segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 03/10/2011


Evangelho (Lucas 10,25-37)

Segunda-Feira, 3 de Outubro de 2011
Bvs. André de Soveral, Ambrósio F. e Comps. Mts.

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
26Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” 27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!”
28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”
30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 
31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.
33Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão.34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”.
E Jesus perguntou: 36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Ser curado por Jesus, como este personagem do Evangelho foi curado, cuidado e amado pelo samaritano, é uma das experiências mais nobres e libertadoras da vida. Mas é preciso situar-se, e é incomodo. Só Jesus pode encarregar-se e levar-te a descansar, pagar o que necessitas no tempo de recuperação e encarregar outros que cuidem de ti... A misericórdia que recebes é para que outros conheçam também a Deus!

domingo, 2 de outubro de 2011

Angelus de Bento XVI - 02/10/2011


Ângelus
Praça de São Pedro - Vaticano
Domingo, 02 de outubro de 2011



Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo termina com uma advertência de Jesus, particularmente severa, destinada aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: "Ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele" (Mt 21,43). São palavras que fazem pensar sobre a grande responsabilidade de quem, em cada época, é chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com papel de autoridade, e impulsionado a renovar a plena fidelidade a Cristo. Ele é "a pedra que os construtores rejeitaram" (cf. Mt 21,42), porque julgaram-no como inimigo da lei e perigoso para a ordem pública; mas Ele mesmo, refutado e crucificado, ressuscitou, tornando-se a "pedra angular" sobre a qual se podem colocar com absoluta segurança os fundamentos de cada existência humana e do mundo inteiro. De tal verdade fala a parábola dos vinhateiros infiéis, aos quais um homem confiou a própria vinha para que a cultivassem e produzissem frutos.

O proprietário da vinha representa Deus mesmo, enquanto a vinha simboliza o seu povo, bem como a vida que Ele nos doa para que, com a sua graça e o nosso compromisso, façamos o bem. Santo Agostinho comenta que "Deus nos cultiva como um campo para tornar-nos melhores" (Sermo 87, 1, 2: PL 38, 531). Deus tem um projeto para os seus amigos, mas, infelizmente, a resposta do homem é frequentemente orientada à infidelidade, que se traduz em desprezo. O orgulho e o egoísmo impedem de reconhecer e acolher até mesmo o dom mais precioso de Deus: o seu Filho unigênito. Quando, de fato, "enviou seu próprio filho – escreve o evangelista Mateus – … [os vinhateiros] o prenderam, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram" (Mt 21,37.39). Deus entrega a si mesmo em nossas mãos, aceita fazer-se mistério insondável de fragilidade e manifesta a sua onipotência na fidelidade a um projeto de amor que, ao final, prevê, contudo, também a justa punição dos malvados (cf. Mt 21,41).

Firmemente ancorados na fé na pedra angular que é Cristo, permaneçamos n'Ele como o fruto que não pode dar fruto por si mesmo se não permanece na videira. Somente n'Ele, por Ele e com Ele edifica-se a Igreja, povo da Nova Aliança. Escreveu a propósito o Servo de Deus Paulo VI: "O primeiro fruto da tomada de consciência mais profunda da Igreja quanto a si mesma é a descoberta renovada da sua relação vital com Cristo, coisa bem conhecida, mas fundamental, indispensável, e nunca suficientemente compreendida, meditada e pregada" (Enc.Ecclesiam suam, 6 agosto 1964: AAS 56 [1964], 622).

Queridos amigos, o Senhor sempre está próximo e atuante na história da humanidade, e nos acompanha também com a singular presença dos seus Anjos, que hoje a Igreja venera como "Protetores", isto é, ministros do cuidado divino por cada homem. Desde o início até a hora da morte, a vida humana é circundada pela sua incessante proteção. E os Anjos fazem coroa à Augusta Rainha das Vitórias, a Beata Virgem Maria do Rosário, que no primeiro domingo de outubro, exatamente nesta hora, do Santuário de Pompeia e pelo mundo todo, acolhe a fervorosa Súplica, a fim de que seja derrotado o mal e revele-se, em plenitude, a bondade de Deus.



 

Ame sua Família


Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão. Ele respondeu: “desculpe-me, por favor, também não a vi.”

Fomos muito educados, seguimos nossos caminhos e nos despedimos. Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim. Ao me virar quase esbarro nele. 


Imediatamente gritei com ele, ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão dura que lhe falei.

