quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Catequese de Bento XVI sobre Salmo 23 - 05/09/2011


CATEQUESE
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 05 de outubro 2011



Voltar-se para o Senhor na oração implica um ato de confiança radical, na consciência de confiar em um Deus que é bom, misericordioso e piedoso, lento para a ira e rico de amor e fidelidade. Por isto, hoje gostaria de refletir convosco sobre um Salmo cheio de confiança, no qual o Salmista exprime a sua serena certeza de ser conduzido e protegido, seguro de todo perigo, porque o Senhor é o seu pastor. Se trata do Salmo 23, que segundo a datação greco-latina é o 22, um texto familiar a todos e amado por todos.

“O Senhor é o meu pastor: nada me falta”: Assim inicia esta bela oração, evocando o ambiente nômade do pastoreio e a experinência recíproca que se estabelece entre o pastor e as ovelhas que compõem o seu pequeno rebanho. A imagem conduz a uma atmosferia de confidência, intimidade, ternura: o pastor conhece as suas ovelhinhas uma por uma, as chama pelo nome, e essas o seguem porquem o reconhecem e confiam nele. Ele cuida delas, as guarda como bens preciosos, está pronto a defendê-las, a garantir-lhes o bem-estar, a fazê-las viver em tranquilidade. Nada pode faltar se o pastor está com elas. A esta experiência se refere o Salmista, chamando Deus seu pastor e deixando-se conduzir por Ele rumo aos campos seguros.

“Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes , restaura as forças da minha alma. Pelos caminhos retor Ele me leva, por amor de seu nome” (v.2-3)

A visão que se abre aos nossos olhos é aquela dos campos verdes e fontes de água límpida, oásis até o qual o Pastor acompanha o rebanho; símbolos dos lugares de vida em direção aos quais o Senhor conduz o Salmista, o qual se sente como as ovelhas deitadas sobre a grama ao lado de uma nascente, em situação de repouso, não em tensão ou em um estado de alarme, mas confiantes e tranquilas, porque o local é seguro, tem água fresca, o Pastor as vigia. E não esqueçamos aqui que a cena evocada pelo Salmo é ambientada em uma terra larga, com uma parte deserta, abatida pelo sol escaldante, onde o Pastor seminômade do oriente médio vive com o seu rebanho nos cerrados áridos que se estendem ao redor dos vilarejos. Mas o Pastor sabe onde encontrar capim e água fresca, essenciais para a vida, sabe levar ao oásis no qual a alma se revigora, onde é possível renovar as forças e as novas energias para colocar-se a caminho.

Como diz o Salmista, Deus o conduz em direção aos verdes prados, às águas tranquilas, onde tudo é abundante, tudo é doado em grande quantidade. Se o Senhor é o pastor, também no deserto, lugar de ausência e de morte, não deixa de existir a certeza de uma radical presença de vida, ao ponto de poder dizer: “nada me falta”. O pastor, de fato, tem no coração o bem do seu rebanho, adapta os próprios ritmos e as próprias exigências àquelas de suas ovelhas, caminha e vive com elas, guiando-as por estradas justas, isto è, adaptadas à elas, com atenção às necessidades delas e não às próprias. A segurança do seu rebanho é a sua prioridade e a esta prioridade obedece ao conduzi-lo.

Por isso o Salmista pode declarar uma tranquilidade e uma segurança sem incertezas, nem temores:
“Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bastão e vosso báculo são o meu amparo”.  (v.4)

Quem vai com o Senhor também nos vales escuros do sofrimento, da incerteza e de todos os problemas humanos, se sente seguro. Tu estás comigo: esta é a nossa certeza, aquela que nos sutenta. O escuro da noite gera medo, com as suas sombras insconstantes, a dificuldade de distinguir os perigos, o seu silêncio que por vezes é interrompido por barulhos indecifráveis. Se o rebanho se move depois do pôr do sol, quando a visibilidade se torna incerta, é normal que as ovelhas estejam inquietas, há o risco de assustarem-se, distanciarem-se, perderem-se ou ainda existe o temor de possíveis agressores que se escondam no obscuro.

