sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Novena de Presente Espiritual - 2o. Dia



Senhor, eu começo hoje a novena do Presente Espiritual, primeiro dia, por estas pessoas:
(Diga o nome das pessoas)
Com pleno conhecimento de tua vontade eu peço Senhor que estas pessoas sejam livres em todas as decisões. Senhor, peço, dá-lhes sabedoria e entendimento espiritual.  Livre esta(s) pessoa(s) de toda desonestidade, presunção, orgulho. Concede-lhes Senhor sabedoria pura, pacífica e plena de Misericórdia.

Senhor, eu peço neste momento, reveste estas pessoas com tua graça e com tua bênção. Livre estas pessoas do egoísmo. Livre, Senhor, de todo o mal.
Coloque na vida desta pessoa a santidade, e acima de tudo, hoje, dá-lhe saúde no corpo e na alma.

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)


Senhor, penetrai as profundezas de suas almas com vosso amor e vosso poder. Arrancai as raízes profundas da dor. Lavai estas pessoas no preciosíssimo sangue de teu Filho Jesus. Tirai toda ansiedade, toda amargura, toda angústia e todo sofrimento interior. Tirai Senhor todo desgaste emocional, infelicidade, tristeza. 

Senhor Deus, pelo precioso sangue de teu Filho, coloque só o bem na vida destas pessoas. De modo particular, tocai no corpo, e dai-lhes saúde para que possam ganhar o pão de cada dia.

Senhor, eu começo a Fazer esta Novena do Presente do bem espiritual, por essas pessoas cujo nome eu repito:

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Abençoai Senhor estas pessoas, estes nomes que apresento em oração. Olhai, Senhor, o mais íntimo destas pessoas. Afastai todo medo. Tirai toda perturbação. Que esta oração possa na força do teu Espírito, restaurar o equilíbrio interior destas pessoas.
Senhor, eu acredito no teu poder, eu acredito no teu amor.
Abençoai e santificai estas pessoas, Senhor, a quem ofereço esta novena.
Amém.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A catequese do Papa - Natal, uma festa que continua fascinando


A Catequese do Papa.

NATAL, UMA FESTA QUE CONTINUA FASCINANDO.

05.01.2011: Cidade do Vaticano, - Bento XVI acolheu na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, dia de Audiência Geral, vários fiéis e peregrinos.
 

