quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Catequese de Bento XVI sobre o Salmo 109 (110) - 16/11/2011


CATEQUESE
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 16 de novembro de 2011


Caros irmãos e irmãs,
Gostaria hoje de terminar as minhas catequeses sobre a oração do Saltério meditando um dos mais famosos "salmos reais", um Salmo que Jesus mesmo citou e que os autores do Novo testamento o usaram amplamente e o leram fazendo referência ao Messias, a Cristo. Se trata do Salmo 110 segundo a tradição hebraica, 109, segundo a tradição greco-latina; um Salmo muito amado pela Igreja antiga e pelos fiéis de todos os tempos. Esta oração estava talvez ligada à entronização de um rei davídico, todavia, o seu sentido vai além da específica contingência do fato histórico abrindo-se a dimensões mais amplas e tornando-se assim a celebração do Messias vitorioso, glorificado à direita de Deus.

O Salmos inicia com uma declaração solene:

Oráculo do Senhor ao meu Senhor: Sente-se à minha direita, afim que eu coloque os teus inimigos sob o escabelo dos seus pés"

O próprio Deus entroniza o rei na glória, fazendo-o sentar-se à sua direita, um sinal de grandíssima honra e de absoluto privilégio. O rei é admitido em tal modo que participa do senhorio divino, do qual é mediador junto ao povo. Tal senhorio do rei se concretiza também na vitória sobre os adversários, que vem colocados aos pés do próprio Deus, a vitória sobre os inimigos é do Senhor, mas o rei se fez participante e o seu triunfo se torna testemunho e sinal do poder divino.

A glorificação real, expressa no início do Salmo, foi elevada no novo testamento como profecia messiânica, por isto, o versículo é entre os mais usados pelos autores neotestamentários como citação explícita ou como alusão. Jesus mesmo mencionou este versículo a propósito do Messias, para mostrar que o Messias é mais que Davi, é o Senhor de Davi. E Pedro, o retoma no seu discurso em Pentecostes, anunciando que na ressurreição de Cristo se realiza esta entronização do rei.Cristo está à direita do pai, participa do senhorio de Deus no mundo. É o Cristo, de fato, o Senhor entronizado, o Filho do homem sentado à direita de Deus que vem sobre a nuvens do céu, como Jesus mesmo se define durante o processo diante do Sinédrio. É Ele o verdadeiro rei que com a ressurreição entrou na glória à direita de Deus, feito superior aos anjos, sentado nos céus acima de todas as potências e com todos os adversários sob seus pés, até que a última inimiga, a morte, seja por ele definitivamente derrotada. E se entende logo que este rei que está à direita de Deus participa do seu senhorio, não é um desses homens sucessores de Davi, mas o novo Davi, o Filho de Deus que venceu a morte e participa realmente da glória de Deus. É o nosso rei, que nos dá também a vida eterna.

Entre o rei celebrado pelo nosso salmo e Deus existe uma grande relação; os dois governam juntos um único governo, ao ponto que o Salmista pode afirmar que é Deus mesmo a estender o cetro do soberano dando-lhe a tarega de dominar sobre os seus adversários, como recita o versículo 2:

"O Senhor estenderá desde Sião teu cetro poderoso: "Dominarás, disse ele, até no meio dos teus inimigos".

O exercício do poder é um encargo que o rei recebe diretamente do Senhor, uma responsabilidade que deve viver na dependência e na obediência, tornando-se assim, sinal em meio ao povo, da presença potente e providente de Deus. O domínio sobre os inimigos, a glória e a vitória são dons recebidos, que fazem do soberano um mediador do triunfo divino sobre o mal. Ele domina sobre os inimigos transformando-os, os vence com seu amor.

Por isso, no versículo seguinte, se celebra a grandeza do rei. O versículo 3, na realidade, apresenta algumas dificuldades de interpretação. No texto original hebraico se faz referência à convocação do exército, a qual o povo responde generosamente colocando-se ao redor do seu soberano no dia da sua coroação. A tradução grega que é do III-II século a.C, ao invés disso, faz referência à filiação divina do rei, ao seu nascimento ou geração da parte do Senhor, e é esta a escolha interpretativa de toda a tradição da Igreja, para qual o versículo soa no seguinte modo.

"No dia do teu nascimento, já possuis a realeza no explendor da santidade; semelhante ao orvalho, eu te gerei antes da aurora".

Com esta imagem sugestiva e enigmática termina a primeira estrofe do Salmo, o qual é seguido por um outro oráculo, que abre uma nova perspectiva, na linha de uma dimensão sacerdotal ligada à realeza. Recita o versículo 4:

O Senhor jurou e não se arrepende:
"Tu és sacerdote para sempre, segundo Melquisedeque".

Melquisedec era o sacerdote do rei de Salém e havia abençoado Abrãao e oferecido pão e vinho depois da vitoriosa campanha militar conduzida pelo patriarca para salvar o sobrinho Lot das mãos dos inimigos que o capturaram. Na figura de Melquisec, poder real e sacerdotal se encontram e agora vem proclamados pelo Senhor em uma declaração que promete eternidade: o rei celebrado pelo Salmo será sacerdote para sempre, mediador da presença divina em meio ao povo, através da benção que vem de Deus e que na ação litúrgica se encontra com a resposta abençoada do homem.