Para falar do vale escuro, o Salmista usa uma expressão hebraica que evoca as trevas da morte, no qual o vale que se deve atravessar é um lugar de angústia, de ameaças terríveis, de perigos de morte. Todavia, o orante prossegue seguro, sem medo, porque sabe que o Senhor está com ele. Aquele “tu estás comigo” é uma proclamação de confiança inabalável e sintetiza a experiência de fé radical, a proximidade de Deus transforma a realidade, o vale escuro perde todo perigo, se esvazia de toda ameaça. O rebanho agora pode caminhar tranquilo, acompanhado pelo som familiar do bastão que bate sobre o terreno e sinaliza a presença confortante do pastor. Esta imagem confortante fecha a primeira parte do Salmo e dá lugar para uma cena diferente. Estamos ainda no deserto, onde o pastor vive com seu rebanho, mas agora somos transportados para a sua tenda, que se abre para dar hospitalidade.

“Preparais para mim a mesa, à vista de meus inimigos. Derramais o olhos sobre minha cabeça e meu cálice transborda” (v.5)

Agora, o Senhor é apresentado como Aquele que acolhe o orante, com os sinais de uma hospitalidade generosa e repleta de atenção. O anfitrião divino prepara o alimento sobre a “mesa”, uma expressão que em hebraico indica, no seu sentido primitivo, a pele de animal que era entendida no chão e sobre a qual se colocavam os víveres para a refeição em comum. É um gesto de partilha não somente do alimento, mas também da vida, em uma oferta de comunhão e de amizade que cria laços e exprime solidariedade. E depois, tem o dom generoso do óleo perfumado sobre a cabeça, que dá alívio ao calor insuportável do sol do deserto, refresca e suaviza a pele e alegra o espírito com a sua fragrância. Por fim, o cálice cheio acrescenta um toque de festa, com o seu vinho refinado, partilhado com generosidade abundante. Alimento, óleo, vinho: são os dons que fazem viver e dão alegria porque estão além daquilo que é extremamente necessário e exprimem a gratuidade e a abundância do amor. Proclama o Salmo 104, celebrando a bondade providente do Senhor: “Tu fazes crescer a grama para o animal e as plantas que o homem cultiva para tirar alimento da terra, vinho que alegra o coração do homem, óleo que faz brilhar a sua face e pão que sustenta o seu coração”. O Salmista se fez objeto de tantas atenções: ele se vê como um caminhante que encontra repouso em uma tenda acolhedora, enquanto os seu inimigos ficam olhando sem poder intervir, porque aquele que consideravam como presa está seguro, se tornou um hóspede sacro, intocável. E o Salmista somos nós se realmente acreditamos na comunhão com Cristo. Quando Deus abre a sua tenda para acolher-nos, nada pode nos fazer mal.
Quando o caminhante parte, a proteção divina se prolonga e o acompanha na sua viagem.


“Sim, a vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias”.

A bondade e a fidelidade de Deus são a proteção que acompanha o Salmista que sai da tenda e se recoloca no caminho. Mas é um caminho que adquire um novo sentido e se torna peregrinação em direção ao templo do Senhor, o lugar santo no qual o orante quer habitar e ao qual quer retornar. O verbo hebraico aqui utilizado tem o sentido de retornar, mas com uma pequena modificação vocálica, pode ser entendido como habitar, e assim permaneceu nas antigas versões e na maior parte das traduções modernas. Ambos os sentidos podem ser mantidos: voltar ao Templo e habitar nele é o desejo de todo israelita, e habitar próximo a Deus na sua proximidade e bondade é desejo e nostalgia daquele que acredita: poder habitar realmente onde está Deus, próximo a Deus. O seguimento do Pastor leva à sua casa, é essa a meta de todo caminho, oásis desejado no deserto, tenda de refúgio na fuga dos inimigos, lugar de paz onde se experimenta a bondade e o amor fiel de Deus dia após dia, na alegria serena de um tempo sem fim.