Queridos irmãos e irmãs!
Estou contente por acolher-vos nesta primeira Audiência geral do novo ano e de todo o coração ofereço às vossas famílias meus fervorosos melhores votos. O Senhor do tempo e da história guie os nossos passos no caminho do bem e conceda a cada um abundância de graça e prosperidade. Ainda circundados pela luz do Santo Natal, que nos convida à alegria pela vinda do Salvador, estamos hoje na vigília da Epifania, em que celebramos a manifestação do Senhor a todos os povos.
A festa de Natal continua a fascinar-nos ainda hoje, mais que qualquer outra das grandes festas da Igreja; fascina porque todos, de algum modo, intuem que o nascimento de Jesus tem a ver com as aspirações e esperanças mais profundas do homem. O consumismo pode diminuir essa nostalgia interior, mas, se no coração há o desejo de acolher aquele Menino que traz a novidade de Deus, que veio para nos dar a vida em plenitude, as luzes das decorações natalinas podem tornar-se, acima de tudo, um reflexo da Luz que se acendeu com a encarnação de Deus.
Nas celebrações litúrgicas destes dias santos, vivemos de modo misterioso, mas real, o ingresso do Filho de Deus no mundo e fomos iluminados mais uma vez pela luz de seu fulgor.Toda a celebração é presença atual do mistério de Cristo e nessa se prolonga a história da salvação. A propósito do Natal, o Papa São Leão Magno afirma: "Apesar de a sucessão das ações corpóreas ter passado, como foi ordenado antecipadamente pelo projeto eterno [...], todavia nós adoramos continuamente o mesmo parto da Virgem que produz a nossa salvação" (Sermone sul Natale del Signore 29,2), e precisa: “porque aquele dia não passou de tal modo que também tenha passado o poder que então foi revelado" (Sermone sull’Epifania 36,1).
Celebrar os eventos da encarnação do Filho de Deus não é simples recordação de fatos do passado, mas tornar presentes os mistérios portadores de salvação. Na Liturgia, na celebração dos Sacramentos, os mistérios fazem-se atuais e tornam-se eficazes para nós, hoje. Ainda São Leão Magno afirma: “Tudo aquilo que o Filho de Deus fez e ensinou para reconciliar o mundo, não o conhecemos através de narrações feitas no passado, mas estamos sob o efeito do dinamismo de tais ações presentes” (Sermone 52,1).
Na Constituição sobre a Sagrada Liturgia, o Concílio Vaticano II sublinha como a obra da salvação realizada por Cristo continua na Igreja mediante a celebração dos santos mistérios, graças à ação do Espírito Santo. Já no Antigo testamento, no caminho rumo à plenitude da fé, temos testemunhos de como a presença de Deus foi mediada através de sinais, por exemplo,aquele do fogo (cf. Es 3,2ss; 19,18). Mas, a partir da Encarnação, acontece algo de desconcertante: o regime de contato salvífico com Deus transforma-se radicalmente e a carne torna-se o instrumento da salvação: “Verbum caro factum est”, “o Verbo se fez carne”, escreve o Evangelista João, e um autor cristão do século III, Tertulliano, afirma: “Caro salutis est cardo”, “a carne é o princípio essencial da salvação” (De carnis resurrectione, 8,3: PL 2,806).
O Natal é já a primícia do “sacramentum-mysterium paschale”, é, ou seja, o início do mistério central da salvação que culmina na paixão, morte e ressurreição, porque Jesus começa a oferta de si mesmo por amor desde o primeiro instante da sua existência humana no ventre da Virgem Maria. A noite de Natal está, portanto, profundamente ligada à grande vigília da Páscoa, quando a redenção se completa no sacrifício glorioso do Senhor morto e ressuscitado. O próprio presépio, como imagem da encarnação do Verbo, à luz do relato evangélico, alude já à Páscoa e é interessante ver como em alguns ícones da natividade na tradição oriental, Jesus Menino é representado envolto em faixas e deposto em uma manjedoura que tem a forma de um sepulcro; uma alusão ao momento em que Ele será deposto da cruz, envolto em um pano e colocado no sepulcro cavado na rocha (cf. Lc 2,7; 23,53).
Encarnação e Páscoa não estão uma ao lado da outra, mas são os dois pontos chave inseparáveis da única fé em Jesus Cristo, o Filho de Deus Encarnado e Redentor. Cruz e Ressurreição pressupõem a Encarnação. Só porque verdadeiramente o Filho, e n'Ele Deus mesmo, "desceu" e "se fez carne", morte e ressurreição de Jesus são eventos que se tornam nosso contemporâneos e dizem respeito a nós, livram-nos da morte e abrem-nos um futuro em que esta "carne", a existência terrena e transitória, entrará na eternidade de Deus. Nessa perspectiva unitária do Mistério de Cristo, a visita ao presépio orienta à visita à Eucaristia, onde encontramos presente, de modo real, o Cristo crucificado e ressuscitado, o Cristo vivo.
A celebração litúrgica do Natal, portanto, não é somente recordação, mas sobretudo mistério; não é somente memória, mas também presença. Para colher o sentido desses dois aspectos inseparáveis, é preciso viver intensamente todo o Tempo natalício como a Igreja o apresenta. Se o consideramos em sentido lato, isso se estende por quarenta dias, do 25 de dezembro ao 2 de fevereiro, da celebração da Noite de Natal, à Maternidade de Maria, à Epifania, ao Batismo de Jesus, às núpcias de Caná, à Apresentação no Templo, exatamente em analogia com o Tempo pascal, que forma uma unidade de cinquenta dias, até Pentecostes.
A manifestação de Deus na carne é o acontecimento que revelou a Verdade na história. Com efeito, a data de 25 de dezembro, ligada à ideia da manifestação solar – Deus que aparece como luz sem ocaso no horizonte da história –, recorda-nos que não se trata somente de uma ideia, aquela de que Deus é a plenitude da luz, mas de uma realidade para nós homens já realizada e sempre atual: hoje, como naquele tempo, Deus revela-se na carne, isto é, no "corpo vivo" da Igreja peregrina no tempo, e nos Sacramentos doa-nos hoje a salvação.
Os símbolos das celebrações natalinas, recordados pelas Leituras e pelas orações, dão à liturgia deste Tempo um sentido profundo de "epifania" de Deus no seu Cristo-Verbo encarnado, isto é, de “manifestação” que possui também um significado escatológico, ou seja, orienta ao fim dos tempos. Já no Advento, as duas vindas, aquela histórica e aquela no fim da história, estavam diretamente ligadas; mas é em particular na Epifania e no Batismo de Jesus que a manifestação messiânica celebra-se na perspectiva das expectativas escatológicas: a consagração messiânica de Jesus, Verbo encarnado, mediante a efusão do Espírito Santo de forma visível, leva ao cumprimento do tempo das promessas e inaugura os últimos tempos.
É preciso dirimir este Tempo natalício de um revestimento somente moralista e sentimental. A celebração do Natal não nos propõe somente exemplos a imitar, como aqueles da humildade e pobreza do Senhor, a sua bondade e amor pelos homens; mas é, mais que tudo, o convite a deixarmo-nos transformar totalmente por Aquele que entrou na nossa carne. São Leão Magno exclama: "o Filho de Deus [...] veio a nós e levou-nos para si de tal modo que o rebaixamento de Deus à condição humana se tornasse uma elevação do homem às alturas de Deus" (Sermone sul Natale del Signore 27,2).
A manifestação de Deus é destinada à nossa participação na vida divina, à realização em nós do mistério da sua encarnação. Tal mistério é o cumprimento da vocação do homem. Ainda São Leão Magno explica a importância concreta e sempre atual para a vida cristã do mistério do Natal: “as palavras do Evangelho e dos Profetas [...] inflamam o nosso espírito e nos ensinam a compreender a natividade do Senhor, esse mistério do Verbo feito carne, não tanto como uma recordação de um acontecimento passado, mas como um fato que se desenrola sob os nossos olhos [...] é como se tivéssemos ainda proclamado na solenidade de hoje: 'Vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor'" (Sermone sul Natale del Signore 29,1). E acrescenta:“Reconhece, cristão, a tua dignidade, e, feito participante da natureza divina, cuida para não cair, com uma conduta indigna, de tal grandeza à primitiva baixeza" (Sermone 1 sul Natale del Signore, 3).
Queridos amigos, vivamos este Tempo natalício com intensidade: após termos adorado o Filho de Deus feito homem e depositado na manjedoura, somos chamados a ir ao altar do Sacrifício, onde Cristo, o Pão vivo descido do céu, se oferece a nós como verdadeiro alimento para a vida eterna. E isso que vimos com os nossos olhos, na mesa da Palavra e do pão da Vida, isso que contemplamos, isso que nossas mãos tocaram, ou seja, o Verbo feito carne, anunciamo-lo com alegria ao mundo generosamente com toda a nossa vida.Renovo, de coração, a todos vós e aos vossos queridos saudações para o Novo Ano e desejo-vos uma boa festividade da Epifania.
Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Comunicado sobre a nota com indicações para o Ano da Fé