A carta aos hebreus faz uma referência explícita a este versículo e sobre esse centraliza todo o capítulo 7, elaborando a sua reflexão sobre o sacerdócio de Cristo Jesus, assim diz a carta aos hebreus à luz do Salmo 110 (109): 'Jesus é o verdadeiro e definitivo sacerdote, que leva ao cumprimento os tratados do sacerdócio de Melquisedeque tornando-os perfeitos'.

Melquisedeque, como diz a carta aos hebreus, não tinha pai, mãe e nem genealogia, é sacerdote, portanto, não segundo as regras da dinastia do sacerdócio levítico. Ele por isso, permanece 'sacerdote para sempre', prefiguração de Cristo, sumo sacerdote perfeito que não se tornou como tal segundo a lei prescrita pelo homens, mas pela potência de uma vida indestrutível. No Senhor Jesus ressucitado e elevado aos céus, que senta à direta de Deus, se atualiza a profecia do nosso Salmo e o sacerdócio de Melquisedeque é levado a cumprimento, porque sendo absoluto e eterno, se torna uma realidade que não conhece fim. E a oferta do pão e do vinho, realizada por Melquisedeque, encontra seu cumprimento no gesto eucarístico de jesus, que no pão e no vinho oferece a si mesmo e, vencida a morte, leva a vida a todos os fiéis. Sacerdote perene, santo, inocente, sem mancha, Ele, como diz ainda a carta aos hebreus, pode salvar prefeitamente aqueles que por meio dele se aproximaram de Deus; Ele, de fato, é sempre vivo para interceder a favor deles.

Depois deste oráculo divino do versículo 4, com seu solene juramento, a cena do Salmo muda e o poeta, voltando-se diretamente ao rei, proclama: "O Senhor está à tua direita". Se no versículo 1 era o rei a sentar-se à direita de Deus em sinal de sumo prestígio e de honra, agora é o Senhor a colocar-se à direita do soberano para protegê-lo como o escudo na batalha e salvá-lo de todo perigo. O rei está seguro, Deus é o senhor defensor e juntos combatem e vencem todo mal.
Se abrem assim, os versículos finais do Salmo com a visão do soberano triunfante que, apoiado pelo Senhor, tendo recebido DEle poder e glória, se opõe aos inimigos confundindo os adversários e julgando as nações. A cena é pintada com tintas fortes, para significar a dramaticidade do combate e a plenitude da vitória real. O soberano, protegido pelo Senhor, abate todos os obstáculos e procede seguro rumo à vitória. Nos diz: Sim, no mundo existe tanto mal, existe uma batalha permanente entre o bem e o mal, e parece que o mal é mais forte. Não, mais forte é o Senhor, o nosso verdadeiro rei e sacerdote Cristo, porque combate com toda a força de Deus e, apesar de todas as coisas que nos fazem duvidar do êxito positivo da história, vence Cristo e vence o bem, vence o amor e não o ódio.É aqui que se insere a sugestiva imagem com a qual se conclui o nosso Salmo, que também tem uma palavra enigmática:

"Beberá da corrente no caminho; por isso, erguerá a sua fronte"

Em meio à descrição da batalha, se mostra a figura do rei, que em um momento de trégua e de repoiuso, se coloca em uma torrente de água, encontrando nisso restauração e novo vigor, ao ponto de poder retomar o seu caminho triundante, com cabeça erguida, em sinal de definitiva vitória. É óbvio que esta palavra muito enigmática era um desafio para os padres da Igreja e para as diversas interpretações que se podiam dar. Assim, por exemplo, Santo agostinho diz: esta torrente é o ser humano, a humanidade, e Cristo bebeu desta fonte fazendo-se homem, e assim, entrando na humanidade do ser humano, elevou a sua cabeça e agora é o chefe do Corpo místico, é o nosso chefe, é o vencedor definitivo".

Caros amigos, seguindo a linha interpretativa do novo testamento, a tradição da Igreja levou em consideração este salmo como um dos mais significativos textos messiânicos. E, em modo eminente, os padres fizeram contínuas referências em chave cristológica: o rei cantado pelo salmista é, em definitiva, Cristo, o Messias que instaura o Reino de Deus e vence as potências do mundo, é o Verbo gerado pelo Pai, antes de toda criatura, antes da aurora, o Filho encarnado morto e ressuscitado que subiu aos céus, o sacerdote eterno, que, no mistério do pão e do vinho, doa a remissão dos pecados e a reconciliação com Deus, o rei que eleva a cabeça triunfando sobre a morte com a sua ressurreição. Bastaria recordar  mais uma vez o comentário de Santo Agostinho sobre esse salmo: "Era necessário conhecer o único Filho de Deus, que estava por vir entre os homens, para assumir o homem e para se tornar homem através a sua natureza, devia ser preanunciado, devia ser marcado como destinado a vir, para que, vindo de repente, não causasse espanto, mas fosse preanunciado, mais do que isso, aceito com fé, alegria e espera. No âmbito destas promessas se coloca este Salmo, o qual profetiza, em termos seguros e explícitos, o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que nós não podemos minimamente duvidar que nesse seja realmente anunciado o Cristo".