As imagens deste Salmo, com as suas riquezas e profundidade, acompanharam toda a história e a experiência religiosa do povo de Israel e acompanham também os cristãos. A figura do pastor, em particular, evoca o tempo originário do Êxodo, o longo caminho no deserto, como um rebanho que está sob a guia do Pastor divino. E na Terra prometida era o rei que tinha a missão de cuidar do rebanho do Senhor, como Davi, pastor escolhido por Deus e figura do Messias. Após o exílio da Babilônia, quase em um novo êxodo, Israel é reconduzido à pátria como ovelha dispersa e reencontrada, reconduzida por Deus aos vigorosos campos e lugares de repouso.

Mas é no Senhor Jesus que toda a força evocativa do nosso Salmo chega a cumprimento, encontra sua plenitude de significado: Jesus é o bom Pastor que sai à procura da ovelha desgarrada, que conhece as suas ovelhas e dá a vida por elas. Ele é a vida, o caminho justo que nos leva à vida, a luz que ilumina o vale escuro e vence todo nosso medo. È Ele o anfitrião generoso que nos acolhe, nos coloca a salvo dos inimigos preparando-nos a mesa do seu corpo e do seu sangue e aquela definitiva do banquete messiânico do Céu. É Ele o Pastor real, rei na mansidão e no perdão, entronizado sobre o madeiro glorioso da cruz.

Queridos irmãos e irmãs, o Salmo 23 nos convida a renovar a nossa confiança em Deus, abandonando-nos totalmente nas suas mãos. Peçamos então com fé que o Senhor nos conceda, também nas estradas difíceis do nosso tempo, de caminhar sempre sobre as suas estradas como rebanho dócil e obediente; que nos acolha na sua casa, na sua mesa, e nos conduza às águas tranqüilas, para que no acolhimento do dom do Seu Espirito, possamos beber das suas nascentes, fontes daquela água viva que transborda para a vida eterna. Obrigado.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Palavra de Deus na Vida - 04/12/2011


Evangelho (Lucas 10,38-42)

Terça-Feira, 4 de Outubro de 2011
São Francisco de Assis

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Que tarefa difícil, definir o necessário! Jesus já o disse, mas tendemos a perguntar-nos uma e outra vez. Encanta-me Marta, é prática e, o que ela não faça, logo se notará. Encanta-me Maria, mais sossegada e tranqüila aos pés do Mestre. Não devemos separá-las... é preciso levá-las unidas no coração e nas atitudes, no lar, no trabalho, mas não deixar o mais necessário... enquanto a parte de Marta que levamos dentro de nós trabalha, a parte de Maria sussurra alguma Palavra do Senhor...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

É tempo de ser missionário!


Na Igreja Católica, o mês de outubro é conhecido como Mês Missionário. Este mês, deve nos motivar a assumirmos nosso papel de cristão missionário, seja na família, na comunidade ou na sociedade.

Este mês, no entanto, não deve ser somente de reflexão. Deve ser também de ação. Mas, para sermos missionários não precisamos percorrer grandes distâncias. Ser missionário é sair de si e ir ao encontro do outro, do novo, do diferente. Isso exige de nós uma abertura pessoal e comunitária para responder aos desafios de ser missionário. A missão nos permite criar novos laços, novas relações e um novo jeito de ser igreja. Ser missionário é um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé.
 

Conheça mais da padroeira das missões

A francesa Marie Françoise Thérèse Martin (Maria Francisca Teresa Martin), nasceu no dia 2 de janeiro de 1873, em Alençon. Seus pais se chamavam Louis Martin e Zélie Guérin. Quando nasceu, era muito franzina e doente. Desde o nascimento exigia muitos cuidados. Aos 2 anos já pensa na idéia de ser religiosa, para a alegria de sua mãe, mas para o desconsolo de seu tio Isidore Guérin (seu futuro tutor sub-rogado).
 