Ao me deitar Deus me disse suavemente: “Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama. Vá a cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta.

Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse:


São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul. “Ele estava calado para lhe entregar a surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos…”
“Acorde querido! Acorde!

Estas são as flores que você cortou para mim?”

Ele sorriu e disse:

“Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você, em especial a azul.”

“Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você.”

Ele respondeu:
“Está bem mamãe, te amo de todas as formas.”
“Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul...”

Moral da história:

A nossa família é tudo de mais importante que Deus nos deu, independentemente das diferenças e defeitos que podemos ter entre uns e outros. Foram essas pessoas que Deus confiou a nós para cuidarmos e amarmos.

Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais aos outros que a nossa Família.
E você como anda em relação a sua família?

Demonstre sua decisão de amar com pequenos e singelos atos!

Homilia do 27º. Domingo do Tempo Comum – A

27º. Domingo do Tempo Comum – A



A história humana, aos olhos da fé, pode ser sempre interpretada pelo binômio dom-tarefa. A vida é um presente de Deus, o que recebemos é uma graça, mas sempre Deus pede a nossa resposta - o nosso comprometimento. É nossa tarefa cultivarmos o dom recebido.

O Evangelho e a primeira leitura nos falam de uma decepção divina. Deus ama tanto, entrega tanto carinho, que espera uma resposta positiva. Mesmo diante da predileção divina, o Povo de Israel fracassou várias vezes e o próprio Filho de Deus foi rejeitado, jogado para fora da própria Cidade Santa: o Calvário é do lado de fora dos muros de Jerusalém.

Os judeus da época de Jesus queriam guardar os frutos da vinha só para si. Não queriam partilhar com os demais, julgavam-se exclusivos; faziam leis amargas e de exclusão, ao invés de gerar a acolhida alegre. Este foi um dos motivos da rejeição do filho do dono da vinha, pois eles não poderiam aceitar a proposta de abertura de Jesus, que afetava as estruturas dos líderes da época.

A Igreja é a vinha do presente e nós os vinhateiros. Guardaremos os frutos só para nós? Faremos do Evangelho um privilégio que nos acomoda (que nos faz nos sentir salvos) ou vamos nos abrir para o mundo? A vinha é uma estrutura necessária, porém só tem sentido se está em função dos frutos. A Igreja, do mesmo modo, apenas é autêntica se está em função da construção do Reino, produzindo frutos de justiça, liberdade, misericórdia, fraternidade, perdão e paz... O principal fruto da vinha deve ser a missão que edifica uma Igreja aberta a todos, acolhedora, na qual os seus membros dão testemunho da alegria de pertencer a Vinha. O Reino de Deus jamais poderá ser monopólio de nenhuma estrutura, de nenhuma instituição religiosa, nem do clero ou dos especialistas em religião. O Reino de Deus cresce pelo mistério do Espírito. Se nós que recebemos o dom e a tarefa de cultivá-lo em primeira instância não o fizermos, outros o farão. Que o Reino não nos seja tirado.

São Paulo nos deixa uma lista de frutos que devem fazer parte da cesta de quem colhe os dons da Vinha: a verdade, o respeito, a pureza, o amor, a honra, a virtude. Se lêssemos os versículos que antecedem o texto proposto para este domingo, veríamos que São Paulo está falando da brevidade do tempo. Ou seja, a vida é breve. Deste modo, devemos viver como peregrinos deste mundo, sabendo da urgência de frutificar. Diante dos problemas da vida, apresentemos tudo e coloquemos nossas dificuldades nas mãos do dono da Vinha, pois Ele sabe o que faz. Vivendo de acordo com a Palavra do Senhor, vem o dom da paz: “Assim, o Deus da Paz estará conosco!”.

A vinha, portanto, é também o símbolo da nossa vida. Hoje, Deus continua nos dando muito: a vida, a fé, suas bênçãos... O que estamos fazendo com os presentes que ele nos deu? A nossa vida necessita de cultivo, de cuidados. Deve produzir frutos bons, não amargos. Quando chegarmos ao final de nossa existência terrena, deveremos olhar para trás e perceber que deixamos um legado, que simplesmente não passamos pela vida, mas construímos frutos que ficam para a eternidade. No presente que o Senhor nos dá como graça, podemos decidir sobre o cultivo de nossa vinha.