O evento pascal de Cristo se torna, assim, a realidade que nos convida a olhar o Salmo, olhar o Cristo para compreender o sentido da verdadeira realeza, para viver no serviço e no dom de si, em um caminho de obediência e de amor levado até o fim. Rezando este Salmo, pedimos, portanto ao Senhor de poder proceder também nós sobre suas vias, no seguimento de Cristo, o rei Messias, dispostos a subir com Ele o monte da cruz, para chegar com Ele na glória, e contempla-lo à direita de Deus, rei vitorioso e sacerdote misericordioso que doa perdão e salvação a todos os homens. E também nós feitos, por graça de Deus, estirpe eleita, sacerdócio real e nação santa, possamos atingir com alegria as fontes da salvação e proclamar a todo o mundo as maravilhas daquele que nos chamou das trevas à sua luz maravilhosa.

Caros amigos, nestas últimas catequeses quis apresentar-vos alguns Salmos, preciosas orações que encontramos na Bíblia e que refletem as varias situações da vida e os varios estados de ânimo que podemos ter na direção de Deus. Gostaria agora de renovar a todos o convite de rezar com os Salmos, talvez acostumando-se a utilizar a liturgia das horas da Igreja, as laudes da manhã, as vésperas do fim da tarde, as completas antes de dormir. Desta forma, o nosso relacionamento com Deus vai ser enriquecido no cotidiano caminho em direção à Ele e realizado com maior alegria e confiança. obrigado





Ao final da Catequese, o Papa dirigiu-se aos peregrinos de língua portuguesa:
Queridos peregrinos de língua portuguesa,

sede bem-vindos! Saúdo todos os fiéis brasileiros, particularmente, os grupos de São Paulo e Brasília. Ao concluir este ciclo de catequeses sobre a oração no Saltério, convido-vos a rezar sempre mais com os salmos, para assim enriquecerdes a vossa relação diária com Deus. E que as suas bênçãos desçam sobre vós e vossas famílias!

Subsídio para o Lema da Campanha para a Evangelização 2011



O lema da Campanha para a Evangelização de 2011 e seu objetivo:

Para a compreensão do lema é necessário perceber que existe um esforço de integração temática entre as Campanhas realizadas pela Igreja no Brasil (CE, CF e CM). O tema principal decorre do escolhido para a Campanha da Fraternidade para o ano que se inicia com o Advento, definido pelos Bispos do CONSEP (Conselho Episcopal de Pastoral), com anterioridade de dois anos.
Neste ano, o lema a nos iluminar, “Ele veio curar nossos males”, foi escolhido em sintonia com o da próxima Campanha da Fraternidade (Saúde Pública). Objetiva sensibilizar os fiéis sobre a responsabilidade diante do sofrimento humano como elemento essencial para a realização do trabalho evangelizador a fim de que, pela palavra, pela ação e pela doação pessoal e material, todos contribuam de maneira mais efetiva para a ação evangelizadora da Igreja.
O tema do sofrimento, cujas causas podem ser várias, sobretudo o decorrente das enfermidades, é uma realidade fundamental para todos nós. Nosso Papa atual lembra que, “a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre” (Papa Bento XVI Encíclica Spe Salvi n. 38).
E, numa cultura, como a atual, que impulsiona a sociedade na busca do bem estar e do prazer, o sofrimento tende a se tornar cada vez mais incompreensível e de difícil aceitação. A Igreja precisa com o testemunho, apontar para Aquele que pode curar nossos males. Eis uma boa notícia.

A coleta e sua destinação:
Esta Campanha ainda é recente em nosso calendário litúrgico, dado que foi instituída na Assembléia dos Bispos em 1997. Na ocasião, a grandes preocupação era com as obras de evangelização da Igreja e sua sustentabilidade. Para esta finalidade, criou-se uma coleta, conclamando todas as nossas comunidades a contribuírem responsavelmente na sustentação dos evangelizadores e das estruturas a serviço da missão evangelizadora da Igreja. Sua partilha é realizada da seguinte forma: 45% é destinada às obras de evangelizadoras da Diocese; 20% à manutenção do Regional da CNBB ao qual pertence a Diocese; 35% à manutenção da ação evangelizadora da Igreja no Brasil e ao financiamento de projetos de evangelização de comunidades carentes. Lembremos que a Campanha para a Evangelização inicia-se no domingo em que se celebra a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo e se estende até o terceiro domingo do advento, quando se realiza a coleta nacional para a Evangelização.

Os objetivos da Campanha para a Evangelização:
Ao longo de sua realização seus objetivos foram se consolidando: relacionar o tempo do Advento com a missão evangelizadora da Igreja; mostrar a necessidade da participação de todos os batizados na ação evangelizadora da Igreja; motivar a para que os participantes de nossas comunidades contribuam espiritual e materialmente para a manutenção da ação evangelizadora da Igreja, nos projetos da CNBB (e seus 17 Regionais) e nas Dioceses.

A Campanha para a Evangelização e o anúncio do Verbo de Deus que se encarna entre nós:
É bom não perder de vista que este tempo nos anuncia a Encarnação do Verbo e, é propício para o encontro com Jesus Cristo em nossa história. E, como nos lembra as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, “Nisto se manifesta nosso discipulado missionário: contemplamos Jesus Cristo presente e atuante em meio à realidade” (DGAE, n. 4). E ainda, nos provoca com a pergunta: “O que significa acolhê-lo, segui-lo e anunciá-lo?”. A resposta, passa pela conversão sincera, pessoal e pastoral, por amor, o que suscita no coração do seguidor de Jesus, as atitudes de alteridade e gratuidade. Assim, o encontro com Jesus que se encarna em nosso meio, impulsiona aquele que se faz discípulo ao encontro do outro para servi-lo (DGAE, n. 8). Esta ação deve ocorrer, especialmente, em relação aos que se encontram em situações de sofrimento, quer pelo desrespeito dos seus diretos ou por decorrência de certas situações de vida, como a enfermidade.
Esta é a condição para que a força transformadora do Evangelho se manifeste na realidade por meio de valores éticos e atitudes que apontem para um mundo novo, segundo o Reino de Deus.