Em agosto de 1876, a Sra. Zelie toma conhecimento de que padece de um câncer. Quando ela falece, o Sr. Martin muda-se com as quatro filhas para Lisieux em 1877. 

A prematura morte de sua mãe, quando ela tinha 4 anos fez com que ela se apegasse a sua irmã Pauline, que elegeu para sua "segunda mamãe". A repentina entrada dessa irmã no Carmelo, fez a jovem Thérèse, adoecer. Curada pela ‘Virgem do Sorriso’, imagem da Imaculada Conceição que seus pais tinham afeição, tomou uma forte resolução de entrar para o Carmelo. 

Entrou para ser aluna na Abadia das Beneditinas de Lisieux, e lá permaneceu por cinco anos, porém após sofrer muitas humilhações, de lá saiu e passou a receber aulas particulares. 


Quase ao completar 14 anos, no Natal de 1886, Teresa passa por uma experiência que chamou de "Noite da minha conversão". Ao voltar da missa e procurar seus presentes, percebe que seu pai se aborrece por ela apresentar comportamento infantil. A menina decide então a renunciar a infância e toma o acontecido como um sinal inspirador de força e coragem para o porvir. 

Seis meses depois, Teresa decide que quer entrar para o Carmelo (Ordem das Carmelitas Descalças). Como a pouca idade a impede, é levada por familiares, em novembro de 1887, para uma audiência com o Papa, em Roma, para pedir a exceção. Em abril do ano seguinte é aceita. Concedida a autorização ingressou em 9 de abril de 1888 e tomou o nome de Thérèse de l´Enfant Jesus. 

Fez sua profissão religiosa, em 8 de setembro de 1890, e tomou o nome de Thérèse de l´enfant Jesus et de Sainte Face, mas ficou conhecida pelos franceses após sua morte como Thérèse de Lisieux. 

Inclinada por temperamento à calma e a tristeza, Thérèse com lindos olhos azuis, cabelos louros, traços delicados, alta e extraordinariamente bonita, quando escrevia no seu diário “Oh! Sim, tudo me sorrirá aqui na terra”, era uma época em que estava experimentando injustiças e incompreensões. Já atingida pela tuberculose pulmonar, debilitada nas forças, não rejeitava trabalho algum e continuava a “jogar para Jesus flores de pequenos sacrifícios”. 

Após seis anos na ordem, em 1894, almejando o caminho da santidade, Teresa percebe que não consiguiria pelas tradicionais mortificação, disciplina e sacrifício observadas pelos santos a quem se dedica a estudar. Inspirada nas palavras de um padre, Teresa adota a "Pequena Via", um caminho pequeno e reto para a santidade, que consiste simplesmente em se entregar ao amor de Jesus Cristo, para que Ele conduza pelo caminho. 

Morreu em 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos. Disse, na manhã de sua morte: “eu não me arrependo de me ter abandonado ao amor”. No dia 4 de outubro de 1897, foi sepultada no cemitério de Lisieux. 

Sua irmã, Paulina, também carmelita, publicou em 1898 os escritos de Santa Teresinha, intitulados "História de uma alma". No dia 17 de maio de 1925, Teresinha foi canonizada pelo Papa Pio XI. O mesmo Papa a declara Patrona Universal das Missões Católicas em 1927. O Papa João Paulo II a declara Doutora da Igreja em 1997.

Fonte: Santuário Santa Terezinha ( www.santuariosantaterezinha.org.br)

A Palavra de Deus na Vida - 03/10/2011


Evangelho (Lucas 10,25-37)

Segunda-Feira, 3 de Outubro de 2011
Bvs. André de Soveral, Ambrósio F. e Comps. Mts.