“A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se agora a pedra angular”. Se o ser humano desrespeitou a vinha pelos frutos podres que produziu, Deus enviou seu próprio Filho. Ao ser morto, Deus transformou nosso pecado em graça, a violência horrenda da cruz em sinal de amor-doação até as últimas consequências. Deus revela sua bondade em nossa maldade. Agora permanece como a pedra angular. Nossa vida deve ser alicerçada nesta pedra firme para que não desmorone. Assim, não por nossas forças, mas pela graça dele, teremos uma construção firme que não será destruída, uma vinha que não será arrancada.

Pe. Roberto Nentwig

"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!"
(2Cor 12,9)

A Palavra de Deus na Vida - 02/10/2011


Evangelho (Mateus 21,33-43)

Domingo, 2 de Outubro de 2011
27º Domingo do Tempo Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 
34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 
36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 
37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

LECTIO DIVINA


Ler – O Reino dos Céus será tomado de vocês e dado a alguém que dará fruto.
Meditar – Deus espera um bom retorno do investimento que fez em nós. Ele só pensa em negócios!
Orar – Deus investiu demais a si mesmo em nós. Devemos prestar contas rigorosas a ele.
Agir – Sejamos transparentes e responsáveis em nossas palavras e ações hoje, como bons e fiéis administradores.




sábado, 1 de outubro de 2011

Um pouco de perfume


Uma bonita mensagem de Ir. Zuleides:
Graças pelas bênçãos de setembro! 
Boas vindas, outubro, Mês Missionário e do Rosário

Festa pede  solidariedade e partilha...
nem que sejam virtuais.
Que Santa Teresinha do Menino Jesus surpreenda você com uma "chuva de rosas"!


Um pouco de perfume

Autora: Ir. Judith Junqueira Vilella
 

"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas",
nas mãos que sabem ser generosas.
Dar do pouco que se tem ao que tem menos ainda,
enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda!
Dar ao próximo alegria parece coisa tão singela;
aos olhos de Deus, porém, é das artes a mais bela!
 
"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas",
nas mãos que sabem ser generosas.
* * * * *

A Palavra de Deus na Vida - 01/10/2011


Evangelho (Lucas 10,17-24)

Sábado, 1 de Outubro de 2011
Sta. Teresinha do Menino Jesus

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. 
18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. 
21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 
22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 
23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Ainda existe uma alegria maior que vencer na luta contra o mal em favor de Jesus, do amor, dos pobres... uma alegria maior que compartilhar a missão com os irmãos... uma alegria maior que ser um dos simples que recebeu tantos dons: Jesus fala de nomes escritos no céu. Se recebeste o batismo e te alimentas com a Eucaristia, com a Palavra, então todo o teu ser foi já consagrado para o Senhor, e se alguma vez, por circunstâncias da vida, não pudesses fazer mais que um pouco de oração... Sê tu forte, teu nome já está escrito nos céus!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O cristão...


O cristão é convocado a ouvir a Palavra. E também: compreender. Assimilar. Renunciar. Obedecer. Anunciar. Permanecer. Reescrever. Praticar. Dar fruto. Perseverar. Fazer o que diz a Palavra. Sim, a Palavra se fez livro, mas precisa fazer-se carne em nossa carne. Pronunciamos a Palavra com nossa vivência e boas obras, com nosso testemunho.

(Dom Orlando Brandes)

Podemos descobri a existência de Deus com a nossa razão?

Youcat 4 - Sim, a razão humana pode, seguramente, descobrir Deus [31-36, 44-47]


 O mundo não pode ter origem e nem fim em si mesmo. Em tudo o que existe está mais do que aquilo que se vê. A ordem, a beleza e o desenvolvimento do mundo apontam para fora de sí mesmos e remetem para Deus. Cada pessoa humana esta aberta ao Verdadeiro, ao Bom e ao Belo. Ela escuta, dentro de si, a voz da consciência, que a impele para o bem e a adverte do mal. Quem segue esta pista encontra Deus

Oração Missionária 2011


Deus-Pai,
Criador do céu e da terra,
Enviai, por meio do vosso Filho,
O Espírito que renova todas as coisas,
Para que, no respeito e cuidado com a natureza,
Possamos recriar novos céus e nova terra,
E a Boa-Nova, que brilhou na Criação,
Seja conhecida até os confins do universo.

Amém.

Porque procuramos Deus?

