terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Novena do Presente Espiritual - 5o. Dia


Senhor, agora fazemos hoje a novena do Presente Espiritual, quarto dia, por estas pessoas:

(Diga o nome das pessoas)
Com pleno conhecimento de tua vontade eu peço Senhor que estas pessoas sejam livres em todas as decisões. Senhor, peço, dá-lhes sabedoria e entendimento espiritual.  Livre esta(s) pessoa(s) de toda desonestidade, presunção, orgulho. Concede-lhes Senhor sabedoria pura, pacífica e plena de Misericórdia.

Senhor, eu peço neste momento, reveste estas pessoas com tua graça e com tua bênção. Livre estas pessoas do egoísmo. Livre, Senhor, de todo o mal.

Coloque na vida desta pessoa a santidade, e acima de tudo, hoje, dá-lhe saúde no corpo e na alma.

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)



Senhor, penetrai as profundezas de suas almas com vosso amor e vosso poder. Arrancai as raízes profundas da dor. Lavai estas pessoas no preciosíssimo sangue de teu Filho Jesus. Tirai toda ansiedade, toda amargura, toda angústia e todo sofrimento interior. Tirai Senhor todo desgaste emocional, infelicidade, tristeza. 

Senhor Deus, pelo precioso sangue de teu Filho, coloque só o bem na vida destas pessoas. De modo particular, tocai no corpo, e dai-lhes saúde para que possam ganhar o pão de cada dia.

Senhor, eu começo a Fazer esta Novena do Presente do bem espiritual, por essas pessoas cujo nome eu repito:

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Abençoai Senhor estas pessoas, estes nomes que apresento em oração. Olhai, Senhor, o mais íntimo destas pessoas. Afastai todo medo. Tirai toda perturbação. Que esta oração possa na força do teu Espírito, restaurar o equilíbrio interior destas pessoas.
Senhor, eu acredito no teu poder, eu acredito no teu amor.
Abençoai e santificai estas pessoas, Senhor, a quem ofereço esta novena.

Amém.

"Preocupar-se com a pessoa, não somente com a crise", diz Papa


O Papa recebeu na manhã desta segunda-feira, 09, no Palácio Apostólico do Vaticano, o Corpo diplomático composto por embaixadores credenciados junto à Santa Sé. Esse encontro acontece todos os anos e, na ocasião, o Papa faz votos de Feliz ano Novo a todos os presentes.

Durante o discurso, o Pontífice fez um mapa de países que passaram a ter relações diplomáticas com a Santa Sé em 2011 e recordou os inúmeros encontros com chefes de estado, embaixadores e líderes de vários países do globo.

Crise Econômica Mundial
No decorrer do discurso, o Pontífice falou sobre a crise econômica que em 2011 atingiu proporções preocupantes e diante desse quadro dirgiu palavras de esperanã à toda humanidade.

"Não devemos desanimar, mas redesenhar decididamente o nosso caminho com novas formas de compromisso. A crise pode e deve ser um incentivo para meditar sobre a existência humana e a importância da sua dimensão ética, antes mesmo de refletir sobre os mecanismos que governam a vida econômica", ressaltou.

O Papa também destacou que diante de tal fenômeno, a preocupação não deve estar voltada somente para as perdas individuais e nacionais, mas deve ser visto como uma oportunidade de redefinição de mecanismos voltados para a promoção da dignidade humana.

Jovens e educação 
Bento XVI falou da sua preocupação em relação à falta de acesso à educação sobretudo entre os jovens que encontram-se nos países de 3º Mundo. Tomando como base a mensagem que ele escreveu para o Dia Mundial da Paz cujo tiítulo é "Educar os jovens para a justiça e para a paz", ele falou sobre o papel 'redentor' da educação.

"A educação é um tema crucial para todas as gerações, pois depende dela tanto o desenvolvimento saudável de cada pessoa como o futuro da sociedade inteira. Por isso mesmo, aquela constitui uma tarefa de primária grandeza num tempo difícil e delicado", afirmou.