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”
26Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” 27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!”
28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. 29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”
30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 
31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.
33Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão.34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”.
E Jesus perguntou: 36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” 37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Ser curado por Jesus, como este personagem do Evangelho foi curado, cuidado e amado pelo samaritano, é uma das experiências mais nobres e libertadoras da vida. Mas é preciso situar-se, e é incomodo. Só Jesus pode encarregar-se e levar-te a descansar, pagar o que necessitas no tempo de recuperação e encarregar outros que cuidem de ti... A misericórdia que recebes é para que outros conheçam também a Deus!

domingo, 2 de outubro de 2011

Angelus de Bento XVI - 02/10/2011


Ângelus
Praça de São Pedro - Vaticano
Domingo, 02 de outubro de 2011



Queridos irmãos e irmãs!

O Evangelho deste domingo termina com uma advertência de Jesus, particularmente severa, destinada aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: "Ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele" (Mt 21,43). São palavras que fazem pensar sobre a grande responsabilidade de quem, em cada época, é chamado a trabalhar na vinha do Senhor, especialmente com papel de autoridade, e impulsionado a renovar a plena fidelidade a Cristo. Ele é "a pedra que os construtores rejeitaram" (cf. Mt 21,42), porque julgaram-no como inimigo da lei e perigoso para a ordem pública; mas Ele mesmo, refutado e crucificado, ressuscitou, tornando-se a "pedra angular" sobre a qual se podem colocar com absoluta segurança os fundamentos de cada existência humana e do mundo inteiro. De tal verdade fala a parábola dos vinhateiros infiéis, aos quais um homem confiou a própria vinha para que a cultivassem e produzissem frutos.

O proprietário da vinha representa Deus mesmo, enquanto a vinha simboliza o seu povo, bem como a vida que Ele nos doa para que, com a sua graça e o nosso compromisso, façamos o bem. Santo Agostinho comenta que "Deus nos cultiva como um campo para tornar-nos melhores" (Sermo 87, 1, 2: PL 38, 531). Deus tem um projeto para os seus amigos, mas, infelizmente, a resposta do homem é frequentemente orientada à infidelidade, que se traduz em desprezo. O orgulho e o egoísmo impedem de reconhecer e acolher até mesmo o dom mais precioso de Deus: o seu Filho unigênito. Quando, de fato, "enviou seu próprio filho – escreve o evangelista Mateus – … [os vinhateiros] o prenderam, conduziram-no para fora da vinha e o assassinaram" (Mt 21,37.39). Deus entrega a si mesmo em nossas mãos, aceita fazer-se mistério insondável de fragilidade e manifesta a sua onipotência na fidelidade a um projeto de amor que, ao final, prevê, contudo, também a justa punição dos malvados (cf. Mt 21,41).

Firmemente ancorados na fé na pedra angular que é Cristo, permaneçamos n'Ele como o fruto que não pode dar fruto por si mesmo se não permanece na videira. Somente n'Ele, por Ele e com Ele edifica-se a Igreja, povo da Nova Aliança. Escreveu a propósito o Servo de Deus Paulo VI: "O primeiro fruto da tomada de consciência mais profunda da Igreja quanto a si mesma é a descoberta renovada da sua relação vital com Cristo, coisa bem conhecida, mas fundamental, indispensável, e nunca suficientemente compreendida, meditada e pregada" (Enc.Ecclesiam suam, 6 agosto 1964: AAS 56 [1964], 622).

Queridos amigos, o Senhor sempre está próximo e atuante na história da humanidade, e nos acompanha também com a singular presença dos seus Anjos, que hoje a Igreja venera como "Protetores", isto é, ministros do cuidado divino por cada homem. Desde o início até a hora da morte, a vida humana é circundada pela sua incessante proteção. E os Anjos fazem coroa à Augusta Rainha das Vitórias, a Beata Virgem Maria do Rosário, que no primeiro domingo de outubro, exatamente nesta hora, do Santuário de Pompeia e pelo mundo todo, acolhe a fervorosa Súplica, a fim de que seja derrotado o mal e revele-se, em plenitude, a bondade de Deus.