Youcat 3 - Deus colocou no nosso coração um desejo: procurá-Lo e encontrá-Lo. Santo Agostinho diz: <<Tu criaste-nos para Ti e o nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti.>> A este desejo de Deus chamamos - Religião. [27 - 30]
A busca de Deus é natural na pessoa humana. Toda a sua aspiração pela verdade e pela felicidade é, no fundo, uma busca daquilo que a sustenta absolutamente, que a satisfaz absolutamente, que a torna absolutamente útil. Uma pessoa só está totalmente consigo própria quando encontrou Deus. <<Quem procura a verdade procura Deus, seja evidente ou não para ela.>> (Santa Edith Steim) - 5, 281-285.

Evangelho (Lucas 10,13-16)

Sexta-Feira, 30 de Setembro de 2011
São Jerônimo

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 13“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. 14Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós.15Ai de ti, Carfanaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. 16Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

COMENTARIO
Existem pessoas que vivem profundamente uma religião, mas na verdade essas pessoas não possuem fé. Fazem da religião um ritualismo e um cumprimento de preceitos e conhecem todos os seus dogmas e suas normativas morais, porém não possuem fé, porque não se sentem interpelados por Deus para a mudança de vida tanto em nível pessoal como comunitário. São pessoas que como diz o profeta Isaías, louvam a Deus com os lábios, mas seus corações estão longe dele, porque na verdade, não compreenderam que Deus é amor. O coração que se aproxima de Deus é o coração que é capaz de amar, não com romantismo, mas com compromisso de solidariedade, de busca de libertação, de luta contra a exclusão. Este sim, é o verdadeiro amor, e esta é a verdadeira conversão.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Porque nos criou Deus?

Youcat 2 - Deus nos criou por livre e desinteressado amor. [1-3]


Quando uma pessoa ama, o seu coração transborda. Ela deseja partilhar a alegria como os outros. Nisso ela parece-se com o seu Criador. Embora Deus seja um mistério, podemos pensá-L'O de um modo humano e dizer: Ele criou-nos a partir do "excesso" do seu amor. Ele queria partilhar a Sua infinita alegria conosco, criaturas do Seu amor.

Padre Reginaldo Manzotti - Oração da Manhã

No dia dos Santos Anjos da Guarda reze com o Padre Reginaldo Manzotti pedindo a proteção dos Santo Anjos para a sua vida



Padre Reginaldo Manzotti
,
Programa Oração da Manhã do dia 29/09/2011

Radio Evangelizar

Curitiba - Pr.

A Palavra de Deus na Vida - 29/09/2011


Evangelho (João 1,47-51)

Quinta-Feira, 29 de Setembro de 2011
S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: “Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Desde sempre Deus criou maneiras de nos acompanhar em nossa vida, para que nos conscientizemos de que entre ele e nós não existem distâncias. Os anjos são uma dessas formas que movem os circuitos da graça e as belas coincidências. Renova tua fé, hoje, nos Arcanjos, esses belíssimos seres que só vivem para obedecer à vontade de Deus e cantar suas grandezas e ao que mostra mesquinhez não nos deixam ver, e pede-lhes com simplicidade de criança que te protejam de dia e de noite! 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Catequese de Bento XVI sobre a viagem apostólica à Alemanha


CATEQUESE
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 28 de setembro de 2011


Queridos irmãos e irmãs!
Como sabeis, de quinta-feira e domingo passados, realizei uma Visita Pastoral à Alemanha; estou feliz, portanto, como de costume, por aproveitar a ocasião da Audiência de hoje para percorrer convosco as intensas e estupendas jornadas transcorridas no meu País de origem. Atravessei a Alemanha de norte a sul, do leste ao oeste: da capital Berlim a Erfurt e a Eichsfeld e, enfim, a Friburgo, cidade próxima à fronteira com a França e a Suíça. Agradeço, antes de tudo, ao Senhor pela possibilidade que me ofereceu de me encontrar com as pessoas e falar de Deus, de rezarmos juntos e confirmar os irmãos e as irmãs na fé, segundo o particular mandato que o Senhor confiou a Pedro e aos seus sucessores. Essa visita, desenvolvida sob o tema "Onde há Deus, há futuro", foi verdadeiramente uma grande festa da fé: nos vários encontros e colóquios, nas celebrações, especialmente nas Missas solenes com o povo de Deus. Esses momentos foram um precioso presente que nos fizeram perceber novamente como é Deus quem dá à nossa vida o sentido mais profundo, a verdadeira plenitude, antes, que somente Ele dá a nós, dá a todos um futuro.
Com profunda gratidão, recordo a acolhida calorosa e entusiasta, bem como a atenção e o afeto a mim demonstrados nos vários lugares que visitei. Agradeço de coração aos Bispos alemães, especialmente aqueles das Dioceses que me hospedaram, pelo convite por quanto fizeram, juntamente com tantos colaboradores, para preparar esta viagem. Um vivo agradecimento dirijo igualmente ao Presidente Federal e a todas as autoridades políticas e civis a nível federal e regional. Sou profundamente grato a quantos contribuíram, de diversos modos, com o bom êxito da Visita, sobretudo aos numerosos voluntários. Assim, essa foi um grande dom para mim e para todos nós e suscitou alegria, esperança e um novo impulso de fé e de compromisso pelo futuro.