A Campanha para a Evangelização e um renovado influxo para a Igreja evangelizar:
A participação na Campanha para a Evangelização com este propósito é fundamental para que todos os membros da grande comunidade dos discípulos de Jesus Cristo: reconheçam-se, a partir do batismo, como participante da missão da Igreja; sintam-se responsáveis pela ação evangelizadora da Igreja; mostrem a importância do Evangelho como critério para a superação dos principais problemas que angustiam a sociedade; colaborem com a missão evangelizadora da Igreja: na doação de si e participando ativamente na vida da comunidade eclesial em alguma pastoral, movimento ou serviço eclesial e pela doação material.


Alma


A alma é o que faz cada pessoa ser humana, isto é, o seu princípio de vida espiritual, o seu íntimo. A alma faz com que o corpo material se torne um corpo vivo e humano. Através da alma, o ser humano torna-se um ente que pode dizer “eu” e permanece diante de Deus como um indivíduo inconfundível.
Os seres humanos são corporais e espirituais. O espírito do ser humano é mais que uma função do corpo e não se compreende a partir da composição material do ser humano. A razão diz-nos que tem de haver um princípio espiritual que esteja unido ao corpo, embora não lhe seja idêntico, o que designamos por “alma”. Embora a alma não se possa “comprovar” pela ciência natural, o ser humano não se consegue entender enquanto ente espiritual sem a admissão deste princípio espiritual, que excede a matéria.
A alma humana é criada diretamente por Deus. Não é “produzida” pelos pais.
A alma de uma pessoa não pode ser produto de um desenvolvimento evolutivo da matéria nem o resultado de uma fusão genética do pai e da mãe. A Igreja explica da seguinte forma o mistério de cada ser humano vindo a este mundo ser uma pessoa única e espiritual: ao ser humano Deus dá uma alma imortal, ainda que ele, pela morte, perca o seu corpo, para o reencontrar na ressurreição. Dizer “Tenho uma alma” significa afirmar: “Deus criou-me não apenas como um ente, mas como pessoa, e chamou-me a uma relação com Ele que nunca mais termina.” [62 e 63]
Fonte: Catecismo Jovem

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Homosexualismo


A Igreja crê que a homossexualidade não corresponde à ordem da Criação na qual foram delineadas a necessidade do complemento e a atração mútua entre homem e mulher, com vista à geração dos filhos. Por isso, a Igreja não pode aprovar práticas homossexuais. No entanto, ela deve respeito e amor a todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, porque são todas respeitadas e amadas por Deus.
Todo ser humano que existe na Terra provém da união de uma mãe e um pai. Por isso, para algumas pessoas orientadas homossexualmente é uma experiência dolorosa não se sentirem eroticamente atraídas pelo sexo oposto e terem de sentir, numa união homossexual, a falta da fecundidade física, como é próprio da natureza do ser humano e da divina ordem da Criação. Frequentemente, contudo, Deus chama a Si por vias inusitadas: uma carência, uma perda ou ferida – assumida ou aceite – pode tornar-se um trampolim para se lançar nos braços de Deus, aquele Deus que tudo corrige e Se deixa descobrir mais como Redentor que como Criador.
Deus criou o ser humano homem e mulher, e corporalmente também os determinou um para o outro. A Igreja acolhe sem reservas as pessoas que se sentem homossexuais e rejeita qualquer forma de discriminação. Simultaneamente afirma que as formas de encontro sexual entre as pessoas do mesmo sexo não correspondem à ordem da Criação.


Fonte: Catecismo Jovem

Viva a República!


Foi assim que Marechal Deodoro da Fonseca, no dia 15 de novembro de 1889, proclamou a República no Brasil. O país então passou da monarquia do Império do Brasil para o Regime Republicano. A proclamação da Republica foi no Rio de Janeiro, no Campo de Santana, Centro da Cidade, perto da moradia do Marechal Deodoro da Fonseca.


Até hoje a data é comemorada em todo o país com muito orgulho! Era o Brasil caminhando para uma verdadeira nação. Nação Unida! Nação que passou a lutar pelos seus direitos. Que colocou a pátria no coração para que as melhorias fossem realizadas em todo o nosso país. Honrando assim o nosso Hino e a nossa Bandeira! Assim uma série de reformas econômicas, políticas e sociais foram acontecendo no país que precisava ser uma nação independente de Portugal. Precisava caminhar com suas próprias idéias, errando e acertando, como faz até hoje.

Hoje somos uma verdadeira nação de brasileiros unidos. Todos pelo bem uns dos outros. Afinal, pertencemos ao mesmo país e temos sempre que lutar por um lugar cada vez melhor. Mais justo. Mais verdadeiro. De igualdade social. Devemos deixar uma bela herança sempre para nossos filhos e netos!