Família fundada no matrimônio entre homem e mulherO Papa Bento XVI também destacou que a família é a primeira instituição propagadora da educação, a qual deve ser amparada por projetos educacionais consistentes. Durante esta colocação ele também acrescentou que somente a partir da união entre homem e mulher, a qual, segundo ele, não trata-se somente de uma convenção social.

"O quadro familiar é fundamental no percurso educativo e para o próprio desenvolvimento dos indivíduos e dos Estados; consequentemente, são necessárias políticas que o valorizem e colaborem para a sua coesão social e diálogo", explicou.

Conflitos no Oriente Médio
O Papa também demonstrou preocupação com os conflitos que envolvem países do Oriente Medio e pediu soluções para que seja traçado um verdadeiro plano de pacificação.

"Sinto uma grande preocupação pelas populações dos países nos quais continuam tensões e violências, particularmente na Síria, onde espero que se ponha rapidamente termo ao derramamento de sangue e comece um diálogo frutuoso entre os atores políticos, favorecido pela presença de observadores independentes. Na Terra Santa, onde as tensões entre palestinianos e israelitas têm repercussões sobre os equilíbrios de todo o Médio Oriente, é preciso que os responsáveis destes dois povos adotem decisões corajosas e clarividentes a favor da paz", pediu.

Evangelho Mc 1,21b-28


10 de Janeiro de 2012
1ª Semana do Tempo Comum

Mc 1,21b-28
Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar. Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem
tem autoridade e não como os escribas. Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou: “Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!”. Mas Jesus intimou-o, dizendo: “Cala-te, sai deste homem!”. O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: “Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!”. A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galileia.

Comentário
O início da vida pública de Jesus é marcado por uma constatação: “Ele ensina como quem tem autoridade e não como os escribas”. O que viram os conterrâneos de Jesus para fazerem tal afirmação? Viram e sentiram verdade nas palavras que saíam da boca do Mestre; foram testemunhas de que seu ensinamento vinha acompanhado
pelas obras que venciam o mal e que os libertavam dos espíritos imundos. Rezemos, para que, a exemplo de Jesus, todos os que exercem algum tipo de “autoridade” a exerçam com responsabilidade e doação, e não como meio para a submissão.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Novena do Presente Espiritual - 4o. Dia

Senhor, agora fazemos hoje a novena do Presente Espiritual, quarto dia, por estas pessoas:


(Diga o nome das pessoas)
Com pleno conhecimento de tua vontade eu peço Senhor que estas pessoas sejam livres em todas as decisões. Senhor, peço, dá-lhes sabedoria e entendimento espiritual.  Livre esta(s) pessoa(s) de toda desonestidade, presunção, orgulho. Concede-lhes Senhor sabedoria pura, pacífica e plena de Misericórdia.

Senhor, eu peço neste momento, reveste estas pessoas com tua graça e com tua bênção. Livre estas pessoas do egoísmo. Livre, Senhor, de todo o mal.

Coloque na vida desta pessoa a santidade, e acima de tudo, hoje, dá-lhe saúde no corpo e na alma.

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Senhor, penetrai as profundezas de suas almas com vosso amor e vosso poder. Arrancai as raízes profundas da dor. Lavai estas pessoas no preciosíssimo sangue de teu Filho Jesus. Tirai toda ansiedade, toda amargura, toda angústia e todo sofrimento interior. Tirai Senhor todo desgaste emocional, infelicidade, tristeza. 


Senhor Deus, pelo precioso sangue de teu Filho, coloque só o bem na vida destas pessoas. De modo particular, tocai no corpo, e dai-lhes saúde para que possam ganhar o pão de cada dia.

Senhor, eu começo a Fazer esta Novena do Presente do bem espiritual, por essas pessoas cujo nome eu repito:

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Abençoai Senhor estas pessoas, estes nomes que apresento em oração. Olhai, Senhor, o mais íntimo destas pessoas. Afastai todo medo. Tirai toda perturbação. Que esta oração possa na força do teu Espírito, restaurar o equilíbrio interior destas pessoas.
Senhor, eu acredito no teu poder, eu acredito no teu amor.
Abençoai e santificai estas pessoas, Senhor, a quem ofereço esta novena.