Com a Carta Apostólica Porta fidei de 11 de outubro de 2011, Bento XVI instituiu o Ano da Fé. Esse terá início em 11 de outubro de 2012, 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará em 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Com a promulgação de tal Ano, o Santo Padre tem a intenção de colocar ao centro das atenções eclesiais aquilo que desde o início de seu Pontificado, lhe está mais ao coração: o encontro com Jesus Cristo e a beleza da fé Nele. Por outro lado, a Igreja está bem ciente dos problemas que hoje a fé deve enfrentar e sente quanto é atual a pergunta que Jesus mesmo fez: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18, 8).
 Por isso, “se a fé não retomar a vitalidade, tornando uma profunda convicção e uma força real graças ao encontro com Jesus Cristo, todas as outras formas permaneceram ineficazes” (Discurso para a apresentação das felicitações natalinas à Cúria Romana, 22 de dezembro de 2011).
 Em nome de Bento XVI, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu uma Nota com indicações pastorais para o Ano da fé. Tal Nota foi elaborada em acordo com alguns Dicastérios da Santa Sé e com a contribuição do Comitê para a preparação do Ano da Fé.  Comitê, constituído junto à Congregação para a Doutrina da Fé, a mandato do Santo Padre, tem entre seus membros: os Cardeais William Levada, Francis Arinze, Angelo Bagnasco, Ivan Dias, Francis E. George, Zenon Grocholewski, Marc Ouellet, Mauro Piacenza, Jean-Pierre Ricard, Stanisław Ryłko e Christoph Schönborn; os Arcebispos Salvatore Fisichella e Luis F. Ladaria; os Bispos Mario Del Valle Moronta Rodríguez, Gerhard Ludwig Müller e Raffaello Martinelli.
 A Nota, datada em 6 de janeiro de 2012, Solenidade da Epifania, e que será publicada no dia seguinte, 7 de janeiro, é composta por uma introdução e algumas indicações pastorais.
introdução confirma que “o Ano da fé quer contribuir para uma conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, a fim que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado, capazes de indicar a tantas pessoas que buscam a porta da fé”.
 O início do Ano da Fé coincide com a grata memória de dois grandes eventos que delinearam o rosto da Igreja aos nossos dias: o 50° aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, desejado pelo beato João XXIII (11 de outubro de 1962), e o 20° aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, oferecido à Igreja pelo beato João Paulo II (11 de outubro de 1992).