Antonio Marcos Pires

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Novena de Libertação dos Vícios


Oração para todos os dias

Senhor, Pai Misericordioso, em nome de teu Filho Jesus, nosso Senhor Jesus Cristo, concedei a vida a todos aqueles que se encontram encarcerados em um vício, escravos de alguma droga.
Senhor, Pai cheio de misericórdia, na autoridade do nome de Jesus libertai da escravidão do vício das drogas, bebida, cigarro, compulsões, mentiras. 

(Diga qual vício quer a libertação)

Quebrai todas essas cadeias e grilhões.

Senhor, Pai Misericordioso, Deus da Vida, em nome de Jesus libertai as carências, os traumas, os desgostos, toda a escravidão espiritual, afetiva, emocional e moral. Preenchei o vazio na vida destas pessoas a ponto de conseguirem a libertação deste mal. Senhor, na autoridade do nome de Jesus tirai todos esses malefícios e dai a serenidade no viver e no querer.
Senhor Deus, nós te entregamos as causas que levou ao vício.
Livrai-nos de toda carência, de toda rejeição, de toda falta de amor, de toda amargura, de todo complexo. Pai Misericordioso, nós cremos no teu poder divino. Livrai-nos das más companhias, abençoe nossos amigos, nossos familiares e a todos os que se aproximarem de nós.
Senhor, libertai-nos dos vícios!
Senhor, libertai-nos dos vícios!
Senhor, libertai-nos dos vícios!
Amém
Fonte: Padre Reginaldo Manzotti

Meu Deus eu creio,


Confirmação


Através da Confirmação é marcado na alma de um cristão batizado em selo indelével e eterno que só pode receber uma vez. O dom do Espírito Santo é a força do alto em que esse cristão realiza a graça do seu Batismo ao longo da vida, como “testemunha” de Cristo.
Ser confirmado significa fazer um acordo com Deus. O confirmado diz: sim, eu creio em Ti, meu Deus; dá-me o teu Espírito Santo, para que eu te pertença totalmente, nunca me separe de Ti e Te testemunhe com o corpo e com a alma, durante toda a minha vida, em obras e palavras, em bons e maus dias! E Deus diz: sim, Ei também creio em ti, Meu filho, e te darei o Meu Espírito e até a Mim mesmo; pertencer-te-ei totalmente; nunca Me separarei de ti, nesta e na vida eterna; estarei no teu corpo e na tua alma, nas tuas obras e nas tuas palavras; mesmo que me esqueças, estarei sempre aqui, em bons e maus dias. [205]


Fonte: Catecismo Jovem

domingo, 13 de novembro de 2011

Viver na expectativa da vinda do Senhor é o convite de Bento XVI

Papa saúda peregrinos presentes na Praça São Pedro, no Vaticano
O Evangelho de hoje nos ensina a usar bem os dons de Deus, que chama cada homem à vida e lhe confia talentos e entregando-lhe ao mesmo tempo uma missão para realizar, afirmou O Papa Bento XVI antes da recitação do Angelus deste domingo, 13, numa breve reflexão dedicada à parábola dos talentos. 

"Queridos irmãos acolhemos o convite à vigilância que é a atitude de quem sabe que o Senhor voltará e quererá ver em nós os frutos do seu amor", disse o Papa aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, que somavam cerca de 40 mil pessoas.

O Santo Padre afirmou que a Palavra de Deus deste domingo nos exorta que a vida terrena é provisória e devemos vivê-la como uma peregrinação, mantendo o olhar fixo para a meta que é Deus.

"Deus é o nosso destino último e o sentido do nosso viver, enquanto que a passagem obrigatória para chegar esta realidade definitiva é a morte, seguida pelo juízo final", destaca.

Ao recordar as palavras do apóstolo Paulo, que diz que o dia do Senhor virá como um ladrão a noite, sem nos avisar, o Papa afirmou que ter a "consciência do regresso glorioso do Senhor Jesus leva-nos a viver numa atitude de vigilância, esperando a sua manifestação na memória constante da sua primeira vinda".

Após o Angelus, o Santo Padre recordou sua viagem à Benin, na África, no próximo final de semana. Em seguida, destacou a jornada de oração pela "Igreja perseguida", promovida na Polônia pela pela organização católica internacional "Ajuda à Igreja que Sofre", recordando em particular os católicos do Sudão.

“Deixo votos de que esta jornada sensibilize todos para o drama da pobreza humana e das perseguições, para a necessidade de respeitar a dignidade humana e o direito à liberdade religiosa”, afirmou.

O Santo Padre recordou também o Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta segunda-feira, 14, e destacou que reza sempre pelos que sofrem esta enfermidade e pelos profissionais de saúde que se enpenham para ajudá-los. 



Fonte: Canção Nova Noticias

Encontros de Jesus


 COM OS POBRES E MARGINALIZADOS

            Quando Jesus tinha cerca de 30 anos iniciou a sua vida pública (Lc 3,23), anunciando o Reino de Deus. Jesus então deixou a sua pequena vila de Nazaré e foi para Cafarnaum (Mt 4,13; Lc 4,31), que era uma cidade maior e estava situada à beira do Mar da Galiléia. Cafarnaum era também um corredor por onde passavam as caravanas comerciais, políticas, culturais e militares que faziam a ligação entre o norte e o Egito.