Na capital federal, Berlim, o Presidente Federal acolheu-me na sua residência e me deu as boas-vindas, em seu nome e de todos os seus conterrâneos, expressando a estima e o afeto por um Papa nativo da terra alemã. De minha parte, pude esboçar um breve pensamento sobre o relacionamento recíproco entre religião e liberdade, recordando uma frase do grande Bispo e reformador social Wilhelm von Ketteler: "Da mesma forma como a religião precisa da liberdade, assim também a liberdade precisa da religião".

De bom grado, acolhi o convite a dirigir-me ao Bundestag (Parlamento), aquele que foi certamente um dos grandes momentos de minha viagem. Pela primeira vez, um Papa pronunciou um discurso diante dos membros de um Parlamento alemão. Em tal ocasião, quis expor o fundamento do direito e do livre Estado de direito, isto é, a medida de todo o direito, inscrito pelo Criador no ser mesmo da sua criação. É necessário, por isso, alargar o nosso conceito de natureza, compreendendo-a não somente como um conjunto de funções, mas, mais do que isso, como linguagem do Criador para auxiliar-nos a discernir o bem do mal. Sucessivamente, houve também um encontro com alguns representantes da comunidade judaica na Alemanha. Recordando as nossas comuns raízes na fé no Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, evidenciamos os frutos obtidos até agora no diálogo entre a Igreja Católica e o Judaísmo na Alemanha. Tive também a oportunidade de encontrar-me com alguns membros da comunidade muçulmana, concordando com eles acerca da importância da liberdade religiosa para um desenvolvimento pacífico da humanidade.

A Santa Missa no estádio olímpico, em Berlim, na conclusão do primeiro dia da Visita, foi uma das grandes celebrações litúrgicas que me deram a possibilidade de rezar juntamente com os fiéis e de encorajá-los na fé. Fiquei muito contente com a numerosa participação das pessoas! Naquele momento festivo e impressionante, meditamos sobre a imagem evangélica das videiras e dos ramos, isto é, sobre a importância de estarmos unidos a Cristo para a nossa vida pessoal de fiéis e para o nosso ser Igreja, seu corpo místico.

A segunda etapa da minha Visita foi na Turíngia. A Alemanha, e a Turíngia, de modo particular, é a terra da reforma protestante. Portanto, desde o início, quis ardentemente dar particular destaque ao ecumenismo no quadro desta viagem, e foi meu forte desejo viver um momento ecumênico em Erfurt, porque exatamente em tal cidade Martinho Lutero entrou na comunidade dos Agostinianos e ali foi ordenado sacerdote. Por isso, fiquei muito contente peloencontro com os membros do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha e pelo ato ecumênico no ex-Convento dos Agostinianos: um encontro cordial que, no diálogo e na oração, levou-nos de modo mais profundo a Cristo.Vimos novamente o quanto seja importante o nosso comum testemunho da fé em Jesus Cristo no mundo de hoje, que frequentemente ignora a Deus ou não se interessa por Ele. É necessário o nosso esforço comum no caminho rumo a uma plena unidade, mas sempre somos bem conscientes de que não podemos "fazer" seja a fé, seja a unidade tão desejada. Uma fé criada por nós mesmos não tem nenhum valor, e a verdadeira unidade é, mais do que tudo, um dom do Senhor, o qual rezou e reza sempre pela unidade dos seus discípulos. Somente Cristo pode dar-nos essa unidade, e seremos sempre mais unidos na medida em que voltarmos a Ele e nos deixamos transformar por Ele.