O Concilio Vaticano II, “a partir da luz de Cristo... quis aprofundar a íntima natureza da Igreja... e o seu relacionamento com o mundo contemporâneo”. “Depois do Concílio, a Igreja se empenhou na recepção e aplicação do seu rico ensinamento, em continuidade com toda a tradição, sob a orientação segura do Magistério”.
 “Para facilitar a execução adequada do Concílio, os Sumos Pontífices convocaram várias vezes o Sínodo dos Bispos... propondo à Igreja orientações claras por meio de diversas Exortações apostólicas pós-sinodais. A próxima Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, no mês de outubro de 2012, terá como tema: A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.
 “Desde o início de seu Pontificado, o Papa Bento XVI se empenhou decisivamente para uma correta compreensão do Concílio, rejeitando como falso o chamado “hermenêutico da descontinuidade e da ruptura” e “promovendo aquela que ele mesmo denominou 'a hermenêutica da reforma', do renovamento e da continuidade”.
 O Catecismo da Igreja Católica, como “autentico fruto do Concílio Vaticano II” (Carta apostólica Porta fidei, n. 4), se coloca em tal linha do “renovamento da continuidade”. Isso compreende “coisas novas e coisas antigas” (Mt 13, 52). Por uma parte, reitera a antiga e tradicional ordem da catequese, articulando o seu conteúdo em quatro partes: oCredo, a liturgia, o agir cristão e a oração. Mas, ao mesmo tempo, exprime tudo aqui de modo novo para responder às interrogativas da nossa época.
 O Ano da fé será uma ocasião privilegiada para promover o conhecimento e a difusão dos conteúdos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica.
 As indicações pastorais da Nota têm a intenção de favorecer “seja o encontro com Cristo por meio de autênticos testemunhos de fé, seja o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos”. Mediante estas indicações pastorais - que não pretendem “excluir outras propostas que o Espírito Santo quiser suscitar entre os Pastores e fiéis nas várias partes do mundo” –, a Congregação para a Doutrina da Fé oferece sua ajuda, dato que suas específicas competências têm presente não só o compito de tutelar a sadia doutrina e corrigir erros, mas também, e principalmente, promover a verdade da fé (cf. Constituição apostólica Pastor Bonus, n. 48-51).
 A Nota articula suas propostas em quatro níveis: 1) Igreja universal, 2) Conferência Episcopal, 3) Dioceses e 4)Paróquias, Comunidades, Associações e Movimentos. Ela vem aqui esclarecer novamente algumas dessassugestões específicas.
Por exemplo, junto a uma solene celebração para o início do Ano da fé e a vários outros eventos aos quais participará o Santo Padre (Assembleia do Sínodo dos Bispos, JMJ 2013), são definidas iniciativas ecumênicas para “invocar e favorecer o restabelecimento da unidade entre todos os cristãos” e “haverá lugar uma solene celebração ecumênica para reafirmação da fé em Cristo por parte de todos os batizados”.
 A nível de Conferência Episcopal, vem encorajada a qualidade da formação catequética eclesial e “uma revisão dos catecismos locais e dos vários subsídios catequéticos em uno nas Igrejas particulares para assegurar a eles a plena conformidade com o Catecismo da Igreja Católica, e  espera-se um amplo uso das linguagens da comunicação e da arte, “transmissão televisiva ou radiofônica, filmes e publicações, também a nível popular e acessível a um amplo público, sobre o tema da fé, dos seus princípios e conteúdos, e ainda sobre o significado eclesial do Concílio Vaticano II”.
 A nível diocesano, o Ano da fé vem considerado, entre outros, como “renovada ocasião de diálogo criativo entre fé e razão por meio de simpósios, convenções, jornadas de estudo, especialmente nas universidades católicas”, e como tempo favorável para “celebrações penitenciais nas quais se requer o perdão a Deus, também e especialmente pelos pecados contra a fé”.
nível paroquial, a proposta central permanece a celebração da fé na liturgia, e em particular na Eucaristia, porque “na Eucaristia, mistério da fé e surgimento da nova evangelização, a fé da Igreja vem proclamada, celebrada e fortifica”. A tal iniciativa são chamados a nascer, crescer e difundir todas as outras propostas, entre elas haverá sem dúvida um destaque especial às iniciativas realizadas pelas numerosas Instituições, novas Comunidades e Movimentos Eclesiais.
 “Junto ao Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização será instituída uma especial Secretaria para o Ano da fé para coordenar as diversas iniciativas propostas pelos vários Dicastérios da Santa Sé ou qualquer evento de relevância para a Igreja universal”.  A Secretaria “poderá também sugerir propostas para o Ano da fé” e disporá de “um site especial a fim de oferecer cada informação útil” sob esse aspecto.
 As indicações oferecidas na Nota têm o objetivo de convidar todos os membros da Igreja a empenharem-se no Ano da fé para redescobrir e “dividir aquilo que o cristão tem de mais precioso: Cristo Jesus, Redentor do homem, Rei do Universo, ‘autor e consumador da fé’ (Heb. 12: 2)”.