 

Ame sua Família


Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão. Ele respondeu: “desculpe-me, por favor, também não a vi.”

Fomos muito educados, seguimos nossos caminhos e nos despedimos. Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim. Ao me virar quase esbarro nele. 


Imediatamente gritei com ele, ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão dura que lhe falei.

Ao me deitar Deus me disse suavemente: “Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama. Vá a cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta.

Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse:


São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul. “Ele estava calado para lhe entregar a surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos…”
“Acorde querido! Acorde!

Estas são as flores que você cortou para mim?”

Ele sorriu e disse:

“Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você, em especial a azul.”

“Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você.”

Ele respondeu:
“Está bem mamãe, te amo de todas as formas.”
“Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul...”

Moral da história:

A nossa família é tudo de mais importante que Deus nos deu, independentemente das diferenças e defeitos que podemos ter entre uns e outros. Foram essas pessoas que Deus confiou a nós para cuidarmos e amarmos.

Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais aos outros que a nossa Família.
E você como anda em relação a sua família?

Demonstre sua decisão de amar com pequenos e singelos atos!

Homilia do 27º. Domingo do Tempo Comum – A

27º. Domingo do Tempo Comum – A



A história humana, aos olhos da fé, pode ser sempre interpretada pelo binômio dom-tarefa. A vida é um presente de Deus, o que recebemos é uma graça, mas sempre Deus pede a nossa resposta - o nosso comprometimento. É nossa tarefa cultivarmos o dom recebido.

O Evangelho e a primeira leitura nos falam de uma decepção divina. Deus ama tanto, entrega tanto carinho, que espera uma resposta positiva. Mesmo diante da predileção divina, o Povo de Israel fracassou várias vezes e o próprio Filho de Deus foi rejeitado, jogado para fora da própria Cidade Santa: o Calvário é do lado de fora dos muros de Jerusalém.

Os judeus da época de Jesus queriam guardar os frutos da vinha só para si. Não queriam partilhar com os demais, julgavam-se exclusivos; faziam leis amargas e de exclusão, ao invés de gerar a acolhida alegre. Este foi um dos motivos da rejeição do filho do dono da vinha, pois eles não poderiam aceitar a proposta de abertura de Jesus, que afetava as estruturas dos líderes da época.

A Igreja é a vinha do presente e nós os vinhateiros. Guardaremos os frutos só para nós? Faremos do Evangelho um privilégio que nos acomoda (que nos faz nos sentir salvos) ou vamos nos abrir para o mundo? A vinha é uma estrutura necessária, porém só tem sentido se está em função dos frutos. A Igreja, do mesmo modo, apenas é autêntica se está em função da construção do Reino, produzindo frutos de justiça, liberdade, misericórdia, fraternidade, perdão e paz... O principal fruto da vinha deve ser a missão que edifica uma Igreja aberta a todos, acolhedora, na qual os seus membros dão testemunho da alegria de pertencer a Vinha. O Reino de Deus jamais poderá ser monopólio de nenhuma estrutura, de nenhuma instituição religiosa, nem do clero ou dos especialistas em religião. O Reino de Deus cresce pelo mistério do Espírito. Se nós que recebemos o dom e a tarefa de cultivá-lo em primeira instância não o fizermos, outros o farão. Que o Reino não nos seja tirado.

São Paulo nos deixa uma lista de frutos que devem fazer parte da cesta de quem colhe os dons da Vinha: a verdade, o respeito, a pureza, o amor, a honra, a virtude. Se lêssemos os versículos que antecedem o texto proposto para este domingo, veríamos que São Paulo está falando da brevidade do tempo. Ou seja, a vida é breve. Deste modo, devemos viver como peregrinos deste mundo, sabendo da urgência de frutificar. Diante dos problemas da vida, apresentemos tudo e coloquemos nossas dificuldades nas mãos do dono da Vinha, pois Ele sabe o que faz. Vivendo de acordo com a Palavra do Senhor, vem o dom da paz: “Assim, o Deus da Paz estará conosco!”.