Amém.

Papa dá orientações de como educar os filhos na fé e na vida

"Como pessoas adultas, temos o compromisso de atingir fontes boas, pelo nosso bem e daqueles que foram confiados à nossa responsabilidade, em particular, vós, caros pais, padrinhos e madrinhas, para o bem destas crianças. E quais são as fontes de salvação? São a Palavra de Deus e os Sacramentos".


"O verdadeiro educador não liga as pessoas a si, não é possessivo. Quer que o filho, o discípulos, aprenda a conhecer a verdade e estabeleça com ela um relacionamento pessoal".


"A oração é a primeira condição para educar, porque rezando, nos colocamos na disposição de deixar a Deus a iniciativa, de confiar os filhos à Ele, que os conhece antes ou melhor que nós e sabe, perfeitamente qual é o verdadeiro bem deles", disse o Papa Bento XVI na manhã deste domingo, 08, na Capela Sistina, no Vaticano, a Missa da Solenidade do Batismo do Senhor, na qual foi administrado o Sacramento do Batismo a 16 crianças. 

Evangelho - Mc 1,7-11

Batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo (F.)



Mc 1,7-11
João andava vestido de pelo de camelo e trazia um  cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Ele pôs-se a proclamar: “Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar  para desatar-lhe a correia do calçado. Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo”. Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galileia, e foi batizado por João, no Jordão. No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. E ouviu-se dos céus uma voz: “Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição”.

Comentário
O batismo de Jesus lembra o nosso batismo, lembra o dia em que fomos iniciados no magnífico Mistério da existência cristã. Como Jesus, também nós fomos ungidos na condição de reis, profetas e sacerdotes; também nós podemos ouvir com alegria e espírito de gratidão: “Tu és o meu filho muito amado; em ti ponho a minha afeição”. Que bom saber que somos filhos amados e queridos por Deus. Agora sei que posso caminhar seguro, o amor me guiará. Obrigado, Senhor, por esta revelação! Obrigado por este infinito amor!

Angelus de Bento XVI - 08/01/2012

Ângelus
Praça de São Pedro - Vaticano
Domingo, 8 de janeiro de 2012

Queridos irmãos e irmãs

Hoje celebramos a festa do Batismo do Senhor. Esta manhã conferi o Batismo a 16 crianças e por isto, gostaria de propor uma breve reflexão sobre nosso ser filhos de Deus. Antes de tudo, partamos do nosso ser simplesmente filhos: esta é a condição fundamental que nos une. Nem todos são pais, mas todos seguramente são filhos. Vir ao mundo não é nunca uma escolha, não nos vem pedido antes de nascer. Mas durante a vida, podemos amadurecer uma atitude livre em relação a própria vida: podemos acolhê-la como um dom e, em um certo sentido, tornar aquilo que já somos: filhos. Esta passagem sinaliza uma etapa de maturidade do nosso ser e no relacionamento com nossos pais, que se enche de reconhecimento. É uma passagem que nos torna também capazes de ser também genitores, não biologicamente, mas moralmente. 

Também em relação a Deus somos todos filhos. Deus é a origem da existência de toda criatura e é Pai em modo singular de cada ser humano: tem como ele ou com ela uma relação única, pessoal. Cada de nós é querido, é amado por Deus. E também nesta relação com Deus, por assim dizer, podemos renascer, isto é, nos tornar aquilo que somos, Isto acontece mediante a fé, mediante um sim profundo e pessoal a Deus como origem e fundamento da nossa existência. Com este “sim” eu acolho a vida como dom do Pai que está nos céus, um Pai que não vejo, mas no qual creio e que sinto no profundo do coração ser o Meu Pai e de todos os meus irmãos em humanidade, um Pai imensamente bom e fiel.

