com o objetivo de contestar o sistema privado de educação, representado pelos cursinhos, que distancia cada vez mais os jovens trabalhadores da possibilidade de ter acesso ao ensino superior. Contestar o próprio vestibular como forma de acesso à Universidade, pois é discriminatório e excludente. Acreditamos que a universidade é um direito de todos. O acesso deveria ser livre para quem estivesse interessado em cursar uma faculdade.

     Por fim, queremos afirmar que apoiamos o ensino público e de qualidade em todos os níveis e ainda provar que é possível para pessoas menos favorecidas poder e dever lutar ter acesso à universidade pública.

Novos objetivos

     Com o passar do tempo, o Grupo de Estudos cresceu e surgiram novos objetivos. Em 1995, para melhor representar esses objetivos, o grupo passou a ser denominado CEPUL (Centro de Estudos Populares Universidade Livre). Este ano será transformada em uma ONG (Organização Não-Governamental), passando a ser um centro de geração e disseminação de cultura e conhecimento, com uma proposta alternativa de educação popular, que atuará de várias formas.

     O CEPUL não é um cursinho pré-vestibular. É o estudante que se reúne, forma grupos de estudos, debate entre si os conteúdos e depois leva aos monitores suas dúvidas, construindo juntos o conhecimento.

     Todas as atividades desenvolvidas no CEPUL são voluntárias e sem remuneração. As despesas são pagas com a contribuição única de 20% do salário mínimo vigente no período de início das atividades.


QUESTÕES PARA DEBATE

1 - Como o grupo de jovens desenvolve a reflexão em relação aos problemas concretos da comunidade?

2 - Partindo do exemplo do CEPUL, que boas atividades podem ser desenvolvidas pelo grupo?


Jorge Luiz Davel,
Artigo publicado na edição 273, setembro de 1996, página 9.


Catequese, casa de iniciação à vida cristã.

Ao longo da história da salvação Deus se comunica com o ser humano, e este por sua vez, responde com a sua fé. Deus dá testemunho de si mesmo, pela palavra comunica-se ao homem. O escutar indica a primeira atitude do homem ante a comunicação de Deus, e assim a palavra ouvida deve ser assimilada pela fé, numa entrega de todo o ser, como o fizeram diversas figuras bíblicas, Abraão, Isaac, Jacó, Moisés etc.

Percebemos, portanto, que esta comunicação de Deus é essencialmente interpessoal, pois antes que manifestação de alguma coisa é manifestação de Alguém a alguém. Nesta relação entre Deus e o homem, o pecado será recusar-se a escutar, não responder aos apelos do Senhor, endurecer o coração.


Nesta perspectiva, a catequese tem uma fundamental importância, deve fazer ecoar a Palavra de Deus, e fazer o homem enxergar a realidade a partir da interioridade. Por isso, a necessidade de uma catequese bem organizada, que respeite as exigências e os limites de cada destinatário. Pois a tarefa da catequese é despertar a conversão até um amadurecimento da fé. Para isso, a Bíblia meditada é de suma importância, pois ela ao ser comunicada deve levar aquele que escuta a uma experiência com o Cristo.


Portanto, nossa catequese deve ser uma verdadeira e autentica experiência com a Pessoa de Jesus Cristo. E assim deixar que ele se manifeste em nossas atitudes e palavras. Mas para isso, é preciso desenvolver, em nossas comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro pessoal e prazeroso com O Cristo., ou seja, nos tornarmos uma Igreja, casa da Iniciação à vida cristã.



Fonte: Pe. Alixandre Soares
Coordenador Diocesano de Patos - PB
http://fazeiressoar.blogspot.com/

Abre o teu coração à novidade de Deus.


O Senhor vem ao teu encontro de modo sempre novo.
Pode não parecer, podes até sentir que a tua oração é uma rotina sem princípio nem fim, mas a verdade é que Deus nunca se repete… tu é que te repetes constantemente.
Abre o teu coração à novidade de Deus.
Deixa que Ele te mostre caminhos novos no interior das tuas rotinas.
E com esta disponibilidade para acolher o Senhor, começa o teu dia.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vamos hoje pedir sabedoria a Deus?


Muitas coisas na vida são importantes, mas poucas são essenciais. Algo de essencial, que não nos pode faltar em nenhum momento, é a sabedoria para que saibamos como agir corretamente em cada situação, das mais simples às mais complexas. Talvez você esteja se perguntando: Como posso adquiri-la? A própria Palavra do Senhor nos responde: “Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e lhe será dada” (Tg 1,5).

Obrigada, Jesus, porque a Sua bondade nos sustenta em todos os momentos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Catequese do Papa Bento XVI no dia 15/02/2012

"Por mais que sejam duras as provas, difíceis os problemas, não cairemos mais fora das mãos de Deus, aqueles mãos que nos criaram, nos sustentam e nos acompanham no caminho da existência, guiados por um amor infinito e fiel"


Bento XVI em sua catequese no dia 15/02/2012

Catequese do Papa Bento XVI no dia 15/02/2012


"Jesus que pede ao Pai para perdoar aqueles que o estão crucificando, nos convida ao difícil gesto de rezar também por aqueles que nos prejudicaram, sabendo perdoar sempre, a fim que a luz de Deus possa iluminar o coração deles, e nos convida a viver, na nossa oraççao, a mesma atitude de misericórdia e amor".