A vinha, portanto, é também o símbolo da nossa vida. Hoje, Deus continua nos dando muito: a vida, a fé, suas bênçãos... O que estamos fazendo com os presentes que ele nos deu? A nossa vida necessita de cultivo, de cuidados. Deve produzir frutos bons, não amargos. Quando chegarmos ao final de nossa existência terrena, deveremos olhar para trás e perceber que deixamos um legado, que simplesmente não passamos pela vida, mas construímos frutos que ficam para a eternidade. No presente que o Senhor nos dá como graça, podemos decidir sobre o cultivo de nossa vinha.

“A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se agora a pedra angular”. Se o ser humano desrespeitou a vinha pelos frutos podres que produziu, Deus enviou seu próprio Filho. Ao ser morto, Deus transformou nosso pecado em graça, a violência horrenda da cruz em sinal de amor-doação até as últimas consequências. Deus revela sua bondade em nossa maldade. Agora permanece como a pedra angular. Nossa vida deve ser alicerçada nesta pedra firme para que não desmorone. Assim, não por nossas forças, mas pela graça dele, teremos uma construção firme que não será destruída, uma vinha que não será arrancada.

Pe. Roberto Nentwig

"Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força!"
(2Cor 12,9)

A Palavra de Deus na Vida - 02/10/2011


Evangelho (Mateus 21,33-43)

Domingo, 2 de Outubro de 2011
27º Domingo do Tempo Comum

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas, e construiu uma torre de guarda. Depois, arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 
34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 
36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 
37Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. 
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. 
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?’
43Por isso, eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

LECTIO DIVINA


Ler – O Reino dos Céus será tomado de vocês e dado a alguém que dará fruto.
Meditar – Deus espera um bom retorno do investimento que fez em nós. Ele só pensa em negócios!
Orar – Deus investiu demais a si mesmo em nós. Devemos prestar contas rigorosas a ele.
Agir – Sejamos transparentes e responsáveis em nossas palavras e ações hoje, como bons e fiéis administradores.




sábado, 1 de outubro de 2011

Um pouco de perfume


Uma bonita mensagem de Ir. Zuleides:
Graças pelas bênçãos de setembro! 
Boas vindas, outubro, Mês Missionário e do Rosário

Festa pede  solidariedade e partilha...
nem que sejam virtuais.
Que Santa Teresinha do Menino Jesus surpreenda você com uma "chuva de rosas"!


Um pouco de perfume

Autora: Ir. Judith Junqueira Vilella
 

"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas",
nas mãos que sabem ser generosas.
Dar do pouco que se tem ao que tem menos ainda,
enriquece o doador, faz sua alma ainda mais linda!
Dar ao próximo alegria parece coisa tão singela;
aos olhos de Deus, porém, é das artes a mais bela!
 
"Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas",
nas mãos que sabem ser generosas.
* * * * *

A Palavra de Deus na Vida - 01/10/2011


Evangelho (Lucas 10,17-24)

Sábado, 1 de Outubro de 2011
Sta. Teresinha do Menino Jesus

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. 
18Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. 
21Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 
22Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 
23Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Comentário
Ainda existe uma alegria maior que vencer na luta contra o mal em favor de Jesus, do amor, dos pobres... uma alegria maior que compartilhar a missão com os irmãos... uma alegria maior que ser um dos simples que recebeu tantos dons: Jesus fala de nomes escritos no céu. Se recebeste o batismo e te alimentas com a Eucaristia, com a Palavra, então todo o teu ser foi já consagrado para o Senhor, e se alguma vez, por circunstâncias da vida, não pudesses fazer mais que um pouco de oração... Sê tu forte, teu nome já está escrito nos céus!