            Em Cafarnaum Jesus teve contato com as pessoas que eram exploradas em seus trabalhos, como os pescadores e os trabalhadores nos campos. Havia também os publicanos ou cobradores de impostos (Mc 2,14; Mt 11,19; 21,31-32; Lc 15,1). Eram pessoas desempregadas e que não tendo outro meio de ganhar a vida eram obrigadas ao trabalho ingrato de cobrar impostos. Por isso eram mal vistos pela população e ao mesmo tempo pelo sistema religioso que dizia que esta era uma profissão impura. Jesus acolheu estas pessoas, conversou com elas, foi participar de refeições em suas casas (Mc 2,15-17; Lc 19,6) e permitiu que alguns deles o seguissem.

            Jesus encontrou também muitas pessoas doentes e endemoninhadas e lhe dedicou uma atenção especial. Naquela época, a pessoa que não estava bem, isto é, que não estava em paz (com Shalom) era doente ou possuída por demônios. É importante esclarecer esta diferença. Quando se sabia a causa do mal e também como curá-lo, dizia-se que era uma doença. Exemplos de pessoas doentes: a sogra de Pedro com febre (Mc 1,19-31), o homem da mão atrofiada (Mc 3,1-5), os cegos (Mc 8,22; 10,46-52), o leproso (Mc 1,40), a mulher com ferida sangrando (Mc 5,25-34), etc.

Mas quando a pessoa tinha o corpo perfeito e alguma coisa não funcionava bem, se dizia que tinha um demônio, pois não se sabia a causa e nem como curar a pessoa. O homem que estava na sinagoga (Mc 1,23-28) e começou a falar bobagens tinha um demônio; o rapaz que vivia entre os túmulos e que arrebentava correntes (Mc 5,1-20) era endemoninhado; o menino epilético (Mc 9,14-29), que tinha o corpo normal, sofria ataques e caia no chão tinha um demônio; o surdo mundo (Mc 7,31-37) tinha os ouvidos bons, a língua perfeita, mas não falava, logo devia ter um demônio.

            Pessoas doentes e endemoninhadas eram consideradas impuras e não podiam participar da vida da comunidade. E as autoridades diziam que eram malditas porque não conheciam a Lei (Jo 7,49). E se alguém tocasse nelas também se tornava impuro. Jesus superou este sistema que excluía e marginalizava as pessoas. Por isso, ele tocava nas pessoas (Mc 1,41; 8,23) ou deixava que o tocassem (Mc 3,10; 5,27; 6,56; etc.), curava doentes e expulsava demônios (Mc 1, 34, 3,10; etc.). Algumas vezes foi Jesus que foi ao seu encontro (Mc 1,29; 3,3; Jo 5,14; etc.) outras vezes foram estas pessoas que ouviram falar de Jesus e vieram procurá-lo (Mc 1,32. 37.40; 2,2; 5,6. 27; etc.).

            Jesus também se compadecia diante da multidão faminta que o seguia: “Assim que ele desembarcou, viu uma grande multidão e ficou tomado de compaixão por eles, pois estavam como ovelhas sem pastor” (Mc 6,34), por isso em duas ocasiões realizou a multiplicação dos pães para as multidões (Mc 6,30-44; 8,1-10).

Enquanto o sistema religioso e político excluíam e marginalizavam, Jesus integrava as pessoas, ia ao seu encontro, buscava compreender e ajudar a resolver os seus problemas. Muitas vezes encontramos nos Evangelhos textos que dizem que Jesus se compadecia, isto é, mostrava compaixão a estas pessoas que esperavam um olhar misericordioso da parte de Deus (Mc 3,5; 5,19; 8,2; 9,22; 10, 47, etc.). Todas estas pessoas que se encontraram com Jesus, com certeza, não continuaram iguais. Sentiram a alegria e a misericórdia do encontro com Alguém que se compadeceu de sua situação e mudaram de vida!
 
Frei Ildo Perondi - ildo.perondi@pucpr.br

Espírito Santo


O Espírito Santo vem sobre Jesus na forma de pomba. Os primeiros cristãos experienciam o Espírito Santo co uma unção curadora, uma água viva, uma tempestade ruidosa ou um fogo ardente.

O próprio Jesus designa-O por advogado, consolador, mestre e Espírito da Verdade. O Espírito Santo é dado nos sacramentos da Igreja, mediante a imposição das mãos e a unção com azeite.

A paz que Deus fez com a humanidade, depois do dilúvio, foi anunciada a Noé por uma pomba. A antiguidade pagã também a conheceu como metáfora do amor.

Por tal razão, os primeiros cristãos compreenderam imediatamente por que motivo o Espírito Santo, o amor de Deus feito pessoa, sobreveio a Jesus como uma pomba, quando Ele Se deixou batizar no Jordão.

Hoje, a pomba é o sinal da paz mundialmente reconhecido e um dos maiores símbolos da reconciliação do ser humano com Deus.[115]


Fonte: Catecismo Jovem

sábado, 12 de novembro de 2011

Igreja



O princípio da democracia consiste em que todo o poder vai além do povo. Na Igreja, todo o poder vem de Cristo, pelo que ela tem um perfil hierárquico; simultaneamente, Cristo deu-lhe uma estrutura colegial.