Sobre o que se baseia esta fé em Deus Pai? Se baseia em Jesus Cristo: a sua pessoa e a sua história nos revelam o Pai, o fazem conhecer, o quanto é possível deste modo. Crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, nos conduz a renascer do alto, isto é, de Deus, que é amor (Jo 3,3). E precisamos ter claro que ninguém se faz homem: nascemos sem o nosso próprio fazer, o passivo de ter nascido precede o ativo do nosso fazer. O mesmo é também se diz do ser cristão: ninguém pode fazer-se cristão somente pela própria vontade, também ser cristão é um dom que precede o nosso fazer: devemos renascer em um novo nascimento. São João diz: A quantos o acolheram deu o poder de se tornarem filhos de Deus (Jo 1,12). Este é o sentido do Sacramento do Batismo, o Batismo é um novo nascimento, que precede o nosso fazer. Com a nossa fé podemos ir ao encontro de Cristo, mas somente Ele mesmo pode fazer-nos cristãos e dar a esta nossa vontade, a este nosso desejo a resposta, a dignidade, o poder de nos tornarmos filhos de Deus que de nós mesmos não temos.

Caros amigos, este domingo do Batismo do Senhor conclui o Tempo do Natal. Rendamos graças a Deus por esse grande mistério, que é fonte de regeneraçção para a Igreja e para o mundo inteiro. Deus se fez Filho do Homem, para que o homem se tornasse filho de Deus, mediante o Batismo. À Virgem Maria, Mãe de Cristo e de todos aqueles que creem nEle, pedimos que nos ajude a viver realmente como filhos de Deus, não com as palavras, e não somente com as palavras, mas com os fatos. Escreve ainda São João: “Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho Jesus e nos amemos uns aos outros, este é o preceito que Ele nos deu (I Jo 3,23)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Novena do Presente Espiritual - 3o. Dia


Senhor, eu começo hoje a novena do Presente Espiritual, primeiro dia, por estas pessoas:
(Diga o nome das pessoas)
Com pleno conhecimento de tua vontade eu peço Senhor que estas pessoas sejam livres em todas as decisões. Senhor, peço, dá-lhes sabedoria e entendimento espiritual.  Livre esta(s) pessoa(s) de toda desonestidade, presunção, orgulho. Concede-lhes Senhor sabedoria pura, pacífica e plena de Misericórdia.

Senhor, eu peço neste momento, reveste estas pessoas com tua graça e com tua bênção. Livre estas pessoas do egoísmo. Livre, Senhor, de todo o mal.

Coloque na vida desta pessoa a santidade, e acima de tudo, hoje, dá-lhe saúde no corpo e na alma.

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Senhor, penetrai as profundezas de suas almas com vosso amor e vosso poder. Arrancai as raízes profundas da dor. Lavai estas pessoas no preciosíssimo sangue de teu Filho Jesus. Tirai toda ansiedade, toda amargura, toda angústia e todo sofrimento interior. Tirai Senhor todo desgaste emocional, infelicidade, tristeza. 


Senhor Deus, pelo precioso sangue de teu Filho, coloque só o bem na vida destas pessoas. De modo particular, tocai no corpo, e dai-lhes saúde para que possam ganhar o pão de cada dia.

Senhor, eu começo a Fazer esta Novena do Presente do bem espiritual, por essas pessoas cujo nome eu repito:

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Abençoai Senhor estas pessoas, estes nomes que apresento em oração. Olhai, Senhor, o mais íntimo destas pessoas. Afastai todo medo. Tirai toda perturbação. Que esta oração possa na força do teu Espírito, restaurar o equilíbrio interior destas pessoas.
Senhor, eu acredito no teu poder, eu acredito no teu amor.
Abençoai e santificai estas pessoas, Senhor, a quem ofereço esta novena.

Amém.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Histórias de Padre Pio

Padre Pio costumava atender algumas pessoas no corredor do convento, onde ficava sentado em uma cadeira, rezando o terço. Tinha, ao seu lado, sempre um frade que cuidava dele, pois tinha a saúde frágil. 