Fonte: Canção Nova Noticias

Os Frutos do Espírito

O Espírito Santo é a água Viva que rega nosso coração, a cada dia, para que possamos produzir Seus frutos. Quais são estes frutos?

Os frutos do Espírito Santo são: a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a afabilidade, a bondade, a fidelidade, a brandura e a temperança.



Vamos conhecê-los um pouco mais?

Caridade

Caridade: é o próprio amor. "O amor é paciente, é bondoso. não tem inveja, não é orgulhoso. não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor..." (I Cr 13, 4-5ss).

Alegria

Alegria: é verdadeira e não passageira. "A vossa tristeza se há de tornar em alegria" (Jo 16, 20b).

Paz

Paz: que só Jesus pode oferecer: "Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá."(Jo 14, 27ss).

Paciência

paciência: é uma conseqüência do fruto da paz e tem íntima ligação com a Fé, a alegria e a paz.

Afabilidade

Afabilidade: ou gentileza, é o fruto do Espírito Santo com o qual ajudamos nossos irmãos, como o bom samaritano.

Bondade

Bondade: "Comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é a bondade..." (Ef 5, 9ss).

Fé: "Tende Fé em Deus. Em verdade vos declaro. Todo o que disser a este monte: levanta-te e lança-te ao mar, se ele não duvidar em seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, ele obterá esse milagre" (Mc 11, 22-23).

Brandura

Brandura: também chamada mansidão: "Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra" (Mt 5, 5).

Temperança

Temperança: é o equilíbrio que recebemos do Espírito Santo para evitarmos exageros e agirmos de acordo com a Vontade de Deus.
Como possuir estes frutos?
Estes frutos só se desenvolvem em nosso coração quando não colocamos obstáculos para que isso aconteça. Caso contrário, eles se tornam verdadeiras "pragas", capazes de destruir nossa "árvore". Essas "pragas" são nossos medos, ressentimentos, amarguras, rejeições, falta de perdão, mágoas, etc.
Se deixamos que estas "pragas" tomem conta de nossa vida e de nosso coração, colheremos outros tipos de fruto. Os frutos da carne: "fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes" (cf. Gl 5, 19). Podemos escolher quais destes frutos queremos colher em nossa vida: os frutos do Espírito Santo ou os frutos da carne!