O princípio hierárquico da Igreja consiste no próprio Cristo, que nela age quando os ministros ordenados fazem ou concedem algo que por si mesmos não fariam ou concederiam, isto é, quando, no lugar de Cristo, eles celebram os Sacramentos e ensinam com plenipotência. O princípio “colegial” da Igreja consiste em que Cristo confiou a totalidade da fé a uma comunhão de doze Apóstolos, cujos sucessores conduzem a Igreja sob a presidência do ministério petrino; na base desta dimensão colegial são imprescindíveis os concílios da Igreja. A multiplicidade dos dons espirituais e a universalidade da Igreja tornam-se também fecundas noutras instituições da Igreja, com os sínodos e os conselhos. [140]




Fonte: Catecismo Jovem


Sonhar com o futuro


“O futuro pertence a quem crê na beleza de seus sonhos”

Gestos e ritos

“O gesto sempre vem acompanhado do verbo agir, é uma ação sem volta. Uma vez feito as conseqüências são inevitáveis.


O gesto acompanhado do verbo amar é o rito dos nobres, dos simples, dos pequenos, dos apaixonados, dos puros, dos que contemplam nos outros a recompensa da felicidade que um dia você plantou com um único gesto, mesmo que seja um simples gesto. O rito acontece quando um simples gesto acontece um após o outro…


O que são Sacramentos?

Fonte: Bem da Hora
Canção Nova

Os Sacramentos são os canais por onde flui a salvação de todos os homens: os Sacramentos. Através dos sinais, a graça divina se manifesta em nós. É o próprio Cristo quem ministra todo e qualquer Sacramento, por isso todo cristão deve recebê-lo.
O professor Felipe Aquino bem nos lembra: “Esta marca significa uma pertença a Cristo. Santo Agostinho comparava esta marca com aquela que era impressa nas ovelhas, no gado, e até nos escravos pelos seus donos. Mesmo desertado o escravo continuava com a marca para sempre. Os Sacramentos encerram em si todas as graças que precisamos durante a vida para que a imagem de Cristo seja formado em nós.”
São 7 os Sacramentos: Batismo, Eucaristia, Crisma, Penitência, Ordem, Matrimônio e Unção dos Enfermos.  Os programas desta semana estão imperdíveis! Não perca nenhum e conheça um pouco mais sobre este tema que é de grande importância para a caminhada rumo à santidade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Juventude e velhice


“Quarenta anos é a velhice dos jovens; cinqüenta anos é a juventude dos velhos”

Visita da CNBB ao Vaticano

Papa agradece à presidência da CNBB por “tudo o que realizam para o bem da Igreja”.



Na manhã da quinta-feira, 10 de novembro, os bispos que compõem a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foram fraternalmente recebidos pelo Papa Bento XVI. O presidente, Cardeal Dom Raymundo Damasceno, o vice-presidente, Dom José Belisário e Dom Leonardo Steiner, secretário geral, saíram do encontro muito satisfeitos com o acolhimento e a especial atenção do Santo Padre.

Esta foi a primeira visita da presidência da CNBB eleita na última assembléia de geral de maio de 2011. Os bispos visitaram vários Dicastérios da Cúria Romana. Esses encontros tornaram-se oportunidades para recolher dos responsáveis por esses organismos todas as orientações que são produzidas em favor do bom desenvolvimento da ação evangelizadora da Igreja no mundo inteiro. Em cada um desses lugares, mediante o contato com as autoridades da Santa Sé, os bispos puderam também apresentar o relato dos últimos passos dados pelo conjunto do episcopado brasileiro.

No encontro com o Papa, um acento especial foi dado para a apresentação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Segundo Dom Leonardo, o papa se mostrou muito interessado no documento, especialmente porque nele se evidencia a importância da exortação apostólica pós-sinodal  Verbum Domini e as conclusões da última Conferência do Conselho Episcopal Latino-americano contidas no chamado Documento de Aparecida.  Bento XVI também conversou com os bispos da presidência sobre a próxima Jornada Mundial da Juventude no Brasil. "Transmitimos a ele o que temos realizado, até o momento, junto com a Arquidiocese do Rio de Janeiro", disse Dom Leonardo. O papa demonstrou  particular apreço pelas iniciativas da CNBB representadas pela promoção da peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora. "Ele mostrou-se muito satisfeito e desejou a continuidade de uma boa preparação da Jornada Mundial", assegura o secretário geral.

Dom Damasceno, Dom Belisário e Dom Leonardo também tiveram a oportunidade de dar notícias gerais da caminhada da Igreja no país e de transmitir a ele, as manifestações de comunhão de todas as comunidades  Bento XVI, no final do encontro, enviou a bênção para todos e agradeceu aos bispos  por "tudo o que realizam para o bem da Igreja".

Fé cresce pela experiência do bem, afirma Bento XVI

Bento XVI: ''Para os cristãos, o trabalho voluntário não é apenas uma expressão de boa vontade. É baseado em uma experiência pessoal com Cristo''
"A fé de todos os católicos é certamente reforçada quando eles veem o bem que está sendo feito em nome de Cristo", disse o Papa Bento XVI durante audiência aos participantes do Encontro dos Voluntários Católicos dos Países Europeus. O encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira, 11, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano.

O Encontro 
foi promovido pelo Pontifício Conselho Cor Unumno contexto do Ano Europeu do Voluntariado. Participaram os Bispos responsáveis pela pastoral caritativa das Conferências Episcopais dos Países Europeus e Representantes de Organismos eclesiais nacionais e internacionais de voluntariado na União Europeia, provenientes de 25 países.

"Para os cristãos, o trabalho voluntário não é apenas uma expressão de boa vontade. É baseado em uma experiência pessoal com Cristo", destacou.