Um dia, o frade percebeu, em determinado momento, que Padre Pio não respondia às perguntas que lhe faziam, e parava de passar as contas do terço, olhando fixo, para frente. Após alguns instantes, ele retomava tudo. O frade, então, perguntou: "Pio, está se sentindo mal? Está acontecendo alguma coisa?" Padre Pio perguntou: "Não! Estou bem, por que?" Quando o frade lhe explicou, ele riu e disse o seguinte: "Você só está vendo a fila de pessoas que estão aqui, pedindo intercessão, mas há uma outra fila, aqui também. É de anjos da guarda, de pessoas que estão precisando de minha intercessão. Quando me calo, é porque estou conversando com eles, para que sigam até o Céu, com os pedidos para o Pai".

Dom João Braz de Aviz será o próximo cardeal do Brasil

Dom João Braz de Aviz está entre os 22 novos cardeais nomeados por Bento XVI

O Papa Bento XVI anunciou durante o Angelus, após a missa da Solenidade da Epifania do Senhor presidida por ele nesta quarta-feira, 06, no Vaticano, a convocação de um novo Consistório que criará novos cardeais para a Igreja.

Entre os nomeados, está Dom João Braz de Aviz, prefeito daCongregação para os Institutos de Vida Consagrada desde o ano passado. O arcebispo, que durante muito tempo esteve à frente da arquidiocese de Brasília foi o único brasileiro nomeado desta vez, e a partir de fevereiro deste ano, passará a integrarar o grupo de cardeais brasileiros composto por Dom Eugênio Sales, Dom Evaristo Arns, Dom José Falcão, Dom Serafim Fernandes Araújo, Dom Claudio Hummes, Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Eusébio Sheid, Dom Odilo Pedro Sherer e Dom Raymundo Damasceno de Assis.

Em 1994, João Paulo II nomeou Dom João Braz, bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, onde, desde então, adotou o lema episcopal: Todos sejam um (Jo 17,21). Depois, ele foi bispo de Ponta Grossa, Paraná; arcebispo de Arquidiocese de Maringá, também no Paraná, e por fim, arcebispo de Brasília, cargo que ocupou de 2004 até o fim de 2010.

Em 4 de janeiro de 2011, ele foi nomeado pelo Papa Bento XVI como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano. 

Fonte: Canção Nova Noticias

Homilia de Bento XVI - Epifania do Senhor - 06/01/2012


HOMILIA

Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor
Basílica de São Pedro - Vaticano
Sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Queridos irmãos e irmãs!


a Epifania é uma festa da luz. "Ergue-te, Jerusalém, e sê iluminada, que a tua luz desponta e a glória do Senhor está sobre ti" (Is 60, 1). Com estas palavras do profeta Isaías, a Igreja descreve o conteúdo da festa. Sim, veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira, Aquele que faz com que os homens sejam luz. Dá-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (cf. Jo 1, 9.12). Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece conosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt 28, 20). A Igreja lê a narração do Evangelho de Mateus juntamente com a visão do profeta Isaías, que escutamos na primeira leitura: o caminho destes homens é só o início. Antes, tinham vindo os pastores – almas simples que habitavam mais perto de Deus feito menino, podendo mais facilmente "ir até lá" (cf. Lc 2, 15) ter com Ele e reconhecê-Lo como Senhor. Mas agora vêm também os sábios deste mundo. Vêm grandes e pequenos, reis e servos, homens de todas as culturas e de todos os povos. Os homens do Oriente são os primeiros, seguidos de muitos outros ao longo dos séculos. Depois da grande visão de Isaías, a leitura tirada da Carta aos Efésios exprime, de modo muito sóbrio e simples, a mesma ideia: os gentios partilham da mesma herança (cf. 3, 6). Eis como o formulara o Salmo 2: "Eu te darei as nações por herança, e os confins da terra para teu domínio" (v. 8).