Novena do Presente Espiritual - 1o. Dia


Senhor, eu começo hoje a novena do Presente Espiritual, primeiro dia, por estas pessoas:
(Diga o nome das pessoas)
Com pleno conhecimento de tua vontade eu peço Senhor que estas pessoas sejam livres em todas as decisões. 

Senhor, peço, dá-lhes sabedoria e entendimento espiritual.  Livre esta(s) pessoa(s) de toda desonestidade, presunção, orgulho. Concede-lhes Senhor sabedoria pura, pacífica e plena de Misericórdia.


 

Senhor, eu peço neste momento, reveste estas pessoas com tua graça e com tua bênção. Livre estas pessoas do egoísmo. Livre, Senhor, de todo o mal.
Coloque na vida desta pessoa a santidade, e acima de tudo, hoje, dá-lhe saúde no corpo e na alma.

(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Senhor, penetrai as profundezas de suas almas com vosso amor e vosso poder. Arrancai as raízes profundas da dor. Lavai estas pessoas no preciosíssimo sangue de teu Filho Jesus. 

Tirai toda ansiedade, toda amargura, toda angústia e todo sofrimento interior. Tirai Senhor todo desgaste emocional, infelicidade, tristeza. 

Senhor Deus, pelo precioso sangue de teu Filho, coloque só o bem na vida destas pessoas. De modo particular, tocai no corpo, e dai-lhes saúde para que possam ganhar o pão de cada dia.

Senhor, eu começo a Fazer esta Novena do Presente do bem espiritual, por essas pessoas cujo nome eu repito:
(Diga o nome das pessoas mais uma vez)
Abençoai Senhor estas pessoas, estes nomes que apresento em oração. Olhai, Senhor, o mais íntimo destas pessoas. Afastai todo medo. Tirai toda perturbação. Que esta oração possa na força do teu Espírito, restaurar o equilíbrio interior destas pessoas.
Senhor, eu acredito no teu poder, eu acredito no teu amor.
Abençoai e santificai estas pessoas, Senhor, a quem ofereço esta novena.

Amém.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Feliz com Maria

Maria e o Menino Jesus
A mãe de Jesus é proclamada mãe de Deus. A base da fé cristã se dá em Jesus, por Ele não ser apenas um homem e sim também Deus. O filho que Maria gerou é pessoa divina. Ela acompanhou seu filho até a ressurreição. Por Ele ter ido ao céu, Maria também o acompanhou em seguida, sendo levada à eternidade na glória do Filho. Celebramos essa realidade da subida de Maria, viva em corpo e alma, para junto de Deus. Nós a proclamamos feliz, porque, de fato, ela cumpriu a missão que lhe foi confiada, apesar de seu sofrimento, vendo a injustiça humana perseguidora de Jesus. Mas, assim como Ele triunfou sobre tudo, sua felicidade foi imensa com essa vitória.

Maria, simples criatura de Deus, foi escolhida como modelo de isenção de pecado e de abertura total à ação do Criador. Ela bem lembra à prima Isabel a grandiosidade de Deus, que olhou para ela, simples serva obediente e humilde. Seu reconhecimento da bondade do Senhor é estímulo para também desenvolvermos nossa docilidade e adesão ao projeto de Deus a nosso respeito. Se todos ouvissem a Deus como Maria, teríamos pessoas mais felizes e convivência humana mais saudável. Jesus reconhece todas as pessoas que realizam o projeto de Deus como sua mãe. “Felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28).

Já na preparação à vinda do Salvador, o povo hebreu, a caminho da terra prometida, levava a arca da aliança pelo deserto afora. Era o sinal da presença de Deus, o amparo e protetor do povo contra todas as adversidades da caminhada. O povo confiava no seu Senhor para atingir o objetivo de sua luta para fugir da escravidão e conquistar a liberdade. Com Jesus, a libertação se reveste da amplitude existencial. O objetivo da caminhada de seguimento a Ele vai até a eternidade. Mesmo nas adversidades o sacrifício é meritório e redundante em prêmio, tem em vista a cidade permanente. O ser humano quer revestir-se de imortalidade.