O Santo Padre salientou que a graça de Cristo aperfeiçoa, fortalece e eleva a vocação humana fundamental para o amor. "E capacita-nos a servir os outros sem esperar retorno, satisfação ou qualquer recompensa. Aqui vemos algo da grandeza de nossa vocação humana: servir aos outros com a generosidade e liberdade que caracterizam o próprio Deus. Nós também nos tornamos instrumentos visíveis de Seu amor em um mundo que ainda anseia profundamente por esse amor em meio à pobreza, solidão, marginalização e ignorância que vemos ao nosso redor".

Mesmo que o trabalho voluntário católico não possa responder a todas essas necessidades, o Bispo de Roma convida a não se desencorajar ou deixar seduzir por ideologias que querem mudar o mundo de acordo com uma visão puramente humana. "O pouco que nós conseguimos fazer para aliviar as necessidades humanas pode ser visto como uma boa semente que irá crescer e produzir muito fruto; é um sinal da presença de Cristo e de amor que, como a árvore do Evangelho, cresce para dar abrigo, proteção e força para todos os que necessitam".

Bento XVI também recordou que, hoje, em dia, o trabalho voluntário tornou-se um serviço de caridade reconhecido universalmente como um elemento da cultura moderna, mas suas origens estão na particular preocupação cristã de proteger, sem discriminação, a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus.

"Se essas raízes espirituais são negadas ou obscurecidas e os critérios de nossa colaboração tornam-se puramente utilitários, aquilo que é o mais distintivo no serviço que prestamos corre o risco de se perder, em detrimento da sociedade como um todo".

Por fim, lançou um incentivo especial aos jovens, a descobrir no trabalho voluntário uma forma de crescer no amor oblativo, que dá um profundo sentido à vida.

"Os jovens reagem prontamente ao chamado do amor. Ajudemo-los a ouvir a Cristo, que faz Seu chamado ser sentido nos corações e atrai para junto de si. Não devemos ter medo de colocá-los diante de um desafio radical e de mudança de vida, ajudando-os a aprender que nossos corações são feitos para amar e ser amados. É no dom de si que chegamos a viver a vida em toda sua plenitude".



Fonte: Canção Nova Noticias

Amigo, um tesouro


Conteúdo enviado pelo internauta Rodrigo Stankevicz
Amigo fiel é escudo, guardião de nossa alma.
O Autor Sagrado eleva o amigo a um nível altíssimo quando lhe atribui o epíteto de tesouro. A Palavra de Deus diz: “Amigo fiel é poderosa proteção; que o encontrou, encontrou um tesouro” (Eclo 6,14). Interessante que o termo “tesouro” deriva do latim thesaurus, que significa também “armazenamento” ou “repositório”. Assim sendo, amigo de verdade é aquele que serve de repositório, lugar onde armazenamos nossa confiança, nossos sentimentos e afetos, até mesmo nossa própria vida. Não à toa, a Bíblia assemelha a amizade a um tesouro, pois não é fácil encontrar uma riqueza; do mesmo modo, um amigo, embora, vivamos na era da comunicação.
Nunca na história se ouviu notícias de tantos relacionamentos oriundos dos meios de comunicação, proporcionados pela técnica atual. Novas amizades são feitas a todo instante no mundo inteiro através das redes sociais, chats e sites de relacionamento. Apesar disso, a solidão é crescente no meio urbano.
De um ponto de vista ocorreu uma evolução célere, neste sentido, com a globalização. Entretanto, os laços de amizades sofrem cada vez mais em qualidade. O Escritor Sagrado não nos fala desse tipo de amizade, todavia, não podemos descartá-la, pois já é uma realidade vivenciada pelas novas gerações e, talvez no amanhã, venha a ser uma regra.
Nossas amizades devem ser bem selecionadas. Bijuterias podem até enganar, mas um dia perdem seu brilho efêmero, diferente dos tesouros e das joias raras que nunca perdem sua beleza. Com efeito, os tesouros nos enriquecem, então, isso serve como um excelente termômetro para medir nossos relacionamentos. Será que essa amizade está nos enriquecendo, fazendo de nós pessoas melhores e enobrecendo nossa vida?
Caso o amigo seja fiel, entenderá o que, já na antiguidade clássica, Aristóteles dizia: “entre a amizade e a verdade, eu prefiro a verdade”. Intuímos, pois, que a verdade liberta, e o amigo sincero sabe disso. Ele fala coisas desagradáveis a nosso ver, em nossa frente, enquanto o inimigo fala-a por trás. Contudo, seu ombro será um refúgio, suas palavras acalento para alma e sua presença um bálsamo. Porém, quando oportuno, a correção virá, nos corrigirá baseado na confiança depositada em sua pessoa. Daí provém nossa proteção neste escudo protetor da amizade que vela por nossa alma.
Este guardião possui o dom de nos acolher da maneira que somos; ele não espera que sejamos perfeitos, mas tão somente amigo. Conhece nossas fraquezas e limitações, mesmo assim abriga-nos sem preconceitos, ou seja, com o amigo podemos pensar em voz alta e continuar a tê-lo. O tempo lapidará o ouro da amizade e somente ele poderá dizer se nossa amizade é um tesouro enriquecedor ou uma bijuteria ornada com aparência bela; porém, imbuída de uma falsidade que nos deixa vulneráveis.
Rodrigo Stankevicz
Fonte: http://destrave.cancaonova.com