Os Magos do Oriente vão à frente. Inauguram o caminho dos povos para Cristo. Durante esta Missa, vou conferir a Ordenação Episcopal a dois sacerdotes, consagrá-los-ei Pastores do povo de Deus. Segundo palavras de Jesus, caminhar à frente do rebanho faz parte da função do Pastor (cf. Jo 10, 4). Por isso naqueles personagens, que foram os primeiros pagãos a encontrar o caminho para Cristo, talvez possamos – não obstante todas as diferenças nas respectivas vocações e tarefas – procurar indicações para a missão dos Bispos. Que tipo de homens eram os Magos? Os peritos dizem-nos que pertenciam à grande tradição astronômica que se fora desenvolvendo na Mesopotâmia no decorrer dos séculos, e era então florescente. Mas esta informação, por si só, não é suficiente. Provavelmente haveria muitos astrônomos na antiga Babilônia, mas poucos, apenas estes Magos, se puseram a caminho e seguiram a estrela que tinham reconhecido como sendo a estrela da promessa, ou seja, a que indicava o caminho para o verdadeiro Rei e Salvador. Podemos dizer que eram homens de ciência, mas não apenas no sentido de quererem saber muitas coisas; eles queriam algo mais. Queriam entender o que é que conta no fato de sermos homens. Provavelmente ouviram falar da profecia de Balaão, um profeta pagão: "Uma estrela sai de Jacó, e um cetro se levanta de Israel" (Nm 24, 17). Eles aprofundaram esta promessa. Eram pessoas de coração inquieto, que não se satisfaziam com aparências ou com a rotina da vida. Eram homens à procura da promessa, à procura de Deus. Eram homens vigilantes, capazes de discernir os sinais de Deus, a sua linguagem sutil e insistente. Mas eram também homens corajosos e, ao mesmo tempo, humildes: podemos imaginar as zombarias que tiveram de suportar quando se puseram a caminho para ir ter com o Rei dos Judeus, enfrentando canseiras sem número. Mas, não consideravam decisivo o que se pensava ou dizia deles, mesmo pelas pessoas influentes e inteligentes. Para eles o que contava era a própria verdade, não a opinião dos homens. Por isso, enfrentaram as privações e o cansaço de um caminho longo e incerto. Foi a sua coragem humilde que lhes permitiu prostrar-se diante de um menino filho de gente pobre e reconhecer n’Ele o Rei prometido, cuja busca e reconhecimento fora o objetivo do seu caminho exterior e interior.

Queridos amigos, em tudo isto é possível ver alguns traços essenciais do ministério episcopal. Também o Bispo deve ser um homem de coração inquieto, que não se satisfaz com as coisas rotineiras deste mundo, mas segue a inquietação do coração que o impele interiormente a aproximar-se sempre mais de Deus, a procurar o seu Rosto, a conhecê-Lo cada vez melhor, para poder amá-Lo sempre mais. Também o Bispo deve ser um homem de coração vigilante que percebe a linguagem sutil de Deus e sabe discernir a verdade da aparência. Também o Bispo deve estar repleto da coragem da humildade, que não se interessa do que a opinião dominante diz dele, mas por critério toma a medida da verdade de Deus, comprometendo-se com ela "opportune – importune"Deve ser capaz de ir à frente indicando o caminho. Deve ir à frente seguindo Aquele que a todos nos precedeu, porque é o verdadeiro Pastor, a verdadeira estrela da promessa: Jesus Cristo. E deve ter a humildade de prostrar-se diante daquele Deus que Se tornou tão concreto e tão simples que contradiz o nosso orgulho insensato, que não quer ver Deus assim perto e pequenino. Deve viver a adoração do Filho de Deus feito homem, aquela adoração que lhe indica sem cessar o caminho.
A liturgia da Ordenação Episcopal exprime o essencial deste ministério em oito perguntas dirigidas aos Ordenandos, que começam sempre com a palavra: "Vultis? – Quereis?". As perguntas orientam a vontade e indicam-lhe o caminho a tomar. Gostaria de mencionar aqui, brevemente, algumas das palavras-chave desta orientação, nas quais se concretiza aquilo que há pouco refletimos a partir dos Magos que aparecem na festa de hoje. A missão dos Bispos é "praedicare Evangelium Christi", "custodire", "dirigere"", pauperibus se misericordes praebere", "indesinenter orare"O anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, guardar o depósito sagrado da nossa fé, ir à frente e guiar, a misericórdia e a caridade para com os necessitados e os pobres nas quais se reflete o amor misericordioso de Deus para conosco e, finalmente, a oração contínua são características fundamentais do ministério episcopalA oração contínua significa nunca perder o contato com Deus, deixar-se tocar sempre por Ele no íntimo do nosso coração e deste modo sermos permeados pela sua luz. Só quem conhece a Deus pessoalmente é que pode guiar os outros para Deus. E só quem guia os homens para Deus é que os guia pela estrada da vida.