A felicidade transitória nada é em comparação com a imorredoura. A meta da realização humana plena só é atingida totalmente com a visão face a face do esplendor de Deus. O filho de Maria veio nos garantir tal finalidade. Maria foi a primeira a assumir essa causa trazida por Jesus. Torna-se verdadeira discípula e assume a missão de apresentar o filho para termos a vida unida à dele. A felicidade de Maria também pode acontecer em todos os que se tornam verdadeiros discípulos do Divino Mestre. Com Ele alcançamos a vitória sobre a morte, conforme diz Paulo. “Graças sejam dadas a Deus, que nos dá a vitória pelo Senhor Nosso, Jesus Cristo” (1 Cor 15, 57).

Para entendermos a missão de Maria e sua glorificação é preciso colocarmos fé no projeto de Deus. Ele visa o bem humano, com a valorização de sua caminhada terrestre, através da implantação da justiça e da convivência fraterna de todos, mas tendo o objetivo da conquista do Reino eterno. Não fosse isso, não perceberíamos a ação de Deus em Maria, fazendo dela um exemplo de fidelidade a Deus. Ela fez da sua felicidade a realização do projeto de Deus. Nós também somente conquistamos a felicidade autêntica imitando-a na realização desse projeto.

Dom José Alberto Moura

Celebrai um novo tempo



Desejo um Feliz Ano Novo para você! Sinto-me lisonjeado por poder compartilhar com você este momento e trazer aquilo que Deus colocou em meu coração.

O tema deste Acampamento de Ano Novo é 
“Celebrai um novo tempo”. Junto com este tema há uma inspiração. Esta é a ordem de Deus para Deus já nos primeiros dias de 2012.

Mas, o que é necessário para celebrar um tempo novo? O que é preciso fazer para construir verdadeiramente a paz neste 
“Dia Mundial da Paz”, instituído pelo Papa Paulo VI desde 1968?

Ouça o que nos diz a Palavra de Deus: 
“Não deveis ficar lembrando as coisas de outrora, nem é preciso ter saudades das coisas do passado. Eis que estou fazendo coisas novas, estão surgindo agora e vós não percebeis? Sim, no deserto eu abro um caminho, rasgo rios na terra seca” (Isaías 43,18-19).

Você já percebeu esta obra nova de Deus em sua vida? Precisamos nos abrir a esta novidade de Deus. Creia: Ele já está fazendo uma obra nova em você! Eu proclamo esta verdade em sua vida. Tome posse disso.

Tenho escutado muitas pessoas que me dizem assim: “Padre, eu quero celebrar um tempo novo em minha vida, mas não consigo!” Por que as pessoas dizem tais coisas?

Meus irmãos, Deus não é um “mágico”! O Senhor sempre cumpre com a parte d'Ele. Mas é necessário que cumpramos com a nossa parte. Existem alguns impedimentos que somos nós que temos que tirar.

Deus te ama, mas não te mima! Ele sempre te sustentará com a Sua graça, mas você precisa dar os passos necessários para assumir esta obra nova que Deus quer realizar. Do contrário, você viverá um novo ano com o coração envelhecido pelo pecado.

Só conseguimos ir para frente quando olhamos para o nosso passado e deixamos Deus nos libertar daquilo que outrora nos escravizava. É preciso “esquecer” à luz do Espírito Santo. Se você quer começar este ano de forma correta, comece então do jeito certo: fechando as portas do passado que estavam abertas.

Esquecer, meus irmãos, nem sempre é curar. Tem gente que tem medo de tocar nas próprias feridas. Não receie em deixar Deus tocar e tratar de suas feridas. Entende? Neste primeiro dia do ano, o Médico dos médicos – Jesus Cristo - quer mexer nestas feridas para que você comece 2012 de forma correta. Do contrário, você viverá numa contínua fuga do seu passado.

A mudança interior começa dentro de nós e não fora. Busque sua cura interior em 2012. Volto a afirmar: esquecer não é resolver! Não tenha medo de deixar o Espírito Santo trabalhar nessas marcas do passado. O próprio Deus é quem deseja fechar essas portas que ficaram abertas no seu passado. Ele quer hoje fechar um ciclo em sua vida. Para começar um tempo novo, é preciso fechar as portas antigas.

Determine-se hoje a ser curado dessa mágoa, dessa falta de perdão. Muitas de nossas atitudes atuais são resultado de um passado que não foi curado à luz do Espírito Santo.

Este é um tempo novo. Portanto, tempo de se retirar os excessos. Você errou em muitas coisas? Eu também errei! Mas, precisamos nos dar uma nova chance. Aprenda a se perdoar. Perdoe-se por aquilo que você tentou melhorar, progredir e, infelizmente, ainda não conseguiu. Diga “não” ao orgulho.