Pecados Capitais

PECADOS CAPITAIS: É um tema muuuuito importante pois são eles que dão origem a todos os outros pecados. Todos os pecados que cometemos são sempre uma variação de um dos pecados capitais, ou ainda, uma combinação de mais de um pecado capital. Aqui estão explicados de forma simples cada um deles e tem as passagens bíblicas que vão te ajudar a entender melhor:
1. Soberba ou Orgulho: quando nos achamos melhor que todo mundo, não respeitando o próximo e passando por cima de tudo e de todos. Você se torna o seu próprio Deus pois a glória de tudo o que você faz sempre vai para você mesmo.(Eclo 10,15; Romanos 3,27; Gálatas 6,4; Mateus 18,3)
2- Luxúria: apego aos prazeres sexuais. Sua vida passa a girar em torno do sexo. Se você vê um homem/mulher já pensa em sexo. Como exemplo da luxúria podemos citar: o adultério (traição) e a fornicação (sexo fora do casamento), cobiçar a mulher/homem do próximo, a masturbação, o homossexualismo e lesbianismo, a zoofilia (sexo com animais). (2Pedro 2,13; Levítico 18, 20.22; Êxodo 20,17; Mateus 5,27; 1Coríntios 6,15; Gênesis 38,9-10)
3. Avareza: é o amor ao dinheiro. O dinheiro passa a ser tudo para você e você acredita que com o dinheiro pode fazer tudo e comprar tudo, inclusive as pessoas. Seu deus se torna o dinheiro. (Mt 6,24; 1Timóteo 6,10; Marcos 10,21-22; João 12,5-6)
4. Ira: quando brigamos a toda hora e com qualquer pessoa mesmo sem ter motivo. Quando guardamos mágoa ou rancor por alguém e não perdoamos como Jesus nos manda. (Mt 5,22; 21,12; 23,27)
5. Gula: quando comemos até não agüentar mais, chegando até mesmo a passar mal. Quando já saciamos nossa fome mas comemos o bife do outro deixando-o sem comida. (Filipenses 3,19; Isaías 5,11)
6. Inveja: quando queremos ter algo igual só porque o outro tem, é o famoso “olho gordo”. Não consigo em alegrar com as vitórias e conquistas do outro (Sabedoria 2,24; Gênesis 4,1-16; Mateus 10,42-43; 20,1-16; Gênesis 37,4; 1Samuel 18,6-16)
7. Preguiça: quando temos todo tempo do mundo a nossa disposição e mesmo assim deixamos de fazer as boas coisas em função de Deus e do próximo. (Eclesiástico 33,28-29; Provérbios 24,30-31; Ezequiel 16,49; Mt 20,6)
Tomemos todo cuidado com esses pecados que nos rondam o tempo todo e que acabam nos afastando de Deus, da nossa liberdade e da verdadeira felicidade.
Bem da Hora - Canção Nova

Quer ser Santo? Pratique as virtudes capitais!



As VIRTUDES, são as armas para lutarmos contra os PECADOS CAPITAIS, elas são decisões diárias, firmes de praticarmos o que é bom e assim nos tornarmos pessoas boas, verdadeiros cristãos.


* CASTIDADE: se opõe ao pecado da Luxúria.  É cultivar a pureza de pensamento, sentimentos e atitudes. Não ceder às tentações na área da sexualidade. Nosso corpo precisa glorificar a Deus.



* GENEROSIDADE: se opõe a avareza. É o desprendimento, dar sem esperar receber nada em troca. Pessoa que consegue se desprender dos bens materiais, desinteressada em possuir.

* TEMPERANÇA: opõe ao pecado da gula. É o auto-controle, pessoa que sabe dominar suas vontades, sabe comer com moderação. A temperança também se aplica ao falar ao agir, em tudo isso precisamos ser equilibrados. Quando conseguimos controlar a gula, conseguimos refrear os outros sentidos também.

*DILIGÊNCIA: se opõe ao pecado da preguiça. Essa virtude significa presteza, atitude, força, garra para fazer o bem.

* PACIENCIA OU MANSIDÃO: se opõe ao pecado da Ira. Também podemos usar o PERDÃO. A mansidão é a melhor forma de combater o mal e a violência. O mundo diz: “bateu, levou!” mas Jesus ensina: “Amai os vossos inimigos!”


* CARIDADE OU BENEVOLÊNCIA: se opõe ao pecado da inveja. Cultivar a compaixão, a simpatia e amizade, desejando e fazendo ao outro todo bem possível.

    * HUMILDADE: se opõe ao pecado da soberba o pior de todos os pecados, pois nele a pessoa se vê como centro e fonte de tudo, superior aos outros e até a Deus. Com a humildade a pessoa reconhece seu nada, “nada sou e nada posso sem Deus”, foi pela humildade de Cristo que se venceu a soberba do demônio. Não há santidade sem HUMILDADE!

    Agora que você já conhece as Virtudes, pode identificar qual é a sua maior virtude e em que ponto você precisa melhorar. Deixe seu comentário contando-nos como está sua luta pela santidade. Essa luta sim, pode fazer o mundo melhor!
    Bem da Hora