Um momento particularmente emocionante foi, para mim, a celebração das Vésperas marianas diante do Santuário de Etzelsbach, onde me acolheu uma multidão de peregrinos. Desde jovem, tinha ouvido falar da região de Eichsfeld – porção de terra que permaneceu sempre católica em meio às várias vicissitudes da história – e dos seus habitantes que se opuseram corajosamente ás ditaduras do nazismo e do comunismo. Assim, fiquei muito contente por visitar essa Eichsfeld e o seu povo em uma peregrinação à imagem milagrosa da Virgem Dolorosa de Etzelsbach, onde, por séculos, os fiéis confiaram a Maria as próprias necessidades, preocupações, sofrimentos, recebendo conforto, graças e bênçãos. Além disso, foi tocante a Missa celebrada na magnífica Piazza del Duomoem Erfurt. Recordando os santos patronos da Turíngia – Santa Elisabete, São Bonifácio e São Kilian – e o exemplo luminoso dos fiéis que testemunharam o Evangelho durante os sistemas totalitários, convidei os fiéis a serem os santos de hoje, válidos testemunhos de Cristo, e a contribuir para construir a nossa sociedade. Sempre, de fato, foram os santos e as pessoas permeadas pelo amor de Cristo a transformar verdadeiramente o mundo. Comovente foi também o breve encontro com monsenhor Hermann Scheipers, o último sacerdote alemão vivo sobrevivente ao campo de concentração de Dachau. Em Erfurt, tive também a ocasião de encontrar algumas vítimas de abuso sexual por parte dos religiosos, aos quais quis assegurar a minha dor e minha proximidade em seus sofrimentos.

A última etapa da minha viagem levou-me ao sudoeste da Alemanha, na Arquidiocese de Friburgo. Os habitantes desta bela cidade, os fiéis da Arquidiocese e os numerosos peregrinos vindos das vizinhas Suíça e França e de outros Países reservaram-me uma acolhida particularmente festiva. Pude experimentá-lo também na Vigília de oração com milhares de jovens. Fiquei feliz ao ver que a fé na minha pátria alemã tem um rosto jovem, que é viva e tem um futuro. No sugestivo rito da luz, transmiti aos jovens a chama do círio pascal, símbolo da luz que é Cristo, exortando-os: "Vós sois a luz do mundo". Repeti a eles que o Papa confia na colaboração ativa dos jovens: com a graça de Cristo, são capazes de levar ao mundo o fogo do amor de Deus.

Um momento singular foi o encontro com os seminaristas no Seminário de Friburgo. Respondendo em um certo sentido à tocante carta que me enviaram algumas semanas antes, quis mostrar àqueles jovens a beleza e a grandeza do seu chamado por parte do Senhor e oferecer a eles algum auxílio para prosseguir o caminho de seguimento com alegria e em profunda comunhão com Cristo. Também no Seminário, pude encontrar-me, em uma atmosfera fraterna, com alguns representantes das Igrejas ortodoxas e ortodoxas orientais, dos quais nós, católicos, nos sentimos muito próximos. Exatamente desta ampla semelhança deriva também a missão comum de ser fermento para a renovação da nossa sociedade. Um amigável encontro com representantes do laicato católico alemão concluiu a série de eventos no Seminário.

A grande celebração eucarística dominical no aeroporto turístico de Friburgo foi um outro momento culminante da Visita pastoral, e a ocasião para agradecer a quantos se empenham nos vários âmbitos da vida eclesial, sobretudo os numerosos voluntários e colaboradores das iniciativas caritativas. São esses que tornam possíveis os múltiplos auxílios que a Igreja alemã oferece à Igreja universal, especialmente nas terras de missão. Recordei também que o seu precioso serviço será sempre fecundo, quando deriva de uma fé autêntica e viva, em união com os Bispos e o Papa, em união com a Igreja. Enfim, antes do meu retorno, falei com milhares de católicos comprometidos na Igreja e na sociedade, sugerindo algumas reflexões sobre a ação da Igreja em uma sociedade secularizada, com o convite de ser mais livre de fardos materiais e políticos para ser mais transparente a Deus.

Queridos irmãos e irmãs, esta Viagem Apostólica à Alemanha ofereceu-me uma ocasião propícia para encontrar os fiéis da minha pátria alemã, para confirmá-los na fé, na esperança e no amor, e compartilhar com eles a alegria de serem católicos. Mas a minha mensagem era destinada a todo o povo alemão, para convidas a todos a olhar o futuro com confiança. É verdade, "Onde há Deus, há futuro". Agradeço, mais uma vez, a todos aqueles que tornaram possível esta Visita e a quantos me acompanharam com a oração. O Senhor abençoe o Povo de Deus na Alemanha e abençoe a todos vós. Obrigado.




Fonte: Canção Nova Noticias