coração inquieto, de que falamos inspirando-nos em Santo Agostinho, é o coração que, em última análise, não se satisfaz com nada menos do que Deus e é, precisamente assim, que se torna um coração que ama. O nosso coração vive inquieto relativamente a Deus, e não pode ser de outro modo, embora hoje se procure, com "narcóticos" muito eficazes, libertar o homem desta inquietação. Mas não somos só nós, seres humanos, que vivemos inquietos relativamente a Deus. Também o coração de Deus vive inquieto relativamente ao homem. Deus espera-nos. Anda à nossa procura. Também Ele não descansa enquanto não nos tiver encontrado. O coração de Deus vive inquieto, e foi por isso que se pôs a caminho até junto de nós – até Belém, até ao Calvário, de Jerusalém até à Galileia e aos confins do mundo. Deus vive inquieto conosco, anda à procura de pessoas que se deixem contagiar por esta sua inquietação, pela sua paixão por nós; pessoas que vivem a busca que habita no seu coração e, ao mesmo tempo, se deixam tocar no coração pela busca de Deus a nosso respeito. Queridos amigos, foi esta a missão dos Apóstolos: acolher a inquietação de Deus pelo homem e levar o próprio Deus aos homens. E, seguindo os passos dos Apóstolos, esta é a vossa missão: deixai-vos tocar pela inquietação de Deus, a fim de que o anseio de Deus pelo homem possa ser satisfeito.



Os Magos seguiram a estrela. Através da linguagem da criação, encontraram o Deus da história. É certo que a linguagem da criação, por si só, não é suficiente. Apenas a Palavra de Deus, que encontramos na Sagrada Escritura, podia indicar-lhes definitivamente o caminho. Criação e Escritura, razão e fé devem dar-se as mãos para nos conduzirem ao Deus vivo. Muito se discutiu sobre o tipo de estrela que guiou os Magos. Pensa-se numa conjunção de planetas, numa Supernova, ou seja, uma daquelas estrelas inicialmente muito débeis que, na sequência duma explosão interna, irradia por algum tempo um imenso esplendor, num cometa, etc. Deixemos que os cientistas continuem esta discussão. A grande estrela, a verdadeira Supernova que nos guia é o próprio Cristo. Ele é, por assim dizer, a explosão do amor de Deus, que faz brilhar sobre o mundo o grande fulgor do seu coração. E podemos acrescentar: tanto os Magos do Oriente, mencionados no Evangelho de hoje, como os Santos em geral pouco a pouco tornaram-se eles mesmos constelações de Deus, que nos indicam o caminho. Em todas estas pessoas, o contato com a Palavra de Deus provocou, por assim dizer, uma explosão de luz, através da qual o esplendor de Deus ilumina este nosso mundo e nos indica o caminho. Os Santos são estrelas de Deus, pelas quais nos deixamos guiar para Aquele por quem o nosso ser anseia. Queridos amigos, vós seguistes a estrela que é Jesus Cristo, quando dissestes o vosso "sim" ao sacerdócio e ao ministério episcopal. E certamente brilharam para vós também estrelas menores, que vos ajudaram a não errar o caminho. Na Ladainha dos Santos, invocamos todas estas estrelas de Deus, a fim de que brilhem sempre de novo para vós e vos indiquem o caminho.Com a Ordenação Episcopal, vós mesmos sois chamados a ser estrelas de Deus para os homens, guiando-os pelo caminho que leva à verdadeira Luz: Cristo. Invoquemos, pois, agora todos os Santos, para que possais corresponder sempre a esta vossa missão mostrando aos homens a luz de Deus. Amém!



Fonte: Canção Nova Noticias