Neste novo ano, somos chamados a viver um “balanço” e reorganizar a própria vida. É tempo propício para estabelecermos novas metas. Quais são os seus sonhos? Você precisa sonhar! Sabia disso? Não deixe de sonhar e de acreditar nos sonhos que Deus plantou no seu coração. Não desista do sonho que Deus tem para você. Persiga esses sonhos em 2012.

Volte a acreditar em si mesmo. Infelizmente, muitas pessoas já não acreditam mais em si mesmas. Não é o pecado, mas sim o amor que nos define naquilo que somos. Fomos feitos para o amor e não para o pecado. Temos defeitos? É lógico que sim! Mas é certo que temos muita coisa boa dentro de nós também! Volte a acreditar nessa capacidade de amar que Deus mesmo infundiu em seu coração.

Reprograme-se em sua saúde. Cuidado com a obesidade. Cuide de seu corpo. E também reprograme-se neste novo ano em sua vida espiritual. Busque a disciplina. Cuide da sua vida de oração. Lute por esta eficácia em sua relação com Deus. Isto tem sido uma prioridade em sua vida?

“Ah, padre! Mas eu penso o tempo todo em Deus”, às vezes eu escuto isso. Saiba que o diabo também "pensa o tempo todo" em Deus. Você precisa olhar para 2012 com um olhar de esperança. Mas com uma esperança encarnada, “pé no chão”. Tem gente que não vai à Santa Missa porque “não gosta daquele padre”. Você vai por causa do padre ou por causa de Deus? Isso é desculpa de gente acomodada!

Tenho visto muitos pais acomodados na educação de seus filhos. Não querem mais cuidar dos próprios filhos. Vivemos um tempo de relativismo e comodismo. O Papa Bento XVI, em sua mensagem deste ano para o “Dia Mundial da Paz” nos chama à atenção para isso: nos empenharmos na educação das futuras gerações para a esperança.

Se você educa seu filho somente com “sim” e não saber colocar limites, regras e dizer “não” muitas vezes aos seus filhos, então, estará inevitavelmente criando “pequenos monstros”. Depois os pais não sabem porque os filhos são rebeldes, mal-educados, mimados e tudo o mais!

Nossa geração tem sido “mole” demais. Acomodada demais. As pessoas não querem mais lutar pela própria salvação. O que elas querem é tão somente “se sentir bem”... Querem um Deus “self-service”. Tudo pronto! Entende?

Não, meus irmãos priorizem o que é essencial. Cultive um relacionamento com Deus. Isso requer esforço, tempo. Você quer ser feliz? Saiba que isso dá trabalho. Mas, nesse trabalho rumo à felicidade, você não estará sozinho. Aquele que carregou a própria Cruz e lhe ajuda a carregar a sua cruz diária, meu irmão, estará sempre ao seu lado. Felicidade não se ganha, se constrói! E Jesus quer ser o seu companheiro fiel na construção dessa felicidade.

Assuma metas possíveis, maduras, para 2012. Não fique almejando o “ótimo”, mas sim o “bom”. Um exemplo: não adianta assumir que rezará todo o dia desse ano “seis” Terços. Você dificilmente conseguirá. É melhor assumir um Terço todos os dias e, caso não consiga rezá-lo naquele dia, reze ao menos duas dezenas do Santo Terço. Mas reze! Reze todos os dias. A espiritualidade se dá num relacionamento diário com o Senhor.

Assim, você não deixará “a vida te levar”. Você não tem que ser levado pela vida, meu irmão! É você quem tem que levá-la. Como o Papa Bento XVI nos ensina nessa mensagem do “Dia Mundial da Paz” é preciso deixar-se educar por Deus no próprio olhar. Ter um olhar confiante diante deste novo ano que se inicia.

O nosso olhar precisa ser pautado pela esperança. Continuarão acontecendo problemas, desafios, conflitos? Sim! Mas o bem jamais deixará de agir. O mal faz “mais barulho”, pois gosta de chamar a atenção. Contudo, o bem sempre age. Ele é discreto. Não precisa fazer “propaganda” de si. Mas ele sempre acontece e realiza essa obra nova na minha e na